
Cientistas examinaram sete anos de registros de mais de 7 mil pessoas com diagnóstico inicial de cefaleia, num pronto-socorro de um hospital em Boston (mais uma vez, em Boston...). Eles então conferiram dados de temperatura, umidade, pressão barométrica e poluição do ar durante os três dias anteriores a cada visita. O estudo aparece na edição de 10 de março da publicação da revista "Neurology".
Para cada aumento de 5 graus Celsius, conforme descobriram, o risco para cefaleia que exige tratamento na emergência aumentou 7,5%.
O motivo da relação entre cefaleia e temperaturas mais altas ainda não está claro, de acordo com o autor principal, Dr. Kenneth J. Mukamal, professor-associado de medicina em Harvard. "Existem alguns efeitos fisiológicos do clima quente – a pressão sanguínea tende a diminuir, por exemplo –, mas como isso causaria dores de cabeça, ainda é incerto."
O estudo não focou a faixa pediátrica, mas acredito que essa relação também exista nas crianças.
É claro que as dores de cabeça agudas, fortes ou acompanhadas de sintomas (febre, vômitos, etc.) são sempre urgências médicas e sua avaliação tem que ser criteriosa e rigorosa, jamais atribuindo ao calor, stress ou cansaço.
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