
Como o fim de ano está próximo - e as viagens precisam ser programadas com antecedência, aproveito aqui para postar a pergunta de um pai e a resposta, via e-mail, já preocupado com a viagem de fim de ano ao hemisfério norte e a chance da segunda onda de gripe suína:
Pergunta
Caro Jairo,
Tudo bem ?
Temos uma dúvida crucial e talvez você possa nos orientar.
Estamos com uma viagem toda comprada (e paga) para os EUA, do dia 28 de dezembro a 26 de janeiro, indo a Orlando (Disney), Vail (Ski) e Nova Iorque.
Ao mesmo tempo, estamos preocupados com as notícias da gripe suína... aqueles americanos fazendo fila para tomar a vacina que não existe aqui...
É claro que, qualquer resfriadinho nos EUA, qualquer nariz escorrendo, vamos ficar meio “tensos”...De qualquer forma, se cancelar é uma frustração e perco uma parte do que foi pago...Você acha que há razão concreta para cancelarmos a viagem ?
Resposta
Sua pergunta não é fácil de responder, porque não existe uma recomendação 100% segura - em qualquer lugar do mundo podemos ficar doentes...E saber exatamente como será a gripe suína no inverno do hemisfério norte é uma coisa impossível.
Mas vou ser o mais racional possível: os EUA enfrentaram a epidemia de H1N1 de forma MUITO mais adequada que o Brasil. O índice de mortalidade por lá foi muito menor que por aqui. A disponibilidade de exames e remédios foi rápida, as informações, o up-to-date, controle de fronteiras e entrada no país, rastreamento de casos, etc...tudo nos EUA, em relação ao H1N1, superou "anos luz" o que o governo brasileiro nos ofereceu. E, agora, eles já estão vacinando a população - o que significa mais proteção, menos casos circulantes.
Nos últimos meses eu tive dezenas de pacientes com quadro gripal (provável H1N1 e muitos confirmados), acredito que uma parcela enorme da nossa população, sobretudo em São Paulo, teve contato com o vírus, desenvolvendo a doença, de forma leve, de forma assintomática, alguns mais sintomáticos...enfim, poucos "escaparam". E a segunda onda que todas as epidemias tem serão monitorizadas de forma bem mais responsável nos EUA do que aqui no Brasil (aonde a primeira onda nem acabou).
Não sei se ir aos EUA, então, aumenta muito o risco - comparando-se em ficar em São Paulo.
Você vai levar a lista de remédios e, quem sabe, se a venda já estiver liberada, levará também o Tamiflu.
Portanto, por hora, minha recomendação é manter a programação. É claro que a situação pode mudar, podemos ter surpresas, mas não acho isso provável.
Pergunta
Caro Jairo,
Tudo bem ?
Temos uma dúvida crucial e talvez você possa nos orientar.
Estamos com uma viagem toda comprada (e paga) para os EUA, do dia 28 de dezembro a 26 de janeiro, indo a Orlando (Disney), Vail (Ski) e Nova Iorque.
Ao mesmo tempo, estamos preocupados com as notícias da gripe suína... aqueles americanos fazendo fila para tomar a vacina que não existe aqui...
É claro que, qualquer resfriadinho nos EUA, qualquer nariz escorrendo, vamos ficar meio “tensos”...De qualquer forma, se cancelar é uma frustração e perco uma parte do que foi pago...Você acha que há razão concreta para cancelarmos a viagem ?
Resposta
Sua pergunta não é fácil de responder, porque não existe uma recomendação 100% segura - em qualquer lugar do mundo podemos ficar doentes...E saber exatamente como será a gripe suína no inverno do hemisfério norte é uma coisa impossível.
Mas vou ser o mais racional possível: os EUA enfrentaram a epidemia de H1N1 de forma MUITO mais adequada que o Brasil. O índice de mortalidade por lá foi muito menor que por aqui. A disponibilidade de exames e remédios foi rápida, as informações, o up-to-date, controle de fronteiras e entrada no país, rastreamento de casos, etc...tudo nos EUA, em relação ao H1N1, superou "anos luz" o que o governo brasileiro nos ofereceu. E, agora, eles já estão vacinando a população - o que significa mais proteção, menos casos circulantes.
Nos últimos meses eu tive dezenas de pacientes com quadro gripal (provável H1N1 e muitos confirmados), acredito que uma parcela enorme da nossa população, sobretudo em São Paulo, teve contato com o vírus, desenvolvendo a doença, de forma leve, de forma assintomática, alguns mais sintomáticos...enfim, poucos "escaparam". E a segunda onda que todas as epidemias tem serão monitorizadas de forma bem mais responsável nos EUA do que aqui no Brasil (aonde a primeira onda nem acabou).
Não sei se ir aos EUA, então, aumenta muito o risco - comparando-se em ficar em São Paulo.
Você vai levar a lista de remédios e, quem sabe, se a venda já estiver liberada, levará também o Tamiflu.
Portanto, por hora, minha recomendação é manter a programação. É claro que a situação pode mudar, podemos ter surpresas, mas não acho isso provável.
Comentários
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Agradeço todos os comentários!
De acordo com normas do Conselho Federal de Medicina, determinadas orientações só podem ser feitas após consulta médica ou avaliação/seguimento - portanto não posso responder perguntas detalhadas e individualizadas neste canal.
Obrigado