
Questão frequente de pais, a relação entre vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR) e autismo - sempre expliquei que não há nenhuma relação entre as duas coisas - finalmente foi "retratada" pela revista Lancet, uma das mais prestigiosas do mundo (provando que nada em medicina é absoluto e 100% confiável).
Em 1998, um artigo infeliz publicado na Lancet - estudo encabeçado pelo médico britânico Andrew Wakefield - fez com que milhares de pais deixassem de vacinar seus filhos, fazendo inclusive o sarampo ressurgir no Reino Unido. O estudo levantava a possibilidade das crianças, após serem vacinadas com a MMR com 1 ano de idade, terem maiores chances de desenvolver autismo.
Na onda de "ser do contra", dezenas de ONGs, naturalistas e contraproducentes do gênero lançaram suas teorias anti-MMR. Se tiver tempo e curiosidade, dê uma olhada neste link: http://www.autistas.org/vacinas.htm. Você verá que a ignorância humana é infindável e muito criativa.
The Lancet - "Nós retratamos completamente o artigo de nosso registro de publicações", afirma nota dos editores da Lancet divulgada na terça passada. Na semana passada, o Conselho Geral de Medicina do Reino Unido decidiu que Wakefield demonstrou "desprezo brutal" pelas crianças usadas no estudo, e agiu com falta de ética. Wakefield e os dois colegas que não repudiaram o estudo correm o risco de perder o direito de praticar a Medicina.
Em 1998, um artigo infeliz publicado na Lancet - estudo encabeçado pelo médico britânico Andrew Wakefield - fez com que milhares de pais deixassem de vacinar seus filhos, fazendo inclusive o sarampo ressurgir no Reino Unido. O estudo levantava a possibilidade das crianças, após serem vacinadas com a MMR com 1 ano de idade, terem maiores chances de desenvolver autismo.
Na onda de "ser do contra", dezenas de ONGs, naturalistas e contraproducentes do gênero lançaram suas teorias anti-MMR. Se tiver tempo e curiosidade, dê uma olhada neste link: http://www.autistas.org/vacinas.htm. Você verá que a ignorância humana é infindável e muito criativa.
The Lancet - "Nós retratamos completamente o artigo de nosso registro de publicações", afirma nota dos editores da Lancet divulgada na terça passada. Na semana passada, o Conselho Geral de Medicina do Reino Unido decidiu que Wakefield demonstrou "desprezo brutal" pelas crianças usadas no estudo, e agiu com falta de ética. Wakefield e os dois colegas que não repudiaram o estudo correm o risco de perder o direito de praticar a Medicina.
Escrevi sobre essa falsa associação em 18 de novembro de 2009: http://clinicalen.blogspot.com/2009/11/vacinacao-e-autismo-postado-por-jairo.html
Nunca deixei de vacinar uma única criança por causa dessa suspeita relação. Sempre converso com os pais e explico exatamente como foi este estudo e os milhares que vieram depois, comprovando a eficácia e segurança da MMR.
E, como em todos os assuntos, o oráculo (google) pode até ser a forma mais prática de trazer informações - mas garanto que ao mesmo tempo é a menos fidedigna e precisa - pelo menos em assuntos médicos.
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De acordo com normas do Conselho Federal de Medicina, determinadas orientações só podem ser feitas após consulta médica ou avaliação/seguimento - portanto não posso responder perguntas detalhadas e individualizadas neste canal.
Obrigado