Além das dezenas de tristes notícias sobre política e economia, ainda tivemos a infelicidade de ler, semana passada, notícia sobre um estudo brasileiro, publicado em uma das revistas do grupo "Lancet", relacionando tempo de aleitamento materno e aumento do Q.I. ao longo da vida adulta.
O estudo, feito em Pelotas (RS), analisou cerca de 3.500 bebês, por 30 anos. Concluiu-se que "se o bebê mama por mais tempo, maior serão os níveis de inteligência, escolaridade e renda financeira quando adulto".
Ainda que os pesquisadores julguem que todas as variáveis foram isoladas (como escolaridade familiar, nível sócio-cultural, renda familiar), os próprios pesquisadores assumem que, por se tratar de estudo observacional, outros fatores não-mensuráveis não foram levados em conta (como toda a relação mãe-bebê, afetividade e paz familiar, relação entre pais e filhos, entrosamento dos pais na vida estudantil, etc...). Tampouco escreveu-se na imprensa que este estudo, iniciado há 30 anos, não avaliou crianças que usam fórmulas lácteas aonde temos DHA e ARA, nucleotídeos e tantos outros nutrientes essenciais.
OBVIAMENTE NÃO FAÇO UMA ODE AO ALEITAMENTO ARTIFICIAL, MAS achei o alarde da imprensa e o alcance da notícia um desserviço às mães. Não há qualquer necessidade de se listar benefícios do aleitamento materno na "Lancet". Todos sabem a importância de amamentar - pelo menos todos os que leem internet tão específica, a parte voltada para nutrizes, pais, gente intelectualizada que gasta seu tempo com isso.
Sempre defendo e uso os maiores recursos para garantir que as mães amamentem seus filhos, inclusive medicamentos controlados (como o Equilid, que muitos conhecem), recomendação de enfermeiras especialistas em lactação, etc...
Mas, obviamente, há uma porcentagem de mães que, mesmo tentando de qualquer forma e com toda a ajuda, não conseguem amamentar seus filhos de forma exclusiva.
É para estas mães que parecem que estas notícias e tantas outras notícias "xiitas" sobre amamentação são feitas...
A função de todos que se preocupam com amamentação deveria ser facilitar a vida de quem tenta amamentar seus filhos, e não ficar perturbando quem não conseguiu.
Por facilitar leia-se tentar ajudar populações de mães carentes, ir a campo (em maternidades da periferia), fazer um programa de auxílio às nutrizes assim que elas deixam a maternidade, ter uma puericultura de bom nível em postos de saúde.
E, se queremos mesmo crianças inteligentes no futuro, garantir uma excelente alimentação nos primeiros 5 anos de vida, quando o cérebro se desenvolve 98%. Começando pela orientação de uma ótima fórmula láctea quando houver o desmame, seja lá quando ele acontecer, e garantindo também todos os nutrientes dos primeiros anos de vida.
Sem hipocrisia, ajudando as pessoas da forma que elas precisam.
O estudo, feito em Pelotas (RS), analisou cerca de 3.500 bebês, por 30 anos. Concluiu-se que "se o bebê mama por mais tempo, maior serão os níveis de inteligência, escolaridade e renda financeira quando adulto".
Ainda que os pesquisadores julguem que todas as variáveis foram isoladas (como escolaridade familiar, nível sócio-cultural, renda familiar), os próprios pesquisadores assumem que, por se tratar de estudo observacional, outros fatores não-mensuráveis não foram levados em conta (como toda a relação mãe-bebê, afetividade e paz familiar, relação entre pais e filhos, entrosamento dos pais na vida estudantil, etc...). Tampouco escreveu-se na imprensa que este estudo, iniciado há 30 anos, não avaliou crianças que usam fórmulas lácteas aonde temos DHA e ARA, nucleotídeos e tantos outros nutrientes essenciais.
OBVIAMENTE NÃO FAÇO UMA ODE AO ALEITAMENTO ARTIFICIAL, MAS achei o alarde da imprensa e o alcance da notícia um desserviço às mães. Não há qualquer necessidade de se listar benefícios do aleitamento materno na "Lancet". Todos sabem a importância de amamentar - pelo menos todos os que leem internet tão específica, a parte voltada para nutrizes, pais, gente intelectualizada que gasta seu tempo com isso.
Sempre defendo e uso os maiores recursos para garantir que as mães amamentem seus filhos, inclusive medicamentos controlados (como o Equilid, que muitos conhecem), recomendação de enfermeiras especialistas em lactação, etc...
Mas, obviamente, há uma porcentagem de mães que, mesmo tentando de qualquer forma e com toda a ajuda, não conseguem amamentar seus filhos de forma exclusiva.
É para estas mães que parecem que estas notícias e tantas outras notícias "xiitas" sobre amamentação são feitas...
A função de todos que se preocupam com amamentação deveria ser facilitar a vida de quem tenta amamentar seus filhos, e não ficar perturbando quem não conseguiu.
Por facilitar leia-se tentar ajudar populações de mães carentes, ir a campo (em maternidades da periferia), fazer um programa de auxílio às nutrizes assim que elas deixam a maternidade, ter uma puericultura de bom nível em postos de saúde.
E, se queremos mesmo crianças inteligentes no futuro, garantir uma excelente alimentação nos primeiros 5 anos de vida, quando o cérebro se desenvolve 98%. Começando pela orientação de uma ótima fórmula láctea quando houver o desmame, seja lá quando ele acontecer, e garantindo também todos os nutrientes dos primeiros anos de vida.
Sem hipocrisia, ajudando as pessoas da forma que elas precisam.
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Já escrevi sobre isso algumas vezes, o assunto é eterno... |
Desserviço é esse post. Posso enumerar diversos pontos de inutilidade, a começar pelo nome do medicamento citado para "aumentar produção de leite", quando qualquer médico atualizado sabe que nenhum artifício é necessário para isso, basta que o bebe mame em livre demanda.
ResponderExcluir"Desserviço" é a ignorância, o pior dos males da atualidade.
Excluir"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta"
Albert Einstein