Doença pré-histórica, praga bíblica, a pediculose é a infestação do couro cabeludo por piolhos (Pediculus
capitis), um artrópode muito mais comum do que se imagina, de distribuição mundial.
Não há dúvida que o número de casos aumentou nos últimos meses, tenho recebido diariamente ligações dos pais estarrecidos com o diagnóstico.
Alguns pontos são muito importantes na abordagem da doença:
- Não existem tratamentos preventivos ou profiláticos. Não adianta usar shampoos piolhicidas semanalmente - pelo contrário - isso pode trazer ainda mais resistência aos medicamentos, fato que já está ocorrendo no mundo todo. Além de dermatites no couro cabeludo, porque estes produtos são agressivos para a pele em caso de uso frequente.
- Crianças e adultos devem ser tratados de forma rigorosa. Iniciamos o tratamento com shampoos à base de permetrina e deltametrina, de tratamento em lavagem única ou por 4 ou 5 dias seguidos. Em casos mais resistentes, crianças maiores e adultos existe a opção de tratamento por via oral (ivermectina). Algumas vezes é necessário repetir o tratamento, caso ainda permaneçam as lêndeas ou piolhos.
- Após o tratamento, o cabelo deve ser "vistoriado" diariamente. Pente fino + condicionador devem ser usados por 5 dias para se certificar da erradicação. Isso contando após o fim do tratamento.
- Considera-se uma criança tratada quando não houver mais piolhos ou lêndeas (aqueles ovinhos que ficam aderidos ao couro cabeludo), a meu ver nos 10 dias seguintes ao tratamento.
- Além do tratamento tópico e oral, é FUNDAMENTAL a higiene ambiental. Fronhas, roupa de cama e toalhas devem ser trocados diariamente até a erradicação, até que criança esteja livre dos piolhos. Ideal é lavar roupa de cama e banho com água quente ou passar a ferro. Carpetes e tapetes do quarto, se houver, devem ser aspirados diariamente. Assim como em outros cômodos que a criança fique.
- As escolas devem ser cobradas, no sentido de avisar os pais em casos de pediculose (avisar a sala toda, para que cada um vistorie muito bem seus filhos). Se há um caso na sala e não for adequadamente tratado, a recontaminação será semanal, a epidemia na classe nunca acabará...
A meu ver as crianças não tratadas (em que não se percebe a pediculose) são a gigantesca fonte de contaminação dos demais.
- Nos Estados Unidos e Canadá existem centenas de clínicas especializadas em remoção de piolhos, mostrando que o problema não é nem simples, nem só nosso. Por aqui acho que ainda não existem esses serviços. Quem se habilita?
Não há dúvida que o número de casos aumentou nos últimos meses, tenho recebido diariamente ligações dos pais estarrecidos com o diagnóstico.
Alguns pontos são muito importantes na abordagem da doença:
- Não existem tratamentos preventivos ou profiláticos. Não adianta usar shampoos piolhicidas semanalmente - pelo contrário - isso pode trazer ainda mais resistência aos medicamentos, fato que já está ocorrendo no mundo todo. Além de dermatites no couro cabeludo, porque estes produtos são agressivos para a pele em caso de uso frequente.
- Crianças e adultos devem ser tratados de forma rigorosa. Iniciamos o tratamento com shampoos à base de permetrina e deltametrina, de tratamento em lavagem única ou por 4 ou 5 dias seguidos. Em casos mais resistentes, crianças maiores e adultos existe a opção de tratamento por via oral (ivermectina). Algumas vezes é necessário repetir o tratamento, caso ainda permaneçam as lêndeas ou piolhos.
- Após o tratamento, o cabelo deve ser "vistoriado" diariamente. Pente fino + condicionador devem ser usados por 5 dias para se certificar da erradicação. Isso contando após o fim do tratamento.
- Considera-se uma criança tratada quando não houver mais piolhos ou lêndeas (aqueles ovinhos que ficam aderidos ao couro cabeludo), a meu ver nos 10 dias seguintes ao tratamento.
- Além do tratamento tópico e oral, é FUNDAMENTAL a higiene ambiental. Fronhas, roupa de cama e toalhas devem ser trocados diariamente até a erradicação, até que criança esteja livre dos piolhos. Ideal é lavar roupa de cama e banho com água quente ou passar a ferro. Carpetes e tapetes do quarto, se houver, devem ser aspirados diariamente. Assim como em outros cômodos que a criança fique.
- As escolas devem ser cobradas, no sentido de avisar os pais em casos de pediculose (avisar a sala toda, para que cada um vistorie muito bem seus filhos). Se há um caso na sala e não for adequadamente tratado, a recontaminação será semanal, a epidemia na classe nunca acabará...
A meu ver as crianças não tratadas (em que não se percebe a pediculose) são a gigantesca fonte de contaminação dos demais.
- Nos Estados Unidos e Canadá existem centenas de clínicas especializadas em remoção de piolhos, mostrando que o problema não é nem simples, nem só nosso. Por aqui acho que ainda não existem esses serviços. Quem se habilita?
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É franquia. Quem se habilita a trazer para o Brasil? |
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De acordo com normas do Conselho Federal de Medicina, determinadas orientações só podem ser feitas após consulta médica ou avaliação/seguimento - portanto não posso responder perguntas detalhadas e individualizadas neste canal.
Obrigado