terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Afeto x Tamanho do Cérebro - Postado por Jairo Len

Não bastasse o estudo do meu post passado mostrar que amor materno previne doenças, pesquisadores da Universidade Washington de Saint Louis, nos EUA, revelaram em um estudo que as crianças que recebem mais afeto na infância tem área cerebral funcional mais desenvolvida - o hipocampo chega a ser 10% maior.
Para este estudo, os especialistas analisaram imagens cerebrais de crianças com idades entre 7 e 10 anos que, quando tinham entre 3 e 6 anos, foram observados em interação com algum de seus pais, quase sempre com a mãe.
"Ter um hipocampo quase 10% maior é uma evidência concreta do poderoso efeito da criação", ressalta Joan Luby, pesquisador responsável pelo estudo.
Inúmeros estudos já mostraram a importância dos fatores afetivos no desenvolvimento futuro, rendimento escolar e profissional e todo o resto da vida de uma pessoa...mas este é o primeiro que mostra alterações estruturais e físicas no tamanho do cérebro.

É uma pena que "dar" amor e afeto aos filhos não é algo que se compra no mercado. Depende de inúmeros fatores sociais e econômicos - ainda que alguns possam se esforçar para melhorar um pouco isso. Mas é bem mais fácil dar amor e afeto com boas condições de moradia, quando não falta comida, tendo momentos de lazer e viagens com a família, tempo livre... Simples...
Mas fica mais uma lição da importância do afeto.

Um breve comentário em relação à matéria da última Veja, que mostra que a criança, até os 8 anos de idade, "só deve ser elogiada" - nenhuma outra forma de educação funciona...
Discordo em gênero, número e grau.
Elogiar é extremamente importante, todos sabem disso. É a base da auto-estima, principalmente quando a criança é reconhecido por ter feito o que (nos parece) certo. Talvez as imagens de ressonância magnética mostrem só os "elogios", como diz o estudo, e que a criança "esquece" todo o resto... Mas certamente as críticas (evidentemente feitas de forma certa e construtiva) não entraram-por-um-ouvido-e-saíram-pelo-outro. Tiveram alguma função no duro papel de criar filhos.
Educar e preparar filhos para o futuro vai muito além de "só elogios"...
É preciso mostrar aos filhos quando estão sendo injustos, fazendo o que não devem, indo para o lado errado, desrespeitando, invadindo o espaço alheio... Vivemos numa sociedade gregária. Quem é contra deve procurar um local bem isolado para viver...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Amor Materno X Prevenção de Doenças - Postado por Jairo Len

Daqueles estudos que todos sabemos os resultados, mas muito interessante: pesquisadores da Universidade de Brandeis, em Massachusetts (EUA) avaliaram mais de mil adultos, por 10 anos,  para relacionar infância marcada pelo amor materno versus doenças crônicas na meia idade.
Resultado: independentemente da classe social e condições socio-econômicas, aquelas crianças que cresceram repletas de amor materno, carinho e atenção tem menores chances de desenvolver doenças crônicas no futuro.
O amor maternal durante a infância funciona como um "escudo" de proteção contra doenças a longo prazo.
Avaliando o estudo, uma constatação evidente e triste: quanto piores as condições socio-econômicas, maior o índice de doenças cardíacas e metabólicas na meia idade, mostrando que as crianças de áreas mais pobres estão sujeitas ao stress desde cedo, o que aumenta a chance destes problemas, como diabetes e hipertensão.
Ainda que, mesmo neste grupo, crianças com maior afetividade por parte dos pais são menos doentes no futuro.
Como imortalizaram os Beatles, all you need is love. Desde muito cedo.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Meningites Bacterianas e Vacinas - Postado por Jairo Len

Atualmente já temos como proteger crianças e adultos contra a maioria das meningites bacterianas. As crianças (menos aquelas cujos pais e pediatras antroposóficos/homeopatas são contra vacinas) estão protegidas desde muito cedo.

A partir dos 2 meses de vida inicia-se proteção contra:
- Meningite por Hemófilus B
- Meningite por Meningococo C (o mais importante meningococo no Brasil)
- Meningites por 13 tipos de Pneumococos
Com 10 anos de vida, indica-se a vacina contra os Meningococos A, C, W e Y.

Com estas vacinas, o risco de meningite bacteriana é muito baixo.
Infelizmente ainda não existe vacina eficaz contra o Meningococo B - causa importante da doença em nosso meio. Por isso nunca "abaixamos a guarda" quando se suspeita de meningite e a doença continua a ser exaustivamente pesquisada, até ser afastada.

Com grande frequência vemos casos de Meningite Viral, causadas por vários vírus. O quadro clínico é clássico, com vômitos, febre, dor de cabeça e mal estado geral. Porém são meningites benignas, que não levam a sequelas ou risco de morte. Mas o diagnóstico de meningite viral tem que ser feito e diferenciado das bacterianas, por isso sempre se indica a coleta do líquor, a única forma de se diagnosticar exatamente a causa. Contra as meningites virais não existem vacinas.

Adultos devem ser vacinados contra meningite, também. Recomendo a vacina tetravalente contra os Meningococos A, C, W, Y (no Brasil dispomos da Menveo, da Novartis). Dose única, super segura e eficaz. Hemófilus e Pneumococos não são causa de meningite em adultos imunocompetentes.

Quanto às crianças cujos pais (muitas vezes orientados por pediatras insanos) resolvem não vaciná-las, acho um problema seriíssimo. Vira e mexe atendo um bebê ou criança maior que não recebeu estas vacinas, por indicação do pediatra - geralmente antroposófico - e com os pais cultos, informados e PhDs assinando em baixo a achando super-razoável esta conduta. Trágico, mais ainda para quem não tem direito de escolha. Para estes pais, diálogo franco e estatísticas em geral são suficientes para convencê-los da importância de vacinar seus filhos.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fones de ouvido e acidentes - Postado por Jairo Len

O número de acidentes graves com pedestres que andam com fones de ouvido (para iPod, iPhone, MP3, entre outros) triplicou em seis anos, de acordo com estudo feito nos EUA e publicado na revista Injury Prevention, do grupo British Medical Journals.
Evidentemente as vítimas são adolescentes e adultos jovens, usuários deste modo de auto-alienação cada vez mais frequente - e agora com modelos cada vez maiores. Nada contra, juro. O que me incomoda é sentar na frente de pessoas que não tiram o fone dos ouvidos, mesmo estando em uma consulta médica, aonde ele (o adolescente) é o motivo da conversa.
Nas ruas, cada um tem direito de andar e fazer o que quer - justamente porque estes fones de ouvido não incomodam ninguém. Mas é importantíssimo você orientar seus filhos e conhecidos que esta prática aumenta muito o risco de sofrer acidentes - por conta da distração que a música causa e pela incapacidade de ouvir sons externos, como buzinas e freiadas.
A equipe do Dr. Richard Lichenstein, autor do estudo, afirmou que escutar música alta com fones também reduz as fontes cerebrais que captam os estímulos externos, reduzindo a atenção visual a tal ponto que as pessoas ficam cegas ao que se passa no entorno.
Concordo que é bem mais agradável andar em uma grande avenida ouvindo sua música preferida, e não o acelerar de ônibus e a buzininha (irritante) dos motoboys...mas é bom estar atento a estes números.
O estudo não avaliou a relação do uso de celulares (por pedestres) e acidentes, algo que também deve ser considerado.
No Brasil, cerca de 7 mil pessoas morrem anualmente por atropelamento.

Oi?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Segurança dos filhos na internet - Postado por Jairo Len

A internet trouxe a liberdade que muitos sentiam falta devido à insegurança das grandes cidades. Na frente do computador você passeia pelo mundo todo, conhece pessoas, faz amigos e conversa com os velhos amigos.
É sabido e falado que nós, pais, temos que controlar o que os filhos fazem e visitam na internet. A maioria dos pais de pacientes, quando conversamos sobre o assunto, se mostra preocupado mas confessa que não faz um controle "eficaz". E este controle é importante em todas as idades. Dos 5 aos 10 anos, principalmente pelo conteúdo visitado. Entre os 10 e 18 anos, além do conteúdo visitado, as redes sociais e o rastro deixado pelos filhos na internet.
Existem inúmeras publicações sobre como melhorar um pouco esta segurança, ultimamente andei lendo um pouco dos conselhos, até porque a informática evolui bem mais rápido que a medicina. Se temos que estudar medicina diariamente, a informática não fica atrás.

Existem inúmeros programas e ferramentas de controle de acesso. Na Clínica e em casa eu uso um chamado InterApp Control. Com este programa você pode bloquear quaisquer tipos de sites e ações. Como por exemplo downloads, sites de conteúdo sexual, qualquer uma das redes sociais, upload de fotos, msn, mudanças de configuração do próprio computador, instalação de novos programas, etc. Além de ter um registro de todas as ações do computador. A cada clique, são feitas fotografias das páginas, à sua disposição. Parece neurose... Não acho que ninguém deva fazer isso rotineiramente - vai ficar louco... Mas assim como filmagens de câmeras de segurança, com este programa você pode saber tudo o que se passou no computador. Vai saber... Li na internet uma história simples: filho de 7 anos fazendo buscas escolares sobre a Grécia. Numa das páginas, a palavra "bustos". Clicou, link para o Google. Imaginou?
Destas centenas de ferramentas de controle, muitas estão inclusas nos antivírus (Norton, McAfee, Avast...)

Recomenda-se o óbvio: fique amigo do seu filho em todas as redes sociais que ele participa: msn, facebook, orkut (dureza...), linkedin, twitter. Mesmo a contra gosto. Afinal, na vida real você tenta saber quem são os amigos, os pais de amigos, aonde moram, o que fazem. Na rede não deve ser muito diferente.
Converse com os adolescentes sobre isso, assim como conversa sobre as formas normais de amizade e atividades que eles fazem.

De vez em quando, dê um Google no nome dos seus filhos, principalmente os maiores. Veja as imagens linkadas, os links em que seus filhos aparecem.

Para os menores (5 a 10 anos) existem buscadores infantis, como o Zuggi (www.zuggi.com.br). É uma espécie de Google, mas com filtros automáticos e resultados, em geral, voltados às necessidades das crianças - como pesquisas escolares, joguinhos, desenhos...
Para esta faixa etária, prefira computadores em áreas "comuns" da casa, aonde transitem e circulem adultos. Cuidado com tablets (iPad), aonde existe menor chance de ferramentas de controle.

Utilize programas antivírus e faça escaneamentos com frequência. Atente-se a isso. A maioria das pessoas não fica em cima do antivírus, deixa ele trabalhar sozinho.

Regras existem em todos os planos da nossa vida moderna, e os filhos devem aprender que o uso de computadores tem regras e limites, que se descumpridos devem levar a alguma consequência. Quem sabe é a oportunidade de ensinarmos as coisas desde cedo...afinal um bebê de 1 ano já sabe desbloquear um iPad com movimento de slide e muita vezes colocar a senha.
Aproveite. O século 21 chegou há mais de 10 anos.

Olha a nova amiguinha dela...






terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dor abdominal por exercício - Postado por Jairo Len

O post vale para todos - por curiosidade - mas quem faz exercícios com frequência (principalmente corrida) sabe do que estou falando: após alguns minutos de corrida você começa a sentir uma dor forte, em pontadas, abaixo das costelas, que te obriga a parar a atividade. Com alguns minutos de repouso e respiração regrada, a dor melhora.
Esta é a Dor Lateral Abdominal Transitória do Exercício (em inglês ETAP - Related Transient Abdominal Pain).
Há inúmeras teorias sobre o causa: respirar pela boca, cãimbra no diafragma, estresse dos ligamentos peritoneais, estase venosa na circulação abdominal, dor no próprio peritôneo por fricção (membrana que recobre o intestino), etc.
Enfim, ninguém sabe exatamente a causa, mas por senso comum se atribui ao músculo diafragma, com participação do peritôneo e seus ligamentos.
Como não ter esta dor?
O ideal, obviamente, é que um treinador oriente o modo de diminuir os episódios da ETAP, o que inclui: progressão leve no ritmo de treino, exercícios respiratórios, alongamentos (destas estruturas envolvidas), adequada ingestão de líquidos antes do esporte (excesso de líquido ou desidratação estão relacionados à dor) e dieta leve.
O importante saber é que esta dor abdominal, apesar de forte, não traz qualquer risco ou consequência posterior.
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Suplementos Alimentares - Postado por Jairo Len

É crescente a procura de meninos adolescentes pelos suplementos alimentares.
Acho que as meninas tem um gene de imunidade à essa forma de jogar dinheiro no lixo, mas as pós adolescentes (lá pelos 30 anos) começam a pensar nisso...
Habitualmente sugeridos pelos professores de academia e personal trainers, os suplementos são um mercado caro e milionário, prometendo aumento de músculos e melhoria no condicionamento físico em curto prazo.
Os suplementos alimentares são formulações em pó ou cápsulas contendo ingredientes como vitaminas (A, C, B), minerais, ervas e botânicos (ginseng, guaraná em pó), aminoácidos (BCAA, arginina, ornitina, glutamina), metabólitos (creatina, L-carnitina), extratos (levedura de cerveja) ou combinações dos ingredientes acima...

Existe uma indicação precisa para estes suplementos: atletas de alta performance, com alto nível de treinamento. O uso de suplementos se justifica pelo grande desgaste metabólico a que são submetidos esses atletas, como treinamentos em vários períodos do dia, por longas horas. Triatletas profissionais, por exemplo, gastam excessivamente calorias, proteína, energia e é impossível se alimentar "tanto" - até porque nem o estômago aguentaria.
Para quem não gasta tanta energia assim...os suplementos podem trazer sobrecarga renal e hepática e acúmulo de gordura - uma vez que o excedente vai ser filtrado pelos rins e fígado ou guardado na forma de tecido adiposo.
Além disso, em pesquisa no Reino Unido, encontraram 20% de suplementos com pitadas de hormônios anabolizantes.

Portanto, aquele adolescente (16 anos, 1,80 de altura e 61 kg) não vai ficar com o corpo de um nadador olímpico por usar colheradas de creatina várias vezes ao dia - nem por usar colostro de leite de búfala ou metabótitos de hormônio de crescimento. Fazer esportes com regularidade, se alimentar bem e caso possível, dormir também - são os fatores que com o  tempo vão trazer o desejado corpo perfeito (aliás, exclusividade de pouquíssimos terráqueos)...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Distúrbios do Sono - Postado por Jairo Len

Começo o ano postando sobre o sono das crianças - ou melhor - a insônia, problema que atinge cerca de 10% das crianças, conforme dados da literatura norte-americana.
Por aqui acho que a frequência de distúrbios de sono maior, ainda mais se avaliarmos objetivamente o problema - não somente as queixas dos pais. Porque, para muitos pais, crianças acordando 2 ou 3 vezes à noite não é um problema.
Um estudo publicado no Pediatrics deste mês, chamado "Prevalence, Patterns, and Persistence os Sleep Problems in the First 3 Years of Life" mostra a necessidade de um maior pragmatismo na abordagem deste problema. Pelo menos para os norte-americanos, pragmáticos em tudo.
O que concluem é que os bebês que não dormem bem nos primeiros 3 anos de vida tem chances de se tornarem crianças que não dormem bem e isto vai trazer problemas na esfera cognitiva e física.
Não acho que seja uma novidade... Mas é interessante como nos EUA eles colocam os problemas no papel, provam que existe.

Nesta publicação do Pediatrics, o importante para mim é mostrar aquilo que eu sempre falo para os pais: é fundamental para as crianças aprenderem a dormir desde cedo, fazendo uma rotina desde os primeiros meses de vida. Muitos entram no bom ritmo de sono de forma bem natural (desde que os pais queiram e ajudem), mas muitos outros não. Depende da ajuda mais ativa dos pais.

Aí começam os problemas. Qual é o método ideal?
De canadenses malucos que acham que os bebês devem dormir entre os pais, na cama deles - até o método "nana, nenê", do neurofisiologista espanhol Edward Estivill - cada um deve achar a solução para os seus filhos. Eu particularmente gosto desde último, o "nana, nenê". É claro que o método serve mais como uma base de condutas adequadas, e cada um pode individualizar o que vai fazer em casa.
Tracy Hogg, a encantadora de bebês, também tem seu método, meio termo.

O que coloco para os pais é que dormir bem é possível, sempre. O velho papo da rotina, do ambiente calmo após 18h00, das mamadas com horários programados, rituais para dormir...é super importante e funciona muito bem - desde que feito desde cedo, desde que o bebê chega em casa da maternidade.
Os casos mais difíceis (crianças mais velhas) eu chego até a encaminhar a uma psicóloga especializada em sono infantil, que, de forma pontual, acerta os ponteiros para que as crianças durmam bem.

Resumindo: dormir bem é fundamental e nossos filhos merecem isso.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Boas férias - Postado por Jairo Len

Como nos anos anteriores, além de desejar ótimas férias para todos, faço algumas lembranças e recomendações para as viagens com crianças - retiradas das perguntas que me fazem no dia-a-dia.

Em primeiro lugar, uma coisa que não consigo entender - deve ter algum motivo, não pode ser por pura mediocridade: nossos passaportes (novos, de capa azul) não tem os nomes da mãe e pai - só o nome do indivíduo. Não esqueça de levar junto a carteira de identidade ou certidão de nascimento  originais dos seus filhos para o aeroporto. Neste ano, nas duas vezes que saímos, tivemos problemas - não fosse as carteiras de identidade que carregamos sempre, teríamos que passar no juizado de menores. E o mais patético é que os agentes da polícia federal parece que estão vivenciando a situação pela primeira vez na vida...
Ou seja, o passaporte não mostra que seus filhos são seus filhos - você tem que provar. País da piada pronta, como diria José Simão.
Outro ponto prático - mas dúvida frequente: água mineral é vendida à vontade após a passagem pela polícia federal, nos saguões de embarque. Compre. Não dependa dos comissários de bordo, que parecem estar sempre em greve...(Obs: nas companhias norte-americanas, sejamos justos).

Fora isso, questão burocrática, vamos à prática.
Não esqueça de ter em mãos alguns remédios básicos, a farmacinha. Além dos analgésicos (Tylenol, Alivium, Novalgina), é sempre bom ter medicação para náuseas e vômitos, antialérgicos, pomada para picada de insetos e, determinadas crianças, leve um antibiótico.
Esta lista é muito individualizada, cada pediatra recomenda uma ou outra coisa. Consulte o seu.

Para os voos, sempre recomendo que os pais tenham em mãos o Dramin B6 gotas. Muitas crianças ficam enjoadas e mareadas em viagens aéreas, e o medicamento pode ser fundamental. Analgésico também é bom levar na bolsa.
Comidinha de bordo (salgadinhos, porcaritos, balinhas): tenha em mãos. Não se esqueça.

Para o litoral brasileiro, fundamental ter repelentes, à base de DEET (Off Kids) ou Icaridina (Exposis). Liberados em crianças acima dos 2 anos de idade e usados com moderação, quando necessário, a partir dos 6 meses de vida.
Bloqueadores solares, nem preciso falar, todos já carregam. Se estiver nos EUA, encha a mala... O preço é 4 vezes menos e as opções, infinitas. Como tudo, aliás.

Boas férias! Férias são a grande oportunidade da gente não poder reclamar da falta de tempo para os filhos...

E tire muitas fotos... Uma às vezes fica ótima...!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lei da Palmada é aprovada - Postado por Jairo Len

A votação ainda vai para o senado, mas a Lei da Palmada foi aprovada pela câmara dos deputados ontem.
Já me perguntaram algumas vezes o que eu acho desta lei - que proíbe e pune os pais que fizerem qualquer tipo de violência física em seus filhos. Mesmo uma "palmada".
Já existe a proibição de bater em crianças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas não há uma forma de punição bem direta aos pais, coisa prevista em lei, aonde a polícia pode resolver o problema (como agora com a Lei da Palmada).
Estas leis visam proteger as crianças de sevícias físicas, espancamento, maus tratos, e a "síndrome da criança espancada".
Não acredito que os deputados realmente estejam pensando naquela palmada "educativa" que quase todos nós (acima dos 30 ou 40  anos) recebemos dos nossos pais, e sim nos exageros que vemos o tempo todo por aí.
O problema: é tênue a linha que separa as duas situações e isso depende de inúmeros fatores culturais, sociais e econômicos. A meu ver ninguém vai chamar a polícia porque um pai deu um tapa na mão do seu filho que estava colocando um clips na tomada 110 volts (após o pais ter pedido dez vezes que a criança não faça aquilo).
Mas ficará mais fácil denunciar os pais de crianças que estão recebendo maus tratos físicos.

É claro que não faltam leis neste país - falta civilidade e falta que as leis sejam cumpridas.
De qualquer forma, acho a lei válida, desde que posta em prática com bom senso. Resta saber se as incríveis estatísticas sobre a síndrome da criança espancada vão diminuir.

Em tempo, a meu ver também deveriam ser severamente punidos aqueles que promovem a falta de remédios para doenças crônicas em crianças, falta de vagas e professores bem remunerados em escolas, de merenda escolar de qualidade e de leito em hospitais infantis. Cadeia para eles!

O problema é mundial e acredito que a lei seja para inibir abusos

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Transtorno Dismórfico Corporal - Postado por Jairo Len

Com nome de trava-língua, o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é uma doença descrita há muitas décadas e certamente você conhece algum portador da moléstia.
O Transtorno Dismórfico Corporal é um transtorno mental que se caracteriza por afetar a percepção que o paciente tem da própria imagem corporal, levando-o a ter preocupações irracionais sobre defeitos em alguma parte de seu corpo (por exemplo: nariz torto, olhos desalinhados, imperfeições na pele etc). Essa percepção distorcida pode ser totalmente imaginária ou estar baseada em alterações sutis da aparência, resultando numa reação exagerada, com importantes prejuízos na vida pessoal, familiar, social e profissional. Acomete mais frequentemente as mulheres e inicia-se em geral na adolescência.
Para você ter ideia da seriedade da doença, o TDC é um "primo" do TOC - o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, que todos tem em mente como um problema bem sério.

O TDC piora ainda mais a fragilizada auto-estima dos adolescentes, principalmente das meninas, que imaginam como ideal de beleza aquilo que se vê nas revistas femininas. Mulheres mais crescidas, idem.
Tentam se tratar com comprimidos milagrosos (muito cuidado com os medicamentos de origem duvidosa), dietas esquisitas, cirurgias plásticas sem nenhuma necessidade e assim por diante.
É claro que o TDC se mistura um pouco com os cuidados e obsessões físicas que todos temos hoje em dia, mas psiquiatricamente é tudo bem diferente.
O portador de TDC nunca está contente consigo mesmo, e merece ser tratado.

Essa é clássica...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Elogie do jeito certo - Postado por Jairo Len

Sempre escrevo aqui no blog que não existe um modo único e certeiro de se educar uma criança (em todos os sentidos).
Mas para a construção deste processo muitas vezes recebemos dicas preciosas.
De uma mãe (que me parece educar muito bem suas duas filhas) recebi um texto muito interessante nesta semana. No texto, o psicólogo Marcos Meier mostra uma sutil diferença em como se fazer elogios para a criança. Muitos de nós talvez já façam isso naturalmente, outros não... De qualquer forma, vale a leitura:

Clique aqui:  Elogie do jeito certo, texto de Marcos Meier

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Soja e hormônios - Postado por Jairo Len

É frequente o questionamento dos pais em relação ao consumo de derivados de soja e a ação das isoflavonas, hormônios naturais da soja (fitoesteróis). A soja (assim como a alfafa, arroz, trigo, maçã, cereja e a linhaça) são alimentos que possuem estes fitoesteróis, cientificamente chamados de desreguladores endócrinos. Substâncias que podem alterar nosso sistema endocrinológico.

VAMOS AOS FATOS
Centenas de estudos já foram realizados para tentar avaliar a relação entre consumo de soja e alterações hormonais (telarca, puberdade precoce) em crianças, e nada se comprovou. Quando pesquiso na literatura médica, existe um ou outro "relato de caso" aonde se aventou esta possibilidade, mas sem qualquer alteração em níveis hormonais que se comprove isso.
Afinal, derivados de soja (AdeS e demais refrescos, assim como os leites de soja) não contém quantidades significativas de fitoesteróis a ponto de desregular nosso sistema endócrino. Bebês que tomam fórmulas à base de soja (NAN Soy, Aptamil Soja, etc.) também não tem alterações hormonais.
É preocupação permanente esta relação (soja x hormônios) e estudos são feitos permanentemente - assim como cobranças por entidades de direito do consumidor e indústria alimentar (nos EUA, ok?).

EM ADULTOS
Para tratamento da menopausa, usa-se a isoflavona concentrada - não in natura - o que tem efeito hormonal comprovado. Inúmeros estudos tem mostrado que o consumo de isoflavonas e fitoesteróis em nível terapêutico podem trazer benefícios para o organismo.
A soja torrada (tipo amendoim) também tem altas concentrações de isoflavonas, mas não conheço crianças que fazem seu uso regular.

De qualquer forma, minha conduta atual é liberar estes alimentos (AdeS e demais refrescos e leites de soja)  para o público infantil, sem preocupações. Mas de olho vivo, sempre.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Celular e câncer de cérebro - Postado por JairoLen

São tantas as notícias e propagandas pró e contra tudo que a hipocondria já está virando doença séria... Outro dia um pai de paciente me ilustrou bem isso: nem sabíamos, mas descobrimos que temos 12 problemas na boca quando um creme dental apareceu para solucionar estas 12 patologias... Pobres de nós, quantas doenças!!!

Em relação às novas doenças, o uso do celular preocupa bastante os pais, não só socialmente e economicamente, mas como causa de câncer de cérebro - o que já foi especulado e afirmado em diversos canais de notícias.

Um estudo bastante amplo, publicado no British Medical Journal, avaliou 350 mil pessoas durante 18 anos, todos usuários prolongados de celular (pessoas que passam muitas hora por dia com celular grudado no ouvido).
No estudo, pesquisadores da Sociedade Dinamarquesa de Câncer mostraram que não houve aumento de casos de câncer de cérebro nesta população em relação aos não usuários prolongados de celular nem com os índices de câncer de cérebro na era pré-celular.
Portanto, sem riscos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o monitoramento deve ser contínuo e não se deve descartar a possibilidade das ondas eletromagnéticas fazerem algum mal. A OMS, no início deste ano, classificou a radiação dos celulares como "possivelmente cancerígena para humanos", ainda que nada tenha sido comprovado.

Fácil de se concluir alguma coisa, não?

Dizem que na boca o celular faz mal mesmo: milhares de bactérias e a toxicidade da bateria de lítio.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Engatinhar - Postado por Jairo Len

Perguntas frequentes como "quando nosso filho vai começar a engatinhar?" ou "quais são os problemas para o futuro se meu filho pular a fase de engatinhar?" eu ouço todos os dias.
Para conseguir entender melhor os pais, com frequência eu apelo ao Google e procuro algum termo top-ten. Fiz isso com engatinhar. Poucas vezes li tantas asneiras - desta vez com assinatura de pediatras e psicólogos - falando sobre o tema.
Em sites com alguma credibilidade, inclusive, profissionais falando que é "fundamental" engatinhar, que "não se pode pular esta fase", e assim por diante.
Engatinhar não é fundamental, apesar de ser considerado por muita gente leiga (ou não) um critério maior do desenvolvimento, não é.
Manter-se sentado (entre 6 e 7 meses) ou ficar em pé/andar com apoio (10 ou 11 meses) é muito importante e uma criança que não faça estas coisas deve ser avaliada com critério, mas aqueles que não engatinham (10 a 20% das crianças) não tem qualquer atraso nem terão problemas no futuro - desde que os outros pontos do desenvolvimento estejam em dia.
Li um interessante estudo do Prof. David Tracer, antropólogo da Universidade de Denver, Colorado, avaliando bebês da Papua Nova Guiné, aonde nenhuma criança engatinha. Ele notou que elas são carregadas e colocadas no chão sempre sentadas, e muito cedo se estimula a andar. Todas andam sem engatinhar antes. Tornam-se hábeis caçadores e se locomovem perfeitamente pela floresta sem nunca ter engatinhado.
Tracer notou, através de suas observações, que engatinhar é um fator cultural. Não é inato engatinhar.

Portanto, esqueça a vizinha comadre e o compadre Google.
Engatinhar não é obrigatório.

Evoluimos (?) - agora somos bípedes

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pizza é verdura (Nos EUA) - Postado por Jairo Len

O Congresso norte-americano aprovou, ao votar nova lei orçamentária, a manutenção dos parâmetros nutricionais das merendas escolares, mantendo o molho de tomate da pizza como a porção diária de verdura.
Ou seja, a healthy food diária continua sendo o molho industrializado na pizza. Obama até tentou mudar a situação, propondo o dobro da quantidade de tomate - mas isso inviabilizaria a pizza, que nadaria em pomodoro. O Instituto Americano de Comida Congelada, por exemplo, não hesitou em atacar a iniciativa do governo. "Você basicamente faz com que uma pizza seja impossível de comer se colocar esse monte de molho nela, e as pizzas são uma parte importante do almoço escolar", declarou Corey Henry, porta-voz do instituto".
Batata - Os lobistas dos plantadores de batata também conseguiram manter a guloseima de forma chips com sal nas merendas, não obstante a tentativa de mudança por parte do Departamento de Agricultura.

Bizarrices à parte, esta discussão é fruto da política de subsídios à agricultura, há décadas, priorizando setores como trigo e batata...
O preço disso são 12,5 milhões de crianças obesas nos EUA. Claro que não às custas de merenda escolar, mas de uma alimentação farta, prática, muitas vezes baseada em alimentos industrializados e de alto teor calórico.

Pergunto sempre a meus pacientes que moram nos Estados Unidos como isso funciona na prática. Os brasileiros, por lá, seguem uma alimentação muito mais saudável que seus pares norte-americanos. Afinal, quem conhece os hipermercados de lá sabe que comida saudável não falta.
Realmente muitas merendas são à base de pizza, hot dog e comida mexicana, mas se a educação alimentar for boa em casa os estragos serão bem menores.

"Super saudável" - Olha quanto tomate.... (mas uma delícia, né?)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Recém-nascidos e temperatura - Postado por Jairo Len

Nos últimos dias recebi alguns e-mails e ligações sobre "como vestir o bebê" - certamente pais e mães em discordância sobre o quanto agasalhar recém-nascidos. Soma-se a isso o clima de São Paulo, com variações imprevisíveis na temperatura diária - temos amplitude térmica de 15º C em dias comuns, com mínima de 16ºC e máxima de 31ºC...
O quanto colocar de roupas e climatizar é motivo de discórdia entre o casal, isso sem contar quando as avós (100% friorentas) também opinam.
Bebês sentem o mesmo frio e o calor que nós adultos - eles já tem sensibilidade térmica e capacidade de regular a temperatura como a gente.
Nos primeiros meses de vida podem ter menos capacidade de adaptação a extremos, mas não estamos falando de deixar recém-nascidos na neve ou na sauna.
Acho que os bebês passam calor, em geral. Pelo menos na minha amostragem, muitos estão com excesso de roupa. Além do bebê-conforto, acessório de segurança fundamental que é um habitáculo, quente e não ventilado.
Sempre dou o exemplo na sala de consulta, num dia de temperatura amena: eu estou de manga comprida e avental, o pai de camisa polo, a mãe com uma malha bem fina...mas ninguém está com casaco de lã ou cobertor. Portanto...o bebê pode estar como um de nós...
Lembro sempre que as mãos e pés dos bebês são sempre frias - não servem de termômetro ou termostato.
O mesmo vale para a climatização de ambientes: guardados os cuidados em extremos e umidificação do ar, todos que moram num país tropical merecem uma temperatura regulada, com ar condicionado ou aquecedores, quando for o caso.
No quesito temperatura, bebês, crianças e adultos tem o mesmo direito.

Modelito adequado para países com neve, por exemplo...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Só sei que nada sei - Postado por Jairo Len

Sempre falo aqui no blog que o importante é MODERAÇÃO. Céu ou terra, oito ou oitenta... Isso não serve como modelo de saúde e bem estar.
Uma meta-análise publicada no American Journal of Hypertension mostrou que dieta com grande restrição de sal, apesar de reduzir a pressão sanguínea, aumenta os níveis de colesterol, gorduras e hormônios no sangue, além do risco de doenças cardíacas.
Na verdade, vale para quem não tem hipertensão. Para estas pessoas (não-hipertensos), a dieta com pouco sal aumentou em até 2,5% os níveis de colesterol e em 7% os triglicérides. Além disso, também houve aumento nos hormônios que regulam o nível de sódio (sal) no sangue, que são responsáveis por fazer o corpo preservar a substância no corpo ao invés de eliminar pela urina. E não reduziu a pressão arterial. Portanto, foi inútil.
De modo que tudo aquilo que se fala tanto sobre o sal não vale para todos.

O post na verdade não é para falar sobre hipertensão e ingestão de sal (mas fica a dica...).
Postei para relembrar que o importante é viver de forma balanceada, sem tantas restrições sem comprovação, sem exageros para cá e para lá - e isso vale para as crianças também.

E lembrar que muito mais importante do que o que entra pela nossa boca pode ser o que sai dela.

Liberou? Não...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"Tapa na Bunda", o livro - Postado por Jairo Len

 Polêmica no mundo da psicologia infantil. O livro está dando o que falar.
"Tapa na Bunda - Como Impor Limites e Estabelecer um Relacionamento Sadio com as Crianças em Tempos Politicamente Corretos". A autora é Denise Dias, musicoterapeuta, pedagoga, psicopedagoga, especialista em psicossomática e possui experiências no Creative Children Therapy, Children’s Health and Educational Management Inc., United Cerebral Palsy of Miami, Jackson Memorial Hospital, Perdue Medical Center, na Flórida, Estados Unidos, com destaque no trabalho com crianças, adolescentes e adultos psiquiátricos, portadores de necessidades especiais e crianças que sofreram abusos físicos e sexuais. Não é pouco...

No livro, a psicóloga defende uma educação de resultados, "mesmo que sejam necessárias palmadas" (e não surras, como ela mesmo coloca). Afirma que os pais atuais perderam a noção de como impor limites aos seus filhos. "A obra pretende ajudar os pais que têm dúvidas sobre como impor limites e alcançar resultados eficazes, mostrando que existe uma divisão clara entre violência e respeito, agressão e disciplina. De acordo com a terapeuta, o maior problema é que as pessoas confundem o tapa com uma surra. 'Os pais de hoje sofrem por não ter a certeza de como agir como pais e pecam na permissividade', alerta".

É claro que já se pode ler, na internet, todo o tipo de comentário sobre o livro, obviamente a maioria contra. Aliás, salvo exceções, quem se presta a escrever livremente na internet geralmente é do contra, meio radical. Ninguém escreve para elogiar (eu escrevo!!!).

Na verdade, acho que o termo "tapa" não requer nem propriamente contato físico ou agressão. Educar necessita, sem dúvida, algum grau de autoritarismo. Conosco (agora adultos) foi assim, nos julgamos bem educados, de um modo geral. Como nossos pais (agora avós) foi assim.
Num mundo muito pior e inseguro, porque vai ser diferente com os filhos?
É claro que educar não tem uma regra básica, não existe one size fits all. Não há um livro (nem dezenas deles) que ensinem alguém a educar seus filhos.

Mas é interessante como todos nós reconhecemos crianças "mal-educadas" em qualquer lugar, e conseguimos relacionar elas ao modo de educar dos seus pais. Eu resumiria que falta de educação é não respeitar os limites do próximo, invadir. Mexendo que não deve, subir calçado aonde não pode, fazer barulho em locais inapropriados, correr no restaurante, bater e cuspir nos próprios pais, não respeitar de diversas formas os mais velhos, e assim por diante. E como vivemos em sociedade gregária, estas regras são importantes. Por favor e obrigado.
Obviamente educar é muito mais do que isso, mas essa é a ponta do iceberg. Valores são ensinados nas mínimas coisas.

O problema não é a palmada ou não. É educar ou não, achar que seu filho está fazendo "errado" ou não.
Exemplo prático: Se eu acho lindo uma criança de dois anos bater insistentemente a colher no prato, num jantar, em um restaurante silencioso, ela não terá a oportunidade de ser educada. Se eu acho que ela está fazendo errado, basta tentar educar, desviar a atenção, propor um passatempo silencioso, se necessário, a frase mágica "não faça isso" pode ser proferida. Tirar a colher, se necessário levantar e fazer algo mais interessante para a criança (óbvio!!). Enfim, educar.
E educar demora muito, anos, décadas. Cada fase com sua forma de educação.


Não é um livro recomendando palmadas que vai mudar a forma de se educar, mas o tema principal, a meu ver, é: eduque seus filhos, por favor. Alguns psicólogos sabem o problema que é não fazer isso.

Não é assim?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Shampoo Johnson & Johnson é cancerígeno? Postado por Jairo Len

Publicações na mídia norte-americana e por aqui no Brasil acusam a farmacêutica Johnson & Johnson de utilizar em seus shampoos as substâncias 1,4 dioxano e formaldeído.

De acordo com inúmeras instituições de pesquisa e controle cosmético (por exemplo, a safecosmetics.org e www.ewg.org), estes dois produtos químicos tem poder carcinogênico, e estão presentes em muitos shampoos infantis da marca.

A J&J se defende, com o seguinte texto, que retirei do site da própria empresa:
"Declaração sobre a formulação dos produtos JOHNSON´S® baby.
Os ingredientes usados na linha JOHNSON´S® baby, incluindo os conservantes que liberam traços de resíduos de formaldeído, têm o objetivo de proteger o produto da proliferação de bactérias nocivas. Estes conservantes são seguros e aprovados pelos órgãos regulatórios em cada país ou região onde os produtos são comercializados, incluindo Brasil, Estados Unidos, União Europeia e China. Alguns produtos podem conter formulações diferentes ao redor do mundo, e todos estão em conformidade com as premissas legais de cada órgão regulatório, bem como dentro dos padrões de segurança da empresa. Importante ainda esclarecer que, mesmo não representando risco à saúde e mantendo seu compromisso de sempre responder a demanda de alguns consumidores que vêm demonstrando preocupação sobre o formaldeído e o 1,4-dioxano em produtos de higiene pessoal para crianças e bebês, a Johnson & Johnson vem trabalhando na reformulação da sua linha de produtos JOHNSON´S® baby desde 2009. Com isso, a empresa assumiu o compromisso de reformular gradualmente os produtos que contêm essas substâncias em sua formulação. Já reduzimos globalmente o número de formulações contendo formaldeído em 33% e 70% dos produtos da linha baby foi reformulado em relação ao 1,4-dioxano."

O que eu acho?
Em uma era de tanta preocupação em produtos seguros para a saúde, orgânicos, carbono-zero, as indústrias farmacêuticas poderiam se preocupar mais com os ingredientes de suas fórmulas, mais ainda aquelas voltadas para crianças e recém-nascidos. Olhando nos sites especializados que eu listei acima, você pode ver que a cobrança em cima dos produtores não é de hoje, e as providências já poderiam ser tomadas.
Faça suas boas opções de compra, leia a composição (evite os produtos que contenham componentes PEG 80 e sodium myreth sulfato, por exemplo).

A liberdade de escolha foi feita para isso.