Não quero simplificar o assunto, que é passível de congressos internacionais e encontros de pais, mas muitas vezes fico impressionado com a obsessão dos pais na busca da "melhor" escola para os seus filhos. Como este é um assunto das consultas pediátricas, acabo me envolvendo no assunto - ainda que a minha experiência seja exclusivamente prática, através destas conversas com os pais é que eu vou conhecendo melhor as escolas de São Paulo. Resolvi escrever este assunto após ler mais um excelente artigo da psicóloga Rosely Sayão. Ela questiona a necessidade da exagerada importância que os pais costumam dar ao rendimento dos seus filhos e da escola.
Não que devemos procurar uma escola qualquer, mas sempre digo que a escola deve ser um pouco "a cara dos pais e de seus filhos". E isso vai direcionar se será tradicional, construtivista, montessoriana, bilíngue, religiosa, internacional... O ideal que que seja (salvo necessidade especial) o mais perto de casa possível. Nos Estados Unidos existe até o costume de se mudar de casa para perto da escola. Vivemos eu outra realidade.
Mas o troca-troca de escolas, a busca (aos 3 anos de idade) por escolas com altos índices de aprovação no vestibular e a cisma com algumas escolas ainda me surpreende.
A meu ver, o que vai diferenciar os alunos das boas escolas de São Paulo é muito mais uma característica individual de cada criança e cada família (que podemos e devemos ajudar a moldar, em casa) do que as pequenas diferenças entre cada estabelecimento de ensino.
Como o assunto não é pedagogia, mas sim comportamento dos pais, convido você a ler o texto da psicóloga Rosely Sayão, na edição digital da Folha de São Paulo (só para assinantes Folha ou UOL).
Caso não seja assinante, posso enviar por e-mail este artigo.
Não que devemos procurar uma escola qualquer, mas sempre digo que a escola deve ser um pouco "a cara dos pais e de seus filhos". E isso vai direcionar se será tradicional, construtivista, montessoriana, bilíngue, religiosa, internacional... O ideal que que seja (salvo necessidade especial) o mais perto de casa possível. Nos Estados Unidos existe até o costume de se mudar de casa para perto da escola. Vivemos eu outra realidade.
Mas o troca-troca de escolas, a busca (aos 3 anos de idade) por escolas com altos índices de aprovação no vestibular e a cisma com algumas escolas ainda me surpreende.
A meu ver, o que vai diferenciar os alunos das boas escolas de São Paulo é muito mais uma característica individual de cada criança e cada família (que podemos e devemos ajudar a moldar, em casa) do que as pequenas diferenças entre cada estabelecimento de ensino.
Como o assunto não é pedagogia, mas sim comportamento dos pais, convido você a ler o texto da psicóloga Rosely Sayão, na edição digital da Folha de São Paulo (só para assinantes Folha ou UOL).
Caso não seja assinante, posso enviar por e-mail este artigo.
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Harvard School - por esta eu acho que vale uma cisma... |
Jairo, incrível como pensamos da mesma maneira em muitos assuntos.
ResponderExcluirSempre falo que acho loucura crianças ficarem horas no trânsito para ir na escola que os pais estudaram, que é top 10 ou que é tradicional....
DOu aulas particular na Granja Vianna, e tenho alunos do Porto, Dante,......ficam horas no trânsito "relaxante" de SP...será que os pais não percebem que isso vai afetar a aprendizagem?
Aqui na região temos todos os tipos de escola ,internacional,bilingue,tradicionais,Objetivo,do bairro....todas particulares e no final , todos entram no mesmo tipo de faculdade....vai se sobressair aqueles que tiverem apoio da família ou esforço próprio.
COncordo que temos que pesquisar e conhecer a escola,ex alunos, pais de alunos,método....mas numa cidade como SP...tem que ser perto.
Beijo,
Bia
Excelentes comentário e matéria! Vem de encontro à uma palestra que assisti ontem com o psicanalista Rinaldo Voltolini em que ele dizia que hoje o que está valendo é muito mais o sucesso do que a felicidade dos filhos... a prova disto são as listas de reserva por vagas em 2015 (!!) em escolas em primeiros lugares no Enem. Ao mesmo tempo em que há esta preocupação excessiva com o sucesso, há um descaso em relação aos limites, tercerização nos papéis de pais (para a escola, a babá, etc.)... Ainda bem que temos profissionais (vc Jairo é um deles) que abrem nossos olhos :)
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