Um dos meus posts mais comentados (e o que me fez não aceitar comentários anônimos) é aquele sobre sling.
Mais eu rezo, mais eu vejo assombração.
Recebi um e-mail sobre a "Semana Nacional do Incentivo ao Sling", um evento do BWB (Babywearing Brasil, a Associação Brasileira dos Carregadores de Bebê). Nada contra o evento, inclusive ele já aconteceu, no início deste mês. O sling não é proibido, portanto sua promoção, por parte dos interessados, é justa.
Mas, ao receber o e-mail, fui dar uma atualizada na estatística sobre o uso de sling em recém-nascidos, mais especificamente as mortes provocadas pelo seu uso. Mais uma vez fiquei impressionado com casos relatados na literatura médica e das associações médicas. Nem entrei em sites de busca médica. Dei um google com as palavras: sling, death. Faça o teste. De qualquer forma, resumo um pouco duas notícias achadas na busca:
Caso recente, na Austrália, um mês atrás. As autoridades alertam para o uso cauteloso do sling. Na reportagem, o caso de um menino de 2 dias de vida, acidentalmente sufocado pelo sling.
Outra história macabra, de uma criança de 7 dias, sufocada pelo sling no estacionamento de um supermercado: leia na reportagem da CNN.
Voltando às estatísticas: os americanos tiveram 14 casos de mortes de recém-nascidos causados pelo uso de sling nas duas últimas décadas. Três casos em 2009, e este caso acima, no estacionamento do Costco, em 2010.
O uso do sling deve ser muito responsável. Slings certificados, posições corretas, idades mínimas. Slings feitos de pedaços de pano e argola devem permanecer nas enciclopédias, relembrando a nossa época pré-histórica. Foram 15.000 recalls de slings, nos EUA no ano passado, por colocar a vida de bebês em risco. No Brasil, nenhum recall, mostrando que nossos produtos tem máxima qualidade... Pobres de nós...
Mais eu rezo, mais eu vejo assombração.
Recebi um e-mail sobre a "Semana Nacional do Incentivo ao Sling", um evento do BWB (Babywearing Brasil, a Associação Brasileira dos Carregadores de Bebê). Nada contra o evento, inclusive ele já aconteceu, no início deste mês. O sling não é proibido, portanto sua promoção, por parte dos interessados, é justa.
Mas, ao receber o e-mail, fui dar uma atualizada na estatística sobre o uso de sling em recém-nascidos, mais especificamente as mortes provocadas pelo seu uso. Mais uma vez fiquei impressionado com casos relatados na literatura médica e das associações médicas. Nem entrei em sites de busca médica. Dei um google com as palavras: sling, death. Faça o teste. De qualquer forma, resumo um pouco duas notícias achadas na busca:
Caso recente, na Austrália, um mês atrás. As autoridades alertam para o uso cauteloso do sling. Na reportagem, o caso de um menino de 2 dias de vida, acidentalmente sufocado pelo sling.
Outra história macabra, de uma criança de 7 dias, sufocada pelo sling no estacionamento de um supermercado: leia na reportagem da CNN.
Voltando às estatísticas: os americanos tiveram 14 casos de mortes de recém-nascidos causados pelo uso de sling nas duas últimas décadas. Três casos em 2009, e este caso acima, no estacionamento do Costco, em 2010.
O uso do sling deve ser muito responsável. Slings certificados, posições corretas, idades mínimas. Slings feitos de pedaços de pano e argola devem permanecer nas enciclopédias, relembrando a nossa época pré-histórica. Foram 15.000 recalls de slings, nos EUA no ano passado, por colocar a vida de bebês em risco. No Brasil, nenhum recall, mostrando que nossos produtos tem máxima qualidade... Pobres de nós...
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Atenção às regras básicas de segurança... |
Oi Jairo, quando me deparei com sua postagem sobre uso do sling com recém-nascidos a primeira coisa que me veio à mente foi - o que eu poderia fazer para tornar o sling mais seguro? Pois eu os utilizo e fabrico mas morro de medo de causar dano a quem quer que seja. Então criei um colchãozinho para apoiar a coluna do bebe e ele nao ficar dobrado no sling, e tirei a sobra de pano da ponta do sling q geralmente se usa para cobrir o bebê na hora de amamentar ou sob sol forte por exemplo; elaborei um manual bem focado na segurança mas o meu temor é que as pessoas sequer o leiam, devido ao pouco hábito de leitura já conhecido, então ainda tenho idéias pra aperfeiçoar a coisa, mas o fato é que o sling é extremamente dependente do uso correto pelas pessoas. Se é colocado um cinto de segurança nele, limita o número de posições que o bebê pode ficar; se for muito estruturado, fica como aqueles baby bags que causaram acidentes nos EUA; enfim, melhorar o produto é um grande desafio para os fabricantes e um assunto delicado para as autoridades reguladoras. Por enquanto o mínimo que devemos fazer é promover os cuidados de segurança e não fazer anúncios abusivos; nos EUA já fizeram uma norma (custa 40 dólares e está em inglês, por isso creio que o interesse pelos fabricantes brasileiros será pequeno) sobre a fabricação dos slings, a recomendação de uso, mas ainda falta ser feito um estudo profundo sobre o sling. Mas como você disse, não é preciso muito para perceber que há muito a ser melhorado no produto em si e em sua publicidade.
ResponderExcluirLucimeire,
ResponderExcluirExcelente e lúcido. Que bom que existem pessoas como você, preocupadas, sobretudo, em fazer as coisas da forma mais segura e adequada.