quarta-feira, 31 de julho de 2013

Volta às aulas - Postado por Jairo Len

Quase todos os anos, duas vezes por ano, falo sobre este assunto aqui no Blog.
Não é novidade.
Recomeçam as aulas e as doenças infecciosas invariavelmente aumentam em progressão geométrica. Em parte, pelo fato que a aglomeração de crianças sempre traz aumento significativo de doenças, no mundo todo, mesmo com todos os cuidados sendo tomados.
Por outro lado, muito deste contágio se dá por irresponsabilidade (ou falta de noção) dos pais e das escolas. 
Para diminuir a parte subjetiva da história ("Ahhh...eu não sabia"...), existem algumas regras básicas que deveriam ser seguidas, pelas escolas e pelos pais. As regras que enumero abaixo são propostas pela Academia Americana de Pediatria, bastante responsável neste quesito, saúde escolar.

Casos em que a criança deve ser afastada da escola:
- Febre, acima de 37,8º, independente da causa
- Diarréia de provável origem infecciosa
- Sangue ou muco nas fezes (sem fatores que justifiquem, como fezes duras)
- Mais de 2 vômitos nas últimas 24 horas
- Conjuntivite (com hiperemia/vermelhidão da mucosa ocular)
- Dor abdominal por mais de 2 horas ou associada a febre
- Lesões orais (salvo que tenha um atestado médico comprovando que não é infeccioso)
- Rash/Exantema (vermelhidão no corpo) com febre (ou sem febre desde que tenha um atestado médico comprovando que não é infeccioso)
- Tuberculose ativa
- Impetigo (até o início do tratamento)
- Piolho (não é necessário afastamento imediato, mas sim no final do dia)
- Escabiose (até fim do tratamento)
- Catapora (até que todas as lesões estejam secas, em geral 7 dias após o início)
- Coqueluche (até o 5º dia de tratamento)
- Sarampo, Rubéola e Caxumba (por 5 dias)
- Qualquer doença em que a criança não possa participar confortavelmente das atividades ou necessite maior atenção por parte dos cuidadores
- Mal estar, letargia ou falta de ar

Por outro lado, não são motivos de afastamento:
- Resfriados comuns e coriza, sem febre
- Tosse (afastada qualquer doença infecciosa)
- Secreção ocular clara ou lacrimejamento, sem vermelhidão, coceira ou outras alterações nos olhos
- Rash/Exantema sem febre (precisa avaliação médica e atestado)
- Molusco infeccioso
- Sapinho (monilíase oral)
- Citomegalovírus
- Hepatite B crônica
- AIDS

As escolas deveriam ter estes termos assinados em contrato, assim como profissionais (enfermeiras ou médicos) que possam fazer este diagnóstico. É claro que muitos deles são sinais e sintomas, de modo que as próprias professoras e coordenadoras podem afastar as crianças. As mães das crianças que não estão doentes devem cobrar das escolas o afastamento das crianças com sintomas...

Quem sabe um dia, quando todos tiverem esta consciência, o gigantesco números de doenças infecciosas que vemos atualmente nos escolares possa diminuir. 

Para quem quiser ler o texto completo, em inglês, segue o link da  NRCKIDS

 

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