quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Novas regras para a hora certa do parto - Postado por Jairo Len

Uma nova definição do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, liderado pelo professor Jeffrey Ecker, da Harvard Medical School (Boston, Massachussetts), propõe uma mudança:
Partos entre a 37ª e a 39ª semana de gravidez serão agora considerados pré-termo, e um parto a termo será aquele entre a 39ª e a 41ª semana.

Antes, considerava-se prematuro um bebê nascido antes de completar a 37ª semana de gestação.
Agora, por exemplo, 38 semanas e 5 dias é prematuridade.

Duas considerações:
Concordo plenamente com a nova definição. 
Vejo, nos recém-nascidos que atendo na Clínica, que grande parte deles nasceu através de cesáreas marcadas ao redor da 38ª semana, sem qualquer sinal de trabalho de parto ou que é hora de nascer. Pura conveniência materno-obstétrica.
Já existem inúmeros trabalhos mostrando que as crianças que nascem antes da 39ª semana (sem motivo, cesáreas, sem trabalho de parto) tem maiores índices de complicações neonatais. 
Eu observo também que a amamentação é bem mais fácil quando o bebê nasce na hora certa (na hora em que houver trabalho de parto, quanto mais próximo da 40ª semana, melhor).
O Brasil tem índices gigantescos de cesáreas, praticamente invertendo a relação mundial (que é de 80% de partos normais e 20% de cesáreas).

Por outro lado, uma criança que tiver nascido na 38ª semana, de parto normal ou cesárea, aonde houve trabalho de parto (hora certa de nascer), contrações de verdade, etc... não tem qualquer característica de prematuridade e não precisa de qualquer cuidado especial - é igual àquela que nasceu de 40 semanas.

"As novas definições devem ajudar a reduzir o número de mulheres que optam por ter um parto induzido ou cesárea por razões não médicas. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas é contra a indução do parto antes da 39ª semana de gravidez.
'Os médicos agora podem dizer que os partos induzidos e cesáreas não devem ser realizados no período pré-termo', disse Ecker." 

É claro que quando houver qualquer indicação real obstétrica de marcar a cesárea ou indução de parto, em qualquer data, isso é mais importante do que a definição teórica.

Campanhas mundiais são comuns para se evitar a antecipação dos partos


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