domingo, 6 de setembro de 2009

Guarda Compartilhada - Postado por Jairo Len


O post de sexta-feira passada foi o primeiro que escrevi a respeito da separação dos pais. Tive bastante retorno, principalmente em e-mails pessoais, e não por comentários para o blog.
Por este motivo acho que vale a pena extender um pouco o assunto, falando hoje de GUARDA COMPARTILHADA.
A guarda compartilhada é diferente do que 99% das pessoas leigas no assunto imaginam.

Na nossa sociedade, o mais comum é que nos casos de separação dos pais a guarda seja exercida pela mãe. O pai torna-se um visitante nos finais de semana alternados e num dia da semana, à noite, e sua participação no dia a dia dos filhos pode ficar pequena e se dilui ainda mais com o passar do tempo (depende muito de cada pai e cada mãe, é claro).
No entanto, a evolução da sociedade tem mudado gradativamente este cenário. Hoje a estrutura familiar é outra e deve acompanhar as novas exigências. A participação feminina no mercado de trabalho cresceu, mudaram-se os papéis e ambos passaram a compor a renda familiar. Muitos pais tem tempo de sobra para os filhos (disponibilidade que, na maioria das vezes, só aparece após o casamento acabar).
Assim, quando acontece a separação, as coisas se complicam. Como tornar participativa a atuação daquele que ficou sem a guarda dos filhos?
Por isso se discute atualmente sobre a possibilidade de adotar-se a chamada "guarda compartilhada".

Na guarda compartilhada pai e mãe tem poder igual de decisão sobre os passos importantes dos filhos: saúde, educação, viagens, parte econômica, etc..
Nada é decidido só por um dos dois.
E isso difere da GUARDA ALTERNADA (que é o terror das mães) aonde os filhos ficam determinados períodos na casa de cada genitor e sob sua guarda.
Na guarda compartilhada a residência fixa e o regime de visitas ainda é deliberado sob juizo, e em geral se mantém nos moldes tradicionais.
Mas justamente esta necessidade de dividir a guarda (guarda compartilhada) é que vai manter um contato saudável entre os pais, um diálogo constante, evitando ao máximo a alienação parental.

A adoção da guarda compartilhada é um ideal a ser alcançado, mas que na maioria dos casos é difícil de ser atingido, devido às mágoas que as separações conjugais trazem aos casais, que dificilmente conseguem ser superadas em benefício dos filhos.


Um comentário:

  1. Sobre este dois últimos "posts", acho que um pensamento que pode ajudar é se esforçar, se concentrar no foco: o bem estar do(s) filho(s). Passar a ter (após a separação) uma convivência mais saudável, livre, deixar morrer junto com o casamento o que não prestava nem tem mais porquê existir: picuinhas, ciúmes, críticas destrutivas, influências e palpites externos, tudo isso deve ser "deletado", o casal morreu! Quem está aí agora é o pai e a mãe, que amam com a mesma intensidade aquele filho, e com certeza, com o passar do tempo sentirão nele este bem estar fluindo naturalmente, como algo que sempre esteve ali. Claro, escrever é fácil... mas pelo menos tentar não valeria? Quem conseguir, deixará aos filhos mais do que qualquer herança material que se pretenda deixar...

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