
DPPP - Depressão pós-parto paterna... Um estudo publicado na edição deste mês do The Journal of the American Medical Association (JAMA) comprova que 10% dos pais sofrem de depressão pós-parto logo nos primeiros meses. E as alterações são mais frequentes três a seis meses após o parto - chegando a números maiores ainda.
A forma clínica da DPPP é diferente da materna.
Nas mães, a depressão pós parto se caracteriza por choro, fadiga, humor deprimido, cansaço, ansiedade e lapsos curtos de memória.
Nos pais, os sintomas são tristeza, sensação de exclusão, competição com o filho, impaciência com a mulher, passar mais tempo fora de casa e tentar afastar a mãe do recém-nascido.
Existe correlação entre a depressão materna e a paterna: se a mãe está com depressão pós-parto, o risco do homem ficar deprimido aumenta. E vice-versa.
A DPP(Paterna) não é uma novidade, já foi descrita inúmeras vezes. Mas uma publicação no JAMA traz um status de doença, de algo mais importante...
Aproveito a postagem para lembrar que a depressão pós-parto (materna) é uma situação extremamente importante e deve ser diagnosticada com a ajuda do pediatra, do pai, do obstetra - e necessita ser tratada de forma séria, com psicoterapia e medicamentos. A depressão pós-parto materna inicia-se a partir do segundo mês de vida do bebê.
E não deve ser confundida com o blues pós-parto - a "depressão leve" que 50 a 80% das mães sofrem a partir dos primeiros dias após o nascimento do bebê. O blues também pode ser tratado , mas em geral regride após um ou dois meses.
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