
Um estudo do Instituto Nacional de Ciências Mentais (NIMH), nos Estados Unidos, mostrou que crianças com dificuldades para leitura beneficiaram-se muito com treinamento intensivo, melhorando inclusive outras funções cognitivas. A pesquisa focou crianças de 8 anos de idade, submetidas a 4 métodos de treinamento intensivo, através de aulas diárias de 50 minutos, 2ª a 6ª feira, por 6 meses (100 horas de aula).
Parece óbvio que houve melhora. Mas dois pontos são importantes:
Primeiro que os pesquisadores concluiram que, além da melhora esperada da leitura, houve mudança da conectividade cerebral após o intensivão, mostrando que este tipo de estímulo pode beneficiar pacientes com outros transtornos mentais. Uma das doenças mais relevantes aonde há prejuízo da conectividade cerebral é o autismo. Na ressonância magnética das crianças antes e após o treinamento, notou-se mudança da configuração da massa branca cerebral, com evidente melhora do padrão microestrutural após.
E em segundo lugar, a parte que me toca de imediato: ouvimos tantos pais cujos filhos tem problemas de leitura, crônicos, que duram anos, mas que talvez não tem sido bem administrados pela escola, pelos psicopedagogos, pelos pais e pelos médicos responsáveis, prolongando-se por muito tempo, trazendo prejuízos indeléveis para a auto-estima da criança.
Quem sabe em 6 meses com ótima orientação podemos melhorar a leitura desta criança?
O estudo foi publicado na resvista Neuron, com o título "Altering cortical connectivity: remediation-induced changes in the white matter of poor readers".
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