quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Novos Calendários de Vacinação - Postado por Jairo Len

Muitos pais tem me perguntado sobre as mudanças no calendário infantil de vacinação do governo em 2016, e se há mudanças nos calendários de vacinação das clínicas particulares. Estas mudanças foram anunciadas na imprensa...

Em resumo, para facilitar: não há mudanças no esquema de vacinação das clínicas particulares (que seguem o calendário oficial da Sociedade Brasileira de Imunizações e da Sociedade Brasileira de Pediatria).

O texto distribuído pela CEDIPI (clínica importante de vacinação aqui em São Paulo) explica bem:

"O Programa Nacional de Imunizações (PNI) segue a lógica de saúde pública em que o foco é a saúde coletiva e o controle de surtos e epidemias. Leva em consideração uma série de parâmetros, tais como: disponibilidade das vacinas em quantidades suficientes para suprir a população-alvo, determinação dos grupos de maior risco para determinadas infecções, a custo/efetividade da vacina, a possibilidade de produção pelos laboratórios nacionais através de transferência tecnológica, etc... Já os calendários elaborados pelas sociedades médicas, que são basicamente os adotados pelas clínicas e serviços privados de imunização, levam em consideração também a imunidade coletiva, porém, o foco principal é na saúde individual, com recomendações, e eventuais indicações para todas as vacinas licenciadas no país, independentemente da disponibilização gratuita na rede pública."

O governo, a fim de melhorar a logística e diminuir gastos (claro, em saúde) mudou para pior, como, por exemplo, diminuindo uma dose da vacina pneumocócica-10 no primeiro ano de vida. Em nenhum lugar do planeta desenvolvido se faz esse esquema, só com duas doses no primeiro ano de vida... Mudou também algo nos reforços de segundo ano de vida, aumentou uma vacina injetável contra poliomielite aos 6 meses, o que já deveria ter sido feito há décadas (mas em injeção única, não em duas picadas).

A única mudança nos calendários das sociedades médicas - mas não é do governo - é que a vacina contra difteria, coqueluche e tétano (tríplice adulto) para as crianças mais velhas passa a ser aplicada com 10 anos de idade (era com 12 anos). No governo ainda não se aplica esta vacina, fundamental na adolescência. Só é aplicada nas gestantes...
A vacina contra meningite B também entra no calendário "particular", mas ainda está bem difícil de ser achada.