quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Poliomielite na Síria - Postado por Jairo Len

Todos sabemos que existe uma parcela de pais e mães irresponsáveis e inconsequentes que optam por não vacinar seus filhos. Baseados em ciências e filosofias que não vou debater aqui, o mais incrível é que quem já conversou com gente que faz isso percebe que estes pais se sentem orgulhosos em não vacinar seus filhos...!

Sempre digo aos pais que é "muito fácil" não vacinar crianças quando quase 100% da população é vacinada e as doenças vão sendo erradicadas.  Os riscos realmente são baixos, mas existem.
Exemplo: o último caso de poliomielite no Brasil foi visto em 1989, de forma que pode-se dizer que a doença está erradicada no nosso país. O risco de se pegar a doença aqui no Brasil, mesmo sem a vacina, é remoto.

PORÉM, três países do mundo (e agora quatro) ainda tem casos de poliomielite: Nigéria, Paquistão e Afeganistão...e atualmente a Síria. 
A doença existe. Com os novos casos na Síria, a OMS se preocupa muito com as crianças não vacinadas. O MUNDO TODO AINDA VACINA contra poliomielite, mas nestas áreas de guerra e de extrema pobreza as crianças deixam de ser vacinadas.
Por aqui, só a pobreza intelectual e de espírito deixa de vacinar seus filhos.

Quais os riscos? Imediatos são raros - mas existem - porque na Síria atualmente há pessoas do mundo todo, da OMS, da imprensa, que voltam frequentemente para suas terras-natais. Levando consigo os vírus, da mesma forma que eles chegaram nas crianças Sírias.  

"Sabemos que um vírus da pólio do Paquistão foi encontrado no esgoto do Cairo em dezembro. O mesmo vírus foi encontrado em Israel, em abril, também na Cisjordânia e em Gaza. Está colocando todo o Oriente Médio em risco", de acordo com o diretor-geral-assistente da OMS, Bruce Aylward.

E estas crianças (não vacinadas hoje) serão adultos daqui a três décadas, sem anticorpos contra a poliomielite (susceptíveis, portanto). É claro que os militares, repórteres, trabalhadores da ONU, etc...todos são hiper-vacinados, não correm risco de pegar a doença, mas tem condições de espalhá-la.

Resta-nos, para a proteção das infelizes crianças não-vacinadas pelos seus pais, rezar para que a pólio não volte ao Brasil. 

Aos que vacinam seus filhos regularmente, sem preocupações: não existe qualquer risco em poliomielite.



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