sábado, 9 de outubro de 2010

KPC - a superbactéria - Postado por Jairo Len

Em primeiro lugar: nada de alarmismo...
Não estamos diante de uma nova gripe suína, ebola ou antraz.
A imprensa (por falta de assunto médico) tem falado bastante a respeito de um surto da superbactéria KPC - esta bactéria que já matou 18 pacientes no Distrito Federal (não se anime, não eram políticos...).
A KPC é a Klebsiella pneumoniae Carbapenemase, uma evolução da bactéria Klebsiella pneumoniae que produz uma enzima que a torna resistente a quase todos os antibióticos. Restam poucas opções para combatê-la, como a Tygeciclin e a Colistin, antibióticos de altíssimo custo e efeitos adversos importantes.
É uma assunto médico de primeira ordem, que já vem sendo tratado nas comissões de infecção hospitalar pelo mundo há alguns anos com extrema seriedade.
Porém, como todas as "superbactérias", a KPC é uma bactéria intrahospitalar e acomete exclusivamente pacientes crônicos internados em UTIs por tempo prolongado, em uso de múltiplos antibióticos de largo espectro.
 
Pessoas saudáveis e que não estão internadas não tem risco de adquirir esta bactéria. Nem médicos ou enfermeiros que lidam com os pacientes em estado grave, nem familiares dos doentes. Não se carrega a bactéria para fora do hospital, porque ela precisa de um ambiente especial para se desenvolver (o paciente internado).
O melhor modo de evitar a contaminação entre um paciente e outro é lavar muito bem as mãos, antes de entrar nas UTIs, antes de encostar no doente, e ao sair do quarto da UTI, ao sair dos quartos hospitalares comuns. Quem passa a bactéria de doente para doente são as pessoas sadias (médicos, enfermeiros e afins, familiares).

A informação da existência da KPC é, como todas as informações, importante para todas as pessoas que querem se manter atualizadas no que se passa ao nosso redor. Mas o alarmismo que tem sido feito não leva a absolutamente nada.

2 comentários:

  1. Olá!
    Postamos em nosso blog o vosso artigo por ser esclarecedor em relação a esta bactéria que de primeira vista, nos causa pânico com as informações de alerta na mídia.
    Obrigada por esclarecer!
    Esperamos que nos permitam este partilhar da notícia, caso contrário, nos avise que retiraremos de nosso blog.
    http://agrandecontroversia.blogspot.com/

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  2. Jairo, concordo com você. foi o mesmo alarmismo com o h1n1 que só levou a enriquecer empresas que fabricavam o único remédio para combatê-la e determinadas vacinas que foram postas no mercado de forma imprudente. Tudo começa com um comentário, depois dois, depois isso vira uma proporção absurda e quem ganha com isso? industrias farmacêuticas...... Ah! Em falar nisso, alguém ouviu em setembro, época de pico de gripe, falar no h1n1?

    abraços de uma ex medrosa.

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Agradeço todos os comentários!
De acordo com normas do Conselho Federal de Medicina, determinadas orientações só podem ser feitas após consulta médica ou avaliação/seguimento - portanto não posso responder perguntas detalhadas e individualizadas neste canal.
Obrigado

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