quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Febre Maculosa - Postado por Jairo Len

Da série "o pulso ainda pulsa" (Titãs), falo hoje sobre a Febre Maculosa.
A doença tem sido falada e temida porque está em fase de epidemia em alguns estados, como São Paulo. Epidemia significa mais casos que o normal observado (neste ano, mais de 40).

A Febre Maculosa é a igual à Febre das Montanhas Rochosas (Rocky Mountain Spotted Fever), doença conhecida nos Estados Unidos.

A bactéria causadora é a Ricketsia ricketsii, e a transmissão é feita por um carrapato, o Amblyoma cajanense, vulgo carrapato-estrela - comum em cavalos, boi, vaca, cachorros e... capivaras. Este carrapato pode ser grandinho (como uma joaninha) ou muito pequeno, quase um pontinho preto.
 
Carrapato-estrela

As culpadas pela transmissão, desta vez, são as capivaras. São roedores gigantes e pacatos (e protegidos pelo IBAMA) que habitam locais luxuosos, como hotéis e condomínios de luxo (em São Paulo, por exemplo, Itu é uma das regiões mais afetadas) e podem ser reservatórios infindáveis deste carrapato. Basta passear em áreas aonde vivem as capivaras.

Cachorros não sabem ler, não evitam a área...

O ciclo: o carrapato infectado precisa ficar pelo menos 4 horas na pele da pessoa, e pica. Dois a catorze dias após a picada começam os sintomas da doença: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, queda do estado geral. Aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes. As lesões podem evoluir para petéquias, hemorrágicas (tipo chupão) e acometer mãos e pés. Nos homens a dor nos testículos costuma aparecer.
  
O diagnóstico preciso é feito por exames laboratoriais modernos, que demoram para ter resultados.
Portanto, na suspeita de Febre Maculosa, o tratamento empírico com antibióticos deve ser iniciado imediatamente. Sem tratar, até 20% de mortalidade.
Não há transmissão de pessoa para pessoa - só o carrapato-estrela transmite.

Não existe vacina contra Febre Maculosa. A prevenção é feita evitando as áreas infestadas, procurando carrapatos nos cachorros após passeios (e nos humanos também) e utilizando repelentes que impeçam a instalação doestes carrapatos na nossa pele.


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