O assunto é curioso e polêmico.
Nos Estados Unidos, mães vendem seu excedente (ou não?) de leite materno, até pela internet.
Quer comprar? Visite o site da Only The Breast (www.onlythebreast.com) e por U$ 2 ou 3 você leva 30 ml de leite materno para casa.
Em breve, talvez, possamos comprar sangue humano ou medula, diretamente do produtor. Ou, quem sabe, um rim e um naco de fígado ou pele na própria casa do produtor...
Este debate, infindável, é mais uma forma de pressão sobre as mães que não conseguiram amamentar (por seus diversos motivos, como um câncer de mama, por exemplo). Acho que o aleitamento materno no seio da própria mãe (!!!) deve ser estimulado ao máximo, individualmente, com orientações, aparelhagem, remédios galactogogos e muita paciência.
Se não der certo (o que acontece), temos inúmeras fórmulas lácteas disponíveis e de excelente qualidade para substituir.
O leite materno, para ser utilizado por outra criança ("amamentação cruzada") necessita ser pasteurizado, e a doadora deve ser monitorizada, em vários aspectos, tanto sociais como infecciosos. Não é simples. Há necessidade de muita ética ao se usar "fluídos" e "tecidos" humanos em terceiros.
Quando a polêmica xiita sobre "amamentar" surge, acho o fim da picada. Certamente você já ouviu alguém chatear alguém sobre este assunto. "Como??? Você não amamentou???? Noooossssaaa....!"
O assunto da venda de leite materno me incomoda mais sobre este aspecto.
Uma vez dei uma entrevista para uma jornalista, que publicou uma matéria sobre a comparação de nutrizes com vacas, com o título "A pressão de ser uma mãe vaca". Se ler esta reportagem, vai ver que está excelente, bem escrita e clara. Mas você não imagina o número de comentários da reportagem e e-mails que eu recebi, xiitas e ofensivos, sobre o conteúdo. Imagine a jornalista...
Gostaria que estas mesmas pessoas comentassem sobre a venda de leite materno pelas mães. Múúúúúuuuuuuu.....
Nos Estados Unidos, mães vendem seu excedente (ou não?) de leite materno, até pela internet.
Quer comprar? Visite o site da Only The Breast (www.onlythebreast.com) e por U$ 2 ou 3 você leva 30 ml de leite materno para casa.
Em breve, talvez, possamos comprar sangue humano ou medula, diretamente do produtor. Ou, quem sabe, um rim e um naco de fígado ou pele na própria casa do produtor...
Este debate, infindável, é mais uma forma de pressão sobre as mães que não conseguiram amamentar (por seus diversos motivos, como um câncer de mama, por exemplo). Acho que o aleitamento materno no seio da própria mãe (!!!) deve ser estimulado ao máximo, individualmente, com orientações, aparelhagem, remédios galactogogos e muita paciência.
Se não der certo (o que acontece), temos inúmeras fórmulas lácteas disponíveis e de excelente qualidade para substituir.
O leite materno, para ser utilizado por outra criança ("amamentação cruzada") necessita ser pasteurizado, e a doadora deve ser monitorizada, em vários aspectos, tanto sociais como infecciosos. Não é simples. Há necessidade de muita ética ao se usar "fluídos" e "tecidos" humanos em terceiros.
Quando a polêmica xiita sobre "amamentar" surge, acho o fim da picada. Certamente você já ouviu alguém chatear alguém sobre este assunto. "Como??? Você não amamentou???? Noooossssaaa....!"
O assunto da venda de leite materno me incomoda mais sobre este aspecto.
Uma vez dei uma entrevista para uma jornalista, que publicou uma matéria sobre a comparação de nutrizes com vacas, com o título "A pressão de ser uma mãe vaca". Se ler esta reportagem, vai ver que está excelente, bem escrita e clara. Mas você não imagina o número de comentários da reportagem e e-mails que eu recebi, xiitas e ofensivos, sobre o conteúdo. Imagine a jornalista...
Gostaria que estas mesmas pessoas comentassem sobre a venda de leite materno pelas mães. Múúúúúuuuuuuu.....
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A polômica não tem fim, nem a cobrança. |
Ótimo como sempre Jairo!
ResponderExcluirLi também a outra reportagem e alguns dos comentários ... meu Deus ... aonde você foi se meter? Que mulheres histéricas ...
Se tivéssemos outro filho eu jamais compraria leite de outra mulher! Muito bem colocada a ética sobre fluídos e tecidos!
Abração!
Luca Galarraga
Dr. Jairo,
ResponderExcluirvou ter que concordar com o Luca Galarraga: tem gente muito histérica neste mundo!
Amamentei meus gêmeos no peito até os 6 meses, mas sempre complementava com leite artificial após cada mamada no peito; e mesmo tendo gêmeos já fui criticada por dar complemento - acredita?
São poucas pessoas que conseguem acordar de madrugada para amamentar um filho (imaginem dois!), mas eu fiz isso com prazer e faria tudo novamente. Agora, se eu não desse complemento meus filhos com certeza sofreriam e passariam muita fome.
Voltando ao tema do post, achei perfeito, principalmente quando você diz que precisa ter ética com esse assunto.
Abço,
Roberta, mãe dos gêmeos Rute e Miguel
Oi Jairo,
ResponderExcluirAqui é a Luciana, que trabalha pro Edu. Mãe do Daniel. Eu fiquei chocada com o assunto de venda do leite materno. Poxa, tantas crianças no mundo que passam fome, crianças que morrem de fome, que sofrem de inanição... O leite materno deveria ser DOADO. Eu já doei, e acredito que É UM ATO DE AMOR AO PRÓXIMO fazê-lo.
;)
Abraço, com gratidão e compaixão.
Luciana.
Se eu não conseguisse amamentar meu bebê, acho que preferiria comprar leite de outra mãe do que das mega corporações tipo a Nestle e a Danone. E depois de ver o tanto de reação alérgica que meu sobrinho teve com as formulas, das mais variadas, não confio muito nelas.
ResponderExcluirO assunto "amamentação" é extremamente importante. No caso de um impedimento à amamentação, eu recomendo que você deixe a questão mercadológica de lado e seiga a orientação do pediatra que você confie e escolha para cuidar do seu filho.
ExcluirO assunto "fórmulas lácteas" não é simplista.