quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Doença psiquiátrica ou normalidade? - Postado por Jairo Len

Assunto que afeta crianças e adultos (principalmente mulheres...), a eterna polêmica de excessos de diagnóstico e medicação para distúrbios psiquiátricos está de volta.
Não estamos falando de esquizofrenia, mas sim de PMD, TDAH, TOC, ciclotimias...
O número de mães que usam anti-depressivos na minha população da Clínica é bem grande...
"A 'caixa da normalidade' está cada vez menor e a culpa é do excesso de diagnósticos de doenças mentais, diz o psiquiatra americano Dale Archer, autor do best-seller 'Better than Normal', recém-lançado no Brasil com o título 'Quem Disse que É Bom Ser Normal?' - conforme a reportagem da Folha on line. Concordo.

É claro que é muito mais fácil, principalmente para adultos, que seja prescrito um anti-depressivo no lugar de se fazer uma boa psicoterapia. Tapa-se o sol com a peneira por alguns anos e os resultados nos anos seguintes pode ser desastroso.
É óbvio que existem indicações bem exatas para os medicamentos.
Nos meus pacientes, por exemplo, temos um critério muito rigoroso e atento para medicar ou não - principalmente os déficits de atenção - passando por inúmeras avaliações e critérios bem definidos. Idem para os TICS e os TOCS. 
Acredito que pelo "medo" que os pais tem de dar psicotrópicos para seus filhos, a psicoterapia ainda funciona muito!

Folha - Para a psiquiatra e psicanalista Regina Elisabeth Lordello Coimbra, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, as pessoas estão menos tolerantes às emoções: "Há pouco lugar para a tristeza. E a exaltação e excitação são confundidas com felicidade. Vivemos de uma forma mais estimulante, na qual emoções mais depressivas, reflexivas, não têm espaço."

"É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe...", mas vamos com calma.

Para ler a íntegra da reportagem da Folha, clique aqui.











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