
Um estudo da Universidade de Maryland, que será publicado na edição de fevereiro da revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research, avaliou dados de mais de mil estudantes universitários, dos quais 10,1% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana. Energéticos são bebidas em lata com altos teores de cafeína e carnitina. A pesquisa não é inédita, e a UNIFESP, em 2004, já comprovava o mesmo:
Os universitários com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano) apresentavam risco significativamente maior de desenvolver dependência de bebidas alcoólicas e se embebedavam mais e mais cedo (com relação à idade) que os demais.
Misturar bebidas alcoólicas com energéticos permite que a pessoa beba mais, porque os estimulantes combatem os efeitos sedativos e tranquilizantes do álcool. É a chamada "embriaguez desperta". Mais álcool na circulação e por mais tempo, maior risco de lesões no fígado e evolução para alcoolismo.
Entidades norte-americanas já solicitam que os energéticos tenham a venda controlada e que seja proibido (ao menos oficialmente) misturá-los à bebida alcoólica.
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