Da série "o pulso ainda pulsa" (Titãs), falo hoje sobre a Febre Maculosa.
A doença tem sido falada e temida porque está em fase de epidemia em alguns estados, como São Paulo. Epidemia significa mais casos que o normal observado (neste ano, mais de 40).
A Febre Maculosa é a igual à Febre das Montanhas Rochosas (Rocky Mountain Spotted Fever), doença conhecida nos Estados Unidos.
A bactéria causadora é a Ricketsia ricketsii, e a transmissão é feita por um carrapato, o Amblyoma cajanense, vulgo carrapato-estrela - comum em cavalos, boi, vaca, cachorros e... capivaras. Este carrapato pode ser grandinho (como uma joaninha) ou muito pequeno, quase um pontinho preto.
As culpadas pela transmissão, desta vez, são as capivaras. São roedores gigantes e pacatos (e protegidos pelo IBAMA) que habitam locais luxuosos, como hotéis e condomínios de luxo (em São Paulo, por exemplo, Itu é uma das regiões mais afetadas) e podem ser reservatórios infindáveis deste carrapato. Basta passear em áreas aonde vivem as capivaras.
O ciclo: o carrapato infectado precisa ficar pelo menos 4 horas na pele da pessoa, e pica. Dois a catorze dias após a picada começam os sintomas da doença: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, queda do estado geral. Aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes. As lesões podem evoluir para petéquias, hemorrágicas (tipo chupão) e acometer mãos e pés. Nos homens a dor nos testículos costuma aparecer.
O diagnóstico preciso é feito por exames laboratoriais modernos, que demoram para ter resultados.
Portanto, na suspeita de Febre Maculosa, o tratamento empírico com antibióticos deve ser iniciado imediatamente. Sem tratar, até 20% de mortalidade.
Não há transmissão de pessoa para pessoa - só o carrapato-estrela transmite.
Não existe vacina contra Febre Maculosa. A prevenção é feita evitando as áreas infestadas, procurando carrapatos nos cachorros após passeios (e nos humanos também) e utilizando repelentes que impeçam a instalação doestes carrapatos na nossa pele.
A doença tem sido falada e temida porque está em fase de epidemia em alguns estados, como São Paulo. Epidemia significa mais casos que o normal observado (neste ano, mais de 40).
A Febre Maculosa é a igual à Febre das Montanhas Rochosas (Rocky Mountain Spotted Fever), doença conhecida nos Estados Unidos.
A bactéria causadora é a Ricketsia ricketsii, e a transmissão é feita por um carrapato, o Amblyoma cajanense, vulgo carrapato-estrela - comum em cavalos, boi, vaca, cachorros e... capivaras. Este carrapato pode ser grandinho (como uma joaninha) ou muito pequeno, quase um pontinho preto.
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Carrapato-estrela |
As culpadas pela transmissão, desta vez, são as capivaras. São roedores gigantes e pacatos (e protegidos pelo IBAMA) que habitam locais luxuosos, como hotéis e condomínios de luxo (em São Paulo, por exemplo, Itu é uma das regiões mais afetadas) e podem ser reservatórios infindáveis deste carrapato. Basta passear em áreas aonde vivem as capivaras.
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Cachorros não sabem ler, não evitam a área... |
O ciclo: o carrapato infectado precisa ficar pelo menos 4 horas na pele da pessoa, e pica. Dois a catorze dias após a picada começam os sintomas da doença: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, queda do estado geral. Aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes. As lesões podem evoluir para petéquias, hemorrágicas (tipo chupão) e acometer mãos e pés. Nos homens a dor nos testículos costuma aparecer.
O diagnóstico preciso é feito por exames laboratoriais modernos, que demoram para ter resultados.
Portanto, na suspeita de Febre Maculosa, o tratamento empírico com antibióticos deve ser iniciado imediatamente. Sem tratar, até 20% de mortalidade.
Não há transmissão de pessoa para pessoa - só o carrapato-estrela transmite.
Não existe vacina contra Febre Maculosa. A prevenção é feita evitando as áreas infestadas, procurando carrapatos nos cachorros após passeios (e nos humanos também) e utilizando repelentes que impeçam a instalação doestes carrapatos na nossa pele.
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