sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

DST, HPV e tabu... - Postado por Jairo Len

A edição de dezembro do "Pediatrics", a publicação pediátrica mais importante do planeta, traz um artigo do grupo "Epidemic Intelligence Service, Office of Workforce and Career Development", norte americano, sobre doenças sexualmente transmissíveis em meninas americanas entre 14 e 19 anos.
O estudo avalia cerca de 1.000 meninas, representando bem a população dos EUA, e a prevalência de gonorréia, clamídia, herpes simples, tricomonas e HPV (papiloma vírus).
No grupo como um todo, 24% das meninas tinham alguma destas doenças. Naquelas que já tinham alguma vida sexual, 38%.
Mesmo as meninas que tiveram um só parceiro já foram infectadas em 20% dos casos.
A doença mais prevalente: HPV, o papiloma vírus humano, cujas formas invasivas (verrugas genitais e câncer de colo de útero) são evitáveis através de vacina.

Aonde entra o tabu nesta história?
Assim como já coloquei em posts anteriores, ainda vejo pais (e algumas mães) que não querem fazer a vacina em sua filha adolescente (12, 13, 14 anos) por achar que ela ainda é "muito nova"...
A vacina tem eficácia de pelo menos 10 anos e evidentemente não pode ser encarada como a "liberação" para a vida sexual. A primeira vacina que uma criança recebe, logo que nasce, é contra a hepatite B, cuja via de transmissão, atualmente, é iminentemente sexual, em mais de 50% dos casos.
Outro tabu, este talvez mais complicado, é a necessidade das adolescentes (e os meninos também) serem instruídos a sempre utilizar preservativos. O estudo norte-americano não investigou outras DSTs, como a própria hepatite B, a hepatite C e a AIDS.
Me parece que a maioria dos adolescentes aprende estas coisas (educação sexual) por conta própria, lendo revistas, conversando com os amigos. Não são instruidos pelos pais ou professores.

"A educação é o maior e mais difícil problema imposto ao homem."
(Immanuel Kant)

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