quinta-feira, 2 de julho de 2009

Remédio vs. Veneno - Publicado por Jairo Len

Diz a máxima que "a diferença entre remédio e veneno é a dose".
Concordo plenamente. Um dos grandes problemas no uso de medicamentos é o exagero na dose. Diariamente digo, na Clínica, para que se tome muito cuidado ao se administrar remédios para as crianças, uma vez que, para alguns medicamentos, "dose dobrada = intoxicação".
1º de agosto de 2009: Especialistas do FDA querem reduzir dose recomendada de paracetamol.
Doses de Tylenol e outros analgésicos que contêm paracetamol devem ser reduzidas por causa de preocupações com danos à saúde, afirmou um painel de médicos especialistas à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. O painel decidiu, por 21 votos contra 16, recomendar que a dose diária máxima da substância, encontrada em analgésicos como Tylenol e Excedrin, seja reduzida de 4.000 miligramas para 2.600 miligramas.

No Brasil a dose máxima é a mesma (4 g), e para as crianças, máximo de 75 mg por quilo. Como exemplo: uma criança de 10 kg pode, no máximo, 750 mg por dia, ou cerca de 70 gotas. Como se vê, uma dose segura, salvo exageros e erros na administração do medicamento. Mas estes exageros acontecem:
Nos EUA, os consumidores compraram, em 2005, 28 bilhões de doses de produtos que contêm paracetamol. O uso excessivo do remédio pode causar danos ao fígado em algumas pessoas. Mais de 400 pessoas morrem e 42 mil são hospitalizadas todos os anos nos EUA por causa do uso abusivo do analgésico.

Dipirona (Novalgina, Magnopyrol)
Outro analgésico comum no Brasil e em diversos países, a dipirona, não é comercializada nos EUA devido ao "risco de efeitos colaterais na medula óssea."
Apesar dos relatos de associação da dipirona ao problema, a maioria das publicações a respeito mostraram que o risco de redução das células sanguíneas é muito baixo, de cerca de 1,1 caso por um milhão de pessoas que fazem uso.
No Brasil, a agência que regula a comercialização dos medicamentos concluiu que a dipirona é um medicamento que está no mercado há mais de 80 anos, sendo seguro e eficaz no controle da dor e da febre.
Mesmo assim, a dose sempre deve ser respeitada.

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