segunda-feira, 28 de março de 2011

Facebook e depressão - Postado por Jairo Len

The Impact of Social Media on Children, Adolescents, and Families. Com este título o Pediatrics - a mais importante e respeitada publicação pediátrica - mostra, na edição eletrônica de hoje, a sua preocupação em relação às redes sociais e seu impacto no plano emocional e psicológico de crianças e adolescentes (e adultos, porque não?).
De acordo com a Academia Americana de Pediatria, as redes sociais (Facebook, Orkut, MySpace, Twitter, entre outras) apresentam aos seus participantes uma visão distorcida da realidade.
Uma realidade que nem sempre é a "realidade". A vida como ela não é.
"Registros dos amigos, atualizações de status e fotos de pessoas felizes no Facebook podem fazer com que algumas crianças se sintam mal por pensarem que não estão à altura".
Crianças e adultos. Afinal, cada um atualiza o seu perfil, suas fotos e suas passos conforme queira.
Só momentos felizes, glamour, alegria...
Seria um como um"The Sims" , aonde as pessoas criam seu mundo perfeito. E os espectadores (voyeurs, arrisco) invejam, almejam, e podem entrar em "Facebook depression" - uma nova doença que os pesquisadores de Boston descobriram.

Como proteger nossos filhos e nos proteger? Difícil resposta. Adulto e vendo diariamente tantos problemas dos outros (de saúde, dos casamentos, de dinheiro, de drogas, de solidão, de envelhecer), é mais fácil ter uma visão da realidade, visão de que nem tudo é o que aparenta ser e que existem valores muito mais importantes que são conquistados aos poucos, no dia a dia, e que são impossíveis de serem "descritos" em painéis de Facebook ou em fotos felizes com legendas curtas.
Para as crianças é mais complicado ter esta visão.
Não acredito que censurar os filhos pode trazer qualquer solução, mas o dilema é mostrar que a vida na tela do notebook não é exatamente assim. As diretrizes da Academia Americana de Pediatria encorajam os pediatras a incentivar os pais a conversarem com seus filhos sobre o uso da internet, do Facebook e outros riscos on-line. De enxergar com filtros.
"O Facebook é onde todos os adolescentes 'se encontram' agora. É a loja da esquina", disse O'Keefe, pediatra de Boston, uma das responsáveis pelo estudo.
Para a pediatra, os benefícios do Facebook para crianças não devem ser negligenciados, como se conectar com amigos e família, compartilhar fotos e trocar ideias.
O que os pesquisadores querem é que os pais fiquem atento a tudo isso: às mudanças de comportamento, aos riscos de fazer amizades com desconhecidos on line, ao ciberbullying e à necessidade de sempre se atentar, ouvir e conversar com os filhos.

Quem quiser ler o artigo na íntegra, aqui vai o link: AAP Publications March 2011.

Agora diga que nunca invejou este rapaz...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço todos os comentários!
De acordo com normas do Conselho Federal de Medicina, determinadas orientações só podem ser feitas após consulta médica ou avaliação/seguimento - portanto não posso responder perguntas detalhadas e individualizadas neste canal.
Obrigado

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.