terça-feira, 23 de outubro de 2012

Gangue Pink - Postado por Jairo Len

O assunto pode não ser propriamente pediátrico, mas acho que tem a ver com direito de crianças e de um exemplo muito interessante.

Mulheres que transformam
Sem ficar pelada na Av. Paulista, sem sair com barrigão pintado com "quero nascer em casa" na orla carioca, sem fazer "mamaços" no meio da rua, beijaços em shoppings, "marcha das vadias" ou ficar atazanando a vida de outras mulheres iguais a ela, Sampat Pal Devi, 54, fundadora da Gulabi Gang (gangue cor-de-rosa) é lider de um movimento feminista (?) fora dos padrões.

Folha de São Paulo - "Bem antes de as militantes do Femen causarem furor com seus métodos pouco convencionais de protesto, Devi surpreendeu a população do vilarejo onde mora, no Estado de Uttar Pradesh, norte da Índia, ao enfrentar com as próprias mãos e um bastão um homem que espancava sua mulher - prática habitual na região, uma das mais pobres do país. 
Devi pediu ao sujeito que parasse de maltratar a esposa, mas não foi atendida. Reuniu então um pequeno grupo de mulheres. Juntas, elas deram uma surra no agressor".

Ela estará no Brasil para o seminário "Mulheres Reais Que Transformam".

Devi casou-se (forçada) aos 12 anos, teve o primeiro filho aos 15 e aos 20 anos já tinha cinco filhos.
O casamento forçado de meninas também é uma das batalhas do grupo. Querem impedir esta prática.

É claro que desde a primeira "surra" as coisas mudaram. Hoje são mais de 20 mil ativistas, website moderno (gulabigang.in), coisa globalizada.

A roupa delas? Um sari rosa-choque, e o simbólico lathi nas mãos, o bastão de bambu. Que, se necessário, será usado.
"Há dois tipos de injustiça: a do governo e a da sociedade. Se for do governo, a gangue vai mostrar seus bastões para quem for a maior autoridade, até conseguir uma resposta", diz Devi.

Lutam por gente indefesa, por causas que não dão tanto ibope, em países aonde a repressão às mulheres é habitual. Aonde não se sai de topless nem se aguarda o santo das causas impossíveis resolver o problema.
"Quando você traz uma mulher que radicaliza a maneira de lutar por seus direitos como a Sampat Devi, você chacoalha o público. As pessoas precisam sair de sua zona de conforto e começar a agir", diz a jornalista Ana Paula Padrão, organizadora do evento que acontecerá no Rio de Janeiro.

Gulabis em ação. Não. Nada a ver com a "marcha das vadias", promovida pelo grupo Femen

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