
Quem me conhece, sabe: o que funciona (cientificamente, estatisticamente e seriamente comprovado), tem minha aprovação. Se cromoterapia comprovadamente tratar pneumonia, sou o primeiro a receitar. Se moxabustão curar otite média, ótimo. Se pedras quentes tratarem refluxo, feito!
Por isso que sou um crítico das terapias alternativas. Com todo o progresso da medicina tradicional - aquela que trata de esclerose múltipla, a carcinoma de mama e meningite - ainda sofremos com adeptos a terapias alternativas - e neles incluo, sem dúvida, a homeopatia.
O casal Thomas e Manju Sam foi preso em Sydney, na Austrália, por ter deixado sua filha Gloria, de 9 meses e meio, morrer de septicemia e desnutrição, consequências de um severo caso de eczema. O casal foi condenado por homicídio culposo. A pena combinada dos dois chega a um mínimo de 10 anos de prisão, sendo que o pai deve cumprir pelo menos seis anos e a mãe deve cumprir pelo menos quatro... Thomas Sam, de 42 anos, e Manju Sam, de 37, se recusaram a buscar ajuda médica durante os quatro meses e meio em que a criança esteve doente, preferindo tratá-la com homeopatia.
Detalhe sórdido: Sam é médico homeopata e tratou a filha sozinho, até que ela desenvolveu uma úlcera no olho esquerdo e foi levada a um hospital, dois dias antes de morrer.
O juiz Peter Johnson, da Suprema Corte de Nova Gales do Sul, afirmou que a bebê sofreu desnecessariamente por causa de uma condição que é tratável.
Segundo o juiz, o sofrimento do bebê seria óbvio para os pais e Thomas Sam demonstrou "uma atitude arrogante em relação ao que ele via como benefícios superiores da homeopatia em comparação com a medicina tradicional".
O exemplo é real e radical. Não estamos falando de Brasil, aonde se morre de diarréia e febre amarela, em que o presidente do país recordista em mortes por gripe suína e dengue está na Dinamarca fazendo lobby para as Olimpíadas de 2016.
O caso se deu na Austrália, aonde a saúde é tratada, em geral, de maneira mais séria.
Nem sempre se pode contar com o efeito placebo, infelizmente.
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