segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fumo e QI menor - Postado por Jairo Len


Um estudo realizado na Tel Aviv University demonstrou que adultos jovens tabagistas tem QI (quociente de inteligência) menor que os não-fumantes.
A pesquisa analisou 20 mil homens entre 18 e 21 anos e verificou que a média de QI entre os não-fumantes foi de 101.
Já os fumantes (até um maço/dia) tinham média de QI = 94 e os fumante de mais de um maço ao dia tinham QI médio de 90.
Mesmo irmãos gêmeos tinham estas diferenças de QI no caso de serem fumantes (QI médio = 90 a 94) ou não-fumantes (média = 101).
Não se acredita que o QI mais baixo seja uma consequência do tabaco em si, mas sim uma conjunção dos fatores que levaram ao vício e os hábitos de vida após o início do tabagismo - estes fatores são causa e consequência do hábito de fumar.
A conclusão é do neuropsiquiatra Mark Waiser, chefe do departamento de psiquiatria da Universidade de Tel Aviv:
"As pessoas com QI mais baixo não são apenas propensas a vícios como o tabagismo. Essas mesmas pessoas são mais propensas a ter obesidade e problemas com narcóticos".

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Semente de Chia - Postado por Jairo Len

Você ainda vai ouvir muito sobre a semente de Chia.
Mais um superalimento, uma semente do grupo das mucilaginosas (como a linhaça), que são fontes ricas de fibras, ômega 3, minerais (cálcio) e vitaminas.
A Chia é uma semente da planta desértica Salvia Hispanica, um tipo de menta, com origem no sul do México.
Diz a lenda que os guerreiros aztecas conseguiam marchar 24 horas porque comiam sementes de Chia - valiosas como moeda, na época. Chia, em maia, significa "força".
Seu consumo, assim como outras sementes (linhaça, quinoa, amaranto) pode ser feito de diversas formas, na forma de farinha, torradas para uso nos cereais matinais, misturadas em água, etc...
Ainda não estão muito difundidas no Brasil, mas já podem ser achadas em casas de produtos naturais e orgânicos.
Não sei realmente o que é 100% verdade em relação aos alimentos funcionais e aos chamados superalimentos - a cada hora "reinventam" um novo alimento: linhaça, brócolis, pimentão, quinoa, alho e cebola(cuidado...), ovo (!!!), iogurtes probióticos (ultra na moda), peixe (um clássico), soja (meio démodé), chá verde (démodé), chás de todas as cores (branco, vermelho,...), etc...
De qualquer forma, a variabilidade alimentar é muito boa - as crianças precisam ser acostumadas a comer de tudo desde cedo...Sem neurose, sem ortorexia, sem radicalismos.

Aos curiosos, a Chia:

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Celular irritante - Postado por Jairo Len


Quem não se irrita com um telefone celular?
Especificamente quando você está conversando (ao vivo) com alguém ou mesmo quando está sozinho...e uma terceira pessoa está, ao lado, falando no celular... É difícil se concentrar, não é?

Um estudo feito por neurocientistas da Cornell University descobriu a causa: quando apenas metade de uma conversa é ouvida, temos que nos concentrar em dobro para entender - mesmo que você não queira ouvir ou entender, você fica de ouvidos na conversa alheia... E isso nos causa um "nó" nos neurônios.

"Temos menos controle quanto a desviar nossa atenção de meia conversa do que quando ouvimos um diálogo," disse Lauren Emberson, co-autora do estudo publicado pela revista Psychological Science.
"Como meias conversas causam mais distração e é mais difícil ignorá-las, isso pode explicar porque as pessoas se irritam," afirma a pesquisadora.
Está explicado? Lembre-se disso sempre que atender o seu celular perto de outras pessoas...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vacina Trivalente para gripe - Postado por Jairo Len

Não sei por quanto tempo a notícia vai ser válida: está disponível para aplicação um novo lote da vacina contra gripe TRIVALENTE - que engloba a gripe suína (H1N1) e as sazonais (H3N2 e B). Algumas clínicas particulares já receberam e outras estão recebendo. Como sempre, ligue antes de sair. A procura está muito grande, as filas também.
Só para lembrar:
Crianças e adultos que receberam a vacina MONOVALENTE (nos postos de saúde) podem receber a TRIVALENTE. Se for "reforço", precisa de, no mínimo, 3 semanas de intervalo.
Se não for com o intuito de reforço (adultos ou crianças vacinadas em anos anteriores), não há tempo mínimo ou máximo de intervalo entre a MONOVALENTE e a TRIVALENTE.
Minha recomendação é que todos sejam vacinados - com a MONOVALENTE, no mínimo, e a TRIVALENTE, se disponível. Se você recebeu a monovalente, faça a TRIVALENTE (se conseguir é bom, caso contrário não estresse - o importante é a H1N1...).
Os postos de saúde continuam vacinando contra a influenza H1N1 (MONOVALENTE) até o dia 2 de junho.
A Clínica Len de Pediatria não recebeu a trivalente neste lote de distribuição.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Depressão pós-parto paterna - Postado por Jairo Len


DPPP - Depressão pós-parto paterna... Um estudo publicado na edição deste mês do The Journal of the American Medical Association (JAMA) comprova que 10% dos pais sofrem de depressão pós-parto logo nos primeiros meses. E as alterações são mais frequentes três a seis meses após o parto - chegando a números maiores ainda.
A forma clínica da DPPP é diferente da materna.
Nas mães, a depressão pós parto se caracteriza por choro, fadiga, humor deprimido, cansaço, ansiedade e lapsos curtos de memória.
Nos pais, os sintomas são tristeza, sensação de exclusão, competição com o filho, impaciência com a mulher, passar mais tempo fora de casa e tentar afastar a mãe do recém-nascido.
Existe correlação entre a depressão materna e a paterna: se a mãe está com depressão pós-parto, o risco do homem ficar deprimido aumenta. E vice-versa.
A DPP(Paterna) não é uma novidade, já foi descrita inúmeras vezes. Mas uma publicação no JAMA traz um status de doença, de algo mais importante...

Aproveito a postagem para lembrar que a depressão pós-parto (materna) é uma situação extremamente importante e deve ser diagnosticada com a ajuda do pediatra, do pai, do obstetra - e necessita ser tratada de forma séria, com psicoterapia e medicamentos. A depressão pós-parto materna inicia-se a partir do segundo mês de vida do bebê.
E não deve ser confundida com o blues pós-parto - a "depressão leve" que 50 a 80% das mães sofrem a partir dos primeiros dias após o nascimento do bebê. O blues também pode ser tratado , mas em geral regride após um ou dois meses.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vacina contra H1N1 - Postado por Jairo Len


Muita gente ficou por fora da discussão inicial sobre as vacinas contra influenza e só começou a se informar há pouco tempo - por este motivo (e para algumas atualizações) eu vou escrever mais um pouco sobre o assunto.

Existem três tipos de vacinas:
- Monovalente (exclusiva do governo) - esta vacina é só contra a gripe suína, o H1N1. É a vacina disponível nos postos de saúde, que todos (de acordo com a faixa etária ou um pedido médico) podem tomar. AINDA ESTÁ DISPONÍVEL.
- Bivalente (exclusiva do governo) - contra as duas gripes sazonais, H2N3 e B. Só é aplicada nos adultos acima de 60 anos de idade (chamados de idosos).
- Trivalente (rede particular) - esta é a vacina ideal, contra os três tipos de influenza - H1N1, H2N3 e B. Ficou disponível por cerca de um mês e agora está em falta. Nenhuma clínica de vacinação tem esta vacina no momento. A promessa é que chegue antes do fim do mês - a CEDIPI informou para uma mãe de paciente que a vacina chega, especificamente, dia 24 de maio. Não posso dizer se a informação procede. Eu realmente não sei quando estará disponível novamente.

Tenho falado para os pais que, apesar da trivalente ser a vacina ideal, a grande preocupação no ano passado foi a H1N1 - e, para a gripe suína, a vacina monovalente basta.
Após estes meses de vacinação, posso afirmar que a monovalente (temos nos postos vacinas monovalentes da GSK, Novartis e Butantan) é uma vacina segura, "que não matou ninguém" e que as reações foram aquelas normais e comuns de quaisquer outras vacinas.
Recomendo sua aplicação. "Se não tem tu, vai tu mesmo".
Quem já recebeu uma dose de monovalente H1N1 e quer receber a trivalente, pode (quando a trivalente chegar novamente...).
Embora tenha certeza que a vacina trivalente (da Solvay ou da Sanofi Pasteur) vai voltar a ser aplicada nas clínicas particulares, não sei se a terei na Clínica Len de Pediatria. O problema é comercial - está difícil adquirir a vacina porque as distribuidoras não receberam a vacina neste ano. Os laboratórios Solvay e Sanofi Pasteur só tem feito vendas diretas a grandes clínicas de vacinação, como a CEDIPI, o Delboni, Einstein, Fleury...
Assim que eu souber da chegada da trivalente ou qualquer novidade, eu posto aqui no blog.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Termômetros - Postado por Jairo Len

A medida da temperatura da criança é uma daquelas coisas que ninguém escapa...
E a controvérsia do "modo" de aferir a temperatura, idem...
Em primeiro lugar, gostaria de fazer algumas considerações sobre a febre.
A febre é uma reação do organismo que indica a existência de alguma coisa errada conosco - em 98% das vezes, uma infecção. A febre não é benéfica, mas sim uma arma dos vírus e bactérias que a causam para diminuir nossas defesas: acima de 38ºC as reações enzimáticas que deflagram o sistema imunológico ficam paralisadas, diminuindo nossa capacidade de defesa. Portanto, que me desculpem aqueles que adoram não medicar a febre, mas é fundamental que isto seja feito - e de preferência com remédios seguros e eficazes (e não gotinhas de água+álcool oferecidas a cada 10 minutos). Os banhos (que devem ser mornos, agradáveis) tem um efeito transitório e devem ser feitos para deixar a criança mais tranquila e relaxada até o efeito dos medicamentos.
Saber se a temperatura está maior ou menor que 38º ou 39ºC tem certa importância, principalmente em algumas faixas etárias - em recém-nascidos a temperatura vai definir exatamente a conduta médica. Para as crianças mais velhas, não existe tanta importância na exatidão: 38,2 ºC e 38,7ºC não fazem diferença.
Medicar a partir de determinada temperatura (37,3ºC ou 37,8ºC): não existe regra. Mas se a criança estiver com febre baixa e já caída, com mal estar, medique...
No dia-a-dia da prática pediátrica vejo de tudo: desde mães que medem e anotam a temperatura com duas casas decimais (38,72ºC) até aquelas que me dizem: "- a febre estava bem alta...mas você sabe que eu não uso termômetro...".

TIPOS DE TERMÔMETRO
Uma vez que não precisamos exatidão decimal na medida de temperatura, não há necessidade de um termômetro com extrema acurácia.

O mais exato de todos é o termômetro de mercúrio, que deve ser deixado na axila da criança parada por 4 minutos (este é o problema...parada e por 4 minutos). Para os recém-nascidos e crianças mais velhas, é o melhor.


Os termômetros digitais dependem demais de sua qualidade para dar temperaturas mais certas. Existe de tudo. Desde os chineses de 2 dólares até os chineses de 50 dólares (todos são Made in China). Acho que a maioria deles quebra o galho. Alguns medem em 5 segundos, outros em 2 minutos. Sempre recomendo que as mães e pais façam alguns testes antes de colocar em prática, que meçam sua própria temperatura, que comparem com um termômetro de mercúrio. Muitos deles, quando a bateria começa a ficar fraca, dão temperaturas totalmente erradas (mas sem avisar você que a bateria está fraca). Preste atenção.


Os termômetros de chupeta são esquisitos... Apesar de terem certificação, ninguém gosta muito. Eu não gosto. Acredito que a própria fricção de uma criança sugando forte pode aumentar a temperatura. Se acabou de mamar, idem...



Os termômetros de orelha são bons e práticos, mas dependem de certa habilidade para funcionarem com mais precisão - e também que o problema causador da febre não seja no ouvido (como uma otite, por exemplo).


Os termômetros de contato e, melhor ainda, os termômetros infra-vermelhos são, para mim, os ideais. O termômetro infra-vermelho é o que eu uso em casa e na Clínica. Apesar de não ter precisão decimal, é extremamente prático (mede em 1 segundo), higiênico (não encosta na criança), pode ser usado no meio da noite sem acordar seu filho, tem "luz própria" (seu visor é iluminado e ele tem uma luz vermelha que indica a distância exata entre ele e a testa da criança). Uso nas consultas e posso dizer que ele dá uma noção bastante precisa da temperatura da criança. Além disso, para os que gostam de exatidão, ele serve para medir temperatura de superfícies, como a água do banho.


E existe ainda o termômetro de avó. Diariamente as avós tentam me convencer (e estão quase conseguindo) que, mais do que toda esta parafernália, não existe nada mais exato do que encostar os lábios na testa da criança para saber o que deve ser feito...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Super-poderes - Postado por Jairo Len

Uma pesquisa da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, comprovou que a voz da mãe ao telefone tem efeito calmante. Tão calmante como um abraço.
Foram estudadas 60 meninas entre sete e 12 anos de idade em situações de stress e suas respostas hormonais quando ouviam voz materna ao telefone, recebiam um gesto carinhoso ou assistiam um filme.

Os níveis de oxitocina (hormônio da hipófise) aumentaram da mesma forma nas primeiras duas situações. Acreditava-se, até então, que só estímulos físicos aumentariam a oxitocina (que aumenta muito na mãe, por exemplo, quando o recém-nascido suga o seio materno).

A oxitocina é uma espécie de calmante natural associado à empatia e capaz de aliviar os efeitos do cortisol, o hormônio do stress.

Na pesquisa, as meninas tiveram de falar e resolver questões de aritmética em público inesperadamente, o que fez acelerar os seus batimentos cardíacos e elevar os níveis de cortisol.
Em seguida, eram submetidas aos estímulos calmantes (voz materna, abraço e filme).

Nunca deixe de exercer seus super-poderes calmantes quando necessário.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O risco de trabalhar demais - Postado por Jairo Len

O assunto não é propriamente pediátrico, mas tenho certeza que seus filhos gostariam que você prestasse atenção nisso...

Um estudo realizado na Finlândia, no Finnish Institute of Occupational Health, avaliou mais de seis mil adultos entre 39 e 61 anos, saudáveis do ponto de vista cardíaco. Os pesquisadores descobriram, ao longo de 11 anos, que trabalhar três horas a mais por dia (10 horas ao invés de 7 ou 8 horas/dia) eleva em 60% a chance de danos cardíacos - elevando bastante o risco de mortalidade. Os parâmetros de colesterol e hipertensão não se alteraram... Portanto, os fatores mais importantes foram o stress crônico e o cansaço.

Outro ponto percebido foi que o excesso de trabalho muitas vezes serve para camuflar sintomas de depressão, insônia e ansiedade.

É claro que trabalhar tantas horas em um dia tem relação com alimentar-se mal e fazer menos exercícios - mas a comparação foi válida para pessoas com os mesmos hábitos. Morre mais quem trabalha mais de 10 horas por dia, independente do estilo de vida.
Quem exerce suas atividades com prazer (quem gosta do que faz) teve índices menores de dano cardíaco, mesmo trabalhando muito.

Infelizmente o excesso de trabalho não é uma opção para todos (é quase uma obrigação). Mas se é uma opção, é melhor pensar muito bem nos próximos 11 anos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Obesidade infantil - Postado por Jairo Len

Recebo por e-mail:
"Tenho uma pergunta.
Você sabe que eu tive problemas com obesidade a vida inteira, né? Acabei fazendo a cirurgia do estômago e plásticas, etc. Agora minha filha de 7 anos também esta acima do peso.
Você acredita que tem alguma coisa que eu possa fazer agora, ou só quando ela for mais velha? Eu não quero que ela tome remédios e faça regime a vida inteira, como eu fiz. Não acho que tenha me ajudado em nada a não ser acabar com meu metabolismo e minha auto-estima. Me da sua opinião!"
Perguntas como esta são muito frequentes. A abordagem é que não mudou muito nas últimas décadas. Como evitar que a filha de 7 anos sofra tudo o que a mãe sofreu?
Em primeiro lugar, acho que 7 anos já é tarde para cuidar do problema (ainda que a solução exista). Aos 2 anos (ou quando o problema começar) já temos que ser rigorosos com o controle de peso das crianças.
Um fator que é um problema: a genética. Se a mãe foi obesa, existe uma chance maior da filha seguir os mesmos passos. Obesidade não é só alimentação - existem inúmeros fatores hormonais envolvidos. Mas a abordagem é em cima da alimentação, até que se invente a cura por outras maneiras. Cura? Isso mesmo. Devemos encarar a obesidade infantil como doença.
Sempre dou o exemplo para as mães de famílias que tem filhos diabéticos. O diabetes tipo 1 independe de obesidade. São crianças sadias que, de uma hora para outra, se tornam diabéticas.
Como num passe de mágica, aquela casa se torna um exemplo e perfeição "dietética". Não entra açúcar, as quantidades e porções são controladas, não há exceções.
As mães de crianças obesas devem agir da mesma forma. Controle alimentar. Seja rigorosa. A vigilância deve ser total, dentro e fora de casa, na escola, nas festinhas infantis. Ainda que, diferente dos diabéticos, aqui as exceções podem ser mais frequentes. O leite e laticínios devem ser light, as bolachas doces e salgadinhos devem ser banidos. Sucos de frutas naturais são saudáveis mas engordam - substitua por água. Controle a quantidade de comida ingerida. Saiba dizer NÃO quando a criança quer comer mais. Não deixe a criança levar os saquinhos de balas das festas. Se deixar, assim que chegar em casa confisque o saquinho de balas (de preferência sem seu filho perceber - eles logo esquecem após o merecido sono pós-festinha). Brigadeiro e outros docinhos? Pode comer 1 (um). E chega.
Insista para que os avós sigam as mesmas orientações de dieta que você faz com seu filho. Existem outras maneiras de demonstrar amor...
Meninas (e meninos) que entram na adolescência muito obesos são um problema sério - metabólico e comportamental.
Ainda que óbvio, vale a pena lembrar que o reforço deve sempre ser positivo. Ficar controlando a dieta e dizendo "você está gorda...nada te entra...não vou mais comprar roupa..." é péssimo.

Na minha experiência, se a mãe e o pai emagreceram ou são magros, toda essa insistência e controle vão dar resultados no futuro. Em algum momento estas crianças emagrecem. Pode levar alguns anos, mas funciona. Não desista.
E lembre-se que a temida anorexia nervosa não é causada por controles alimentares na infância, desde que realizados sem atacar a auto-estima da criança.
Se o pai ou a mãe continuam obesos, a chance dos filhos emagrecerem é bem pequena.
Quanto aos exercícios físicos, são muito saudáveis. Mas não os vejo como uma solução ou divisor de águas, principalmente antes do início da adolescência.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vacina H1N1 e Sazonal - Postado por Jairo Len

Assunto encerrado?Longe disso...
Posto hoje algumas atualizações e respostas a dúvidas que chegam por e-mail ou telefonemas.

- No momento não há vacina trivalente (H1N1 + Sazonais) à disposição. O estoque esgotou rapidamente. Há promessas para a segunda quinzena de maio. Posso afirmar que é tudo "especulação". No mês de abril, quando a primeira remessa de vacina trivalente Solvay chegou, as promessas eram que só chegariam no mês seguinte. E, de repente...a surpresa. CEDIPI, Delboni, Eisntein, Fleury haviam recebido. Portanto, a qualquer hora estas clínicas devem receber novamente.

- Além da trivalente Solvay, deve chegar a trivalente da Sanofi Pasteur. As duas vacinas são iguais em relação aos vírus que imunizam. Aliás, todas as vacinas de diferentes fabricantes (trivalentes 2010, bivalentes 2010 e monovalentes 2010) tem que ser exatamente iguais, de acordo com as cepas que a OMS recomenda.

- Portanto, serão intercambiáveis em relação à dose de reforço.

- Aliás, o assunto mais comentado: a dose de reforço. É simples, muito simples:
Crianças abaixo de 9 anos de idade, na primeira vez na vida que recebem a vacina contra influenza (qualquer tipo de vacina influenza) precisam receber duas doses, com um mês de intervalo.
Se seu filho recebeu uma ou duas doses da vacina influenza em 2009 ou em anos anteriores, SÓ PRECISA RECEBER UMA DOSE da vacina em 2010. Sem reforço, certo?
Após 9 anos de idade, sempre dose única.

- A história de "meia dose" é uma besteira. Ninguém recebe meia dose... O fato é que as crianças abaixo dos 3 anos de idade recebem uma dose de 0,25 ml (dose pediátrica), e acima desta idade, sempre 0,5 ml (dose adulto). Se precisam ou não de reforço, depende só se já foram vacinadas em anos anteriores (certo?).

Desculpem a repetição, mas vou dar exemplo prático com as dúvidas que me chegaram:
CASO 1 - "hoje vacinei minha filha de 4 anos no delboni e deram dose inteira e me pediram para voltar daqui um mês para aplicar mais uma dose. Correto?
ORIENTAÇÃO: A dose aos 4 anos é sempre 0,5 ml (dose adulto), vulgo "inteira". Sua filha deve tomar a segunda dose após 1 mês só se ela nunca recebeu (em 2009, 2008, 2007...) a vacina contra gripe. Se em anos anteriores ela recebeu uma dose vacina contra influenza, não precisa reforço neste ano.
Caso 2 - eu levei minha filha para vacinar na delboni e ela também tomou dose inteira, questionei o por que, sendo que em outras unidades estão dando em duas doses. Ela tem 5 anos, mas a enfermeira não falou que era para voltar em um mês para aplicar outra dose, estou preocupada.
ORIENTAÇÃO: A dose aos 5 anos é sempre 0,5 ml (dose adulto), vulgo "inteira". Sua filha deve tomar a segunda dose após 1 mês só se ela nunca recebeu (em 2009, 2008, 2007, 2006, 2005...) a vacina contra gripe. Se em anos anteriores ela recebeu uma dose de vacina contra influenza, não precisa reforço neste ano.

- Em relação ao reforço: Quanto ao fato de ser a primeira dose monovalente, a segunda trivalente ou vice-versa, aí bagunçou... O ideal é que todos tomassem as trivalentes, pelo menos na segunda dose (crianças vacinadas pela primeira vez na vida).
Mas a vacina trivalente está em falta... Tenho recomendado, portanto, que se há necessidade de reforço agora, que a vacina seja feita nos postos de saúde (monovalente). Se seu filho precisa do reforço mas não se encaixa nas faixa etárias do governo, vá até um posto e insista. Mostre que é segunda dose. Convença a enfermeira. Invente uma doença crônica. Use o jeitinho brasileiro. Faço essa recomendação tosca porque acho tosco o governo não vacinar crianças e adolencentes entre 3 e 19 anos de idade.

- E os que receberam a vacina monovalente, dose única, nos postos de saúde, devem receber a trivalente quando ela estiver novamente disponível? O mais importante neste ano é proteger-se da H1N1. Mas se começarmos a ver casos de influenza H2N3 e B (os "sazonais"), recomedarei aqui no blog que todos procurem as clínicas de vacinação e se imunizem. O governo inicia neste sábado, só para idosos, a vacina bivalente (H2N3 + B), como complemento da monovalente (H1N1).

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Transporte de crianças em veículos - agora é lei - Postado por Jairo Len

A partir do dia 9 de junho de 2010, com décadas de atraso, torna-se obrigatório pela resolução federal nº 277/08 o transporte automotivo de crianças até 7 anos e meio de idade em "dispositivos de retenção", vulgo bebê conforto, cadeirinha, assento booster, etc...
A multa é excelente: R$ 191,54 + 7 pontos na carteira de habilitação.

De acordo com o CONTRAN (regras em vermelho), as seguintes regras devem ser
obedecidas (meus comentários em azul):

- Crianças até 1 ano de idade devem usar obrigatoriamente os dispositivos do tipo "bebê conforto ou conversíveis".
Ou seja, desde a saída da maternidade as crianças devem ser transportadas no bebê conforto. Até 10 meses de idade, o assento deve ser colocado "de ré", voltado para trás do veículo. Após esta idade, pode ser virado para frente. O tipo de assento, se é um bebê conforto ou uma cadeirinha, tanto faz. Atente-se aos limites de idade e peso que o fabricante indica. Por exemplo: se existe um assento para ser usado entre 6 kg (de ré) e 18 kg (de frente a partir dos 10 meses), ótimo! Tanto faz, portanto, se o assento inicia com 3, 5 ou 7 kg e se o limite superior é 16 ou 25 kg.... Escolha qualquer um. Até 10 meses, de ré. Após isso, voltado para frente.


-As crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha”.
A descrição do CONTRAN é vaga, mas recomendo que nesta faixa etária de use uma cadeirinha mais confortável, aquelas até vinte e poucos kg. Nem todos os carros tem espaço para essas cadeirinhas ("cadeironas"). Bons assentos, aonde o cinto de segurança vai preso, no assento infantil, podem ser usados. Respeite sempre os limites de idade e peso que o fabricante indica.


- As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”.

Também conhecido como assento booster. É simplesmente uma elevação do banco do carro. Existem, se você que melhorar a segurança nesta faixa etária, assentos mais completos que o simples booster. Para estradas, acho importante. É claro que estas cadeiras são largas, e nem todos os carros comportam, por exemplo, dois filhos e uma avó no banco de trás. Três filhos em três cadeiras, então...



Como você nota, existem regras bem estabelecidas por faixas etárias, mas as cadeiras infantis variam muitos entre si, inúmeras configurações... Elas tem que se adequar ao seu carro, ao número de filhos, ao seu bolso. O importante é que as crianças sejam sempre transportadas adequadamente. O Brasil conta com 600 mortes em "crianças-passageiras" ao ano, um número alarmante.