segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sobre roupas e etiqueta - Postado por Jairo Len

Lendo hoje mais um artigo da psicóloga Rosely Sayão, lembrei de uma questão que frequentemente faz parte das consultas pediátricas: roupas, uniformes e etiqueta, em geral. O assunto é controverso, mas o que segue é a minha opinião...
Sempre fui a favor de uniforme escolar (não exatamente o 100% branco, da escola em que estudei até o "ginásio"). Acho que o uniforme equipara todos e evita exageros para mais ou para menos. E, se a escola não faz questão que seus alunos usem uniforme, que pelo menos tenha um "dress code".
As crianças e adolescentes tem que aprender desde cedo (pela educação dos pais e da escola) que existem regras em tudo o que fazemos. Para quem não gosta disso, existem lugares do mundo sem estas regras.
"Na nossa sociedade, cabe ensinar os filhos como devem se portar e, inclusive, a roupa que devem vestir. Adequada para cada situação. precisamos também considerar que a vida pública e os relacionamentos sociais precisam ser mediados por algumas normas e essas sempre estão referenciadas a alguns princípios e valores". Palavras de Rosely Sayão.
Na escola (e, bem lá na frente, no trabalho), não devemos usar roupas de praia. Nas festas mais formais, existe o chamado traje "social" ou "passeio completo". Outro dia estive em uma festa de debutante (que dizia bem claro no convite: "traje social") e fiquei horrorizado com a roupa de muitos meninos: calça jeans rasgada, camisa polo rugbi e tênis. Aonde estão os pais??
Muitos podem perguntar: "que importância isso tem...?".  Eu acho que é uma questão de respeito e educação. Uma super-festa, cuidada nos mínimos detalhes, fica com cara de shopping-center-sábado-à-tarde. Provavelmente estes meninos não vão aprender a se vestir e se portar adequadamente tão cedo. Outros bons modos também passam longe. Respeito aos mais velhos, pedir "licença" ao passar, dar a vez a alguém, civilidade... São negligenciados na educação dada pelos pais desde cedo.
No artigo, Rosely conta que, conversando com uma executiva, esta se queixa que não sabe como abordar seus funcionários, formados, a respeito da roupa adequada que devem usar. Mulheres de mini blusa, homens de tênis...

No dia-a-dia da Clínica, mães que dizem que seus filhos (de três anos de idade...) já teimam em colocar determinadas roupas e combinações e não aceitam outras. Como proceder? Em casa já tive este problema e recomendo: converse, explique, mostre fotos, ache uma maneira de convencer. Se precisar, use sua autoridade de pai e mãe. Seja firme (firme é diferente de duro). Quando já estiver na rua, na festa, no shopping, elogie o modo como seu filho está vestido. Mostre as outras pessoas, bem ou mal vestidas, comente o mundo ao seu redor, faça seu filho ter esta visão.

Finalizo com mais um trecho do artigo: "num momento em que vivemos uma crise de civilidade, a cortesia, a gentileza, o respeito e a polidez no trato com o outro parecem ser bons remédios para acalmar a generalizada grosseria e a agressividade reinante nos relacionamentos interpessoais."
Concordo em gênero, número e grau.

2 comentários:

  1. Jairo, também concordo em gênero, número e grau com vc e com a Rosely! E acho que estes "ele não aceita colocar isso, minha filha só quer por vestido, meu filho não usa sandálias..." é mais um reflexo da permissividade generalizada por parte dos pais que temos hoje em dia (gerada pela culpa em não estarem muito presentes, os livros de psicologia infantil, etc., etc....). O meu aqui de 5 anos nunca sequer comentou alguma escolha minha, eu que explico enquanto escolho o porquê dela (e jamais perguntei o que ele QUERIA vestir...)

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  2. Concordo, concordo, concordo e assino embaixo!!! Essa permissividade de hoje em dia está em cada detalhe! Minhas filhas estão aprendendo desde pequenas que nao seu usa maio no inverno, nem casaco no verão, não se corre em lugares inapropriados, não gritam de maneira nenhuma, não fala alto em restaurante,etc, etc, etc.
    As pessoas hoje em dia não sabem mais se portar!! Fico cada vez mais abismada com as coisas que vejo.Outro dia fui numa pizzaria domingo a noite e não conseguia conversar c a minha mãe devido ao barulho da crianças presentes! o garcon veio ate a minha mesa perguntar como minhas filhas estavam tão "calmas". Aprenderam desde pequenas no mundo ha regras q devem ser obedecidas em cada lugar, no parquinho do clube pode "tudo", num restaurante, numa festa tem que se comportar! Alem do exemplo do dr. Jairo existem outros como crianças de salto, shorts curterrimos e justos, como disse " CADE OS PAIS????"
    Fico indignada!

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Agradeço todos os comentários!
De acordo com normas do Conselho Federal de Medicina, determinadas orientações só podem ser feitas após consulta médica ou avaliação/seguimento - portanto não posso responder perguntas detalhadas e individualizadas neste canal.
Obrigado

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