terça-feira, 16 de março de 2010

H1N1 - Coisas do governo - Postado por Jairo Len

Já falei várias vezes aqui no blog que não concordo com inúmeras políticas de saúde do governo brasileiro e da ANVISA (que é o órgão regulador em saúde do governo).
Em relação à vacinação contra gripe suína, tenho sido questionado pelos pais: "porque o governo não vai vacinar contra H1N1 a faixa dos 2 aos 19 anos"...?
Atenta ao blog, uma amiga e mãe de pacientes comenta:
"Como pode......tamanha incoerência....ano passado o governo causou um caos geral quando prorrogou em 15 dias as férias escolares (30 dias) da escolas de educação infantil, fundamental, médio e faculdades..,ou seja, mandou ficar em casa pessoas de 2 a +-25 anos.......e agora esses que tiveram que ficar de quarentena em casa não recebem a vacina? Não são mais de grupo de risco? de um ano para o outro o vírus mudou o plano de ataque?????"

Não há explicação razoável. No mundo todo a estratégia de combate à gripe suína atenta-se justamente aos escolares, grandes transmissores das doenças infecciosas - independente de estarem no grupo mais afetado pela doença. O gerente da Área de Vigilância em Saúde, Prevenção e Controle de Doenças da OPAS (Organização PanAmericana de Saúde), o brasileiro Jarbas Barbosa, é enfático ao afirmar que "é estratégia mundial de controle ao H1N1 a vacinação de crianças escolares."
Recente estudo canadense publicado no Journal of the American Medical Association comprova que a vacinação e controle de doenças infecciosas em escolares diminui em 60% os casos de gripe em uma comunidade.
O ministro da saúde, José Temporão, afirma que "não se pode realizar estratégias de saúde pública baseado em estudos científicos recentes". Assim podemos entender porque as estratégias de saúde pública do governo fazem o Brasil bater recordes mundiais de dengue, febre amarela, norovírus, meningite C, infecções em UTIs neonatais e mortes por gripe H1N1...

Em abril, os brasileiros (que puderem pagar) vão ter acesso à vacina trivalente contra H1N1 e gripe sazonal para qualquer faixa etária. E certamente o farão, assim como protegeram seus filhos contra catapora, meningite C, meningite pneumocócica, hepatite A - pagando pelas vacinas que evitariam 6.000 mortes de crianças, anualmente, no Brasil de Temporão.


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