quinta-feira, 25 de abril de 2013

Tetris e Estrabismo - Postado por Jairo Len

Notícia interessante e curiosa.
Um estudo canadense, que avaliou 18 adultos, concluiu que jogar Tetris ajuda a tratar pacientes com estrabismo - melhor do que o tradicional método de cobrir o olho 'bom' para fazer com que o olho mais fraco trabalhe melhor.

Agora o teste vai ser feito em crianças. Acredita-se que outros joguinhos tenham este poder, o que será fruto de novos estudos.

Cada dia se descobre mais uma "boa" função dos joguinhos para a saúde, cognição, desenvolvimento.
Da série "se não pode vencê-los, una-se a eles"...
Mas comento com os pais que o uso racional dos games, evitando sempre aqueles violentos, é benéfico às crianças. Isso já foi comprovado cientificamente.
O importante é que sempre sobre tempo para atividades físicas, sociais e familiares, enquanto o Ipad está carregando : )))





quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sal, Iodo e ANVISA - Postado por Jairo Len

Ontem ouvi uma notícia que se encaixa perfeitamente na expressão "tapar o sol com a peneira"...
A ANVISA, preocupada com a saúde tiroideana dos brasileiros, anunciou novas regras para a adição de iodo no sal refinado.
O sal "de cozinha", no Brasil, é acrescido de iodo. Iodar o sal é uma forma da população receber diariamente o iodo, um mineral fundamental ao funcionamento da tiróide.
Mas o excesso de iodo também é prejudicial à tiróide.

No Brasil consome-se muito sal. Portanto, excesso de iodo.
Nova regra: continuem a consumir muito sal, mas diminui-se a quantidade de iodo por grama de sal.
Não é que seja errado, não...

Mas a ANVISA (e o ministério da saúde) poderiam promover campanhas para a redução do consumo de sal no Brasil. Que é o dobro daquele recomendado pela OMS.
E também ficar de olho em alimentos industrializados, criando regras mais duras.
Por exemplo: um pacote de macarrão instantâneo chega a ter, com o pozinho junto, 97% do sódio que um adulto deve consumir por dia.
Imagine o que se come disso por aí...
Porcaritos, idem. Sacos de batata chips, palitinhos com sal grosso, salgadinhos de R$ 0,75 o pacote (sabe qual, né?)...são um excesso de sal, mas as grandes indústrias alimentícias tem poder e lobistas para não mexer muito nisso.
Problema mundial, aliás, descrito no livro "Salt Sugar Fat", de Michael Moss. Interessante reportagem sobre este livro você pode ler na reportagem da Folha On Line.

No momento, a cereja do bolo é o iodo.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vacina contra Gripe (campanha do governo) - Postado por Jairo Len

O governo começa a vacinar hoje contra o Influenza (Gripe), nos postos de saúde.
A vacina é a trivalente - e no ano passado posso afirmar que era uma vacina de boa qualidade (GSK ou Sanofi). Como sempre recomendo, todos devem receber esta vacina.

De qualquer forma, a vacinação do governo é restrita a alguns grupos:
- Crianças de 6 meses a 2 anos de idade,
- Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto),
- Pessoas com mais de 60 anos,
- Profissionais de saúde,
- Doentes crônicos,
- Indígenas,
- Presidiários.

Exatamente... Você leu bem: presidiários...
Seu filho de 3 anos de idade ou uma pessoa de 59 anos de idade não receberão a vacina. Se quiser, pague. Se você tem um bebê de 2 meses de idade em casa e quer protegê-lo e se proteger da Gripe, problema é seu. Pague pela vacina, se puder.

Mas se você matou um bebê de 2 meses de idade e está preso, o governo vacina. Em domicílio.
Provavelmente mirando o voto de 600 mil bandidos.
Não sei se os filiados do partido estão na lista de vacinação do governo. Boa pergunta.

De qualquer forma, se você está nestes grupos escolhidos, vale a pena ser imunizado. Caso contrário, procure uma Clínica de Vacinação. A data ideal da vacina é antes de maio, quando habitualmente começa o aumento de casos de Gripe no Brasil.

Certificado para aqueles fora dos grupos-alvo do governo




quarta-feira, 10 de abril de 2013

Suquinhos de soja e similares - Postado por Jairo Len

Já falei sobre estas bebidas aqui no Blog... 
Mas com o fala-fala após a contaminação de um lote de AdeS Maçã por soda cáustica acho que vale a pena mais um pouco de reflexão.
Independente de contaminações, que já houve inclusive com outros produtos de outras marcas (o mais recente foram lotes de Toddynho contaminados com detergente, em outubro de 2011), o mais importante é a gente lembrar que este tipo de bebida é, de um modo geral, uma mistura química repleta de açúcar, corantes, espessantes, conservantes, aromatizantes artificiais, acidulantes, antiespumantes e etc...

Produzidas por grandes corporações (Unilever, Pepsico, Coca-Cola), estas bebidas - após uma excepcional campanha de marketing - se passam por "excelentes" soluções alimentares, mesmo na cabeça de pais bem radicais em relação à alimentação.

Algumas famílias lá na Clínica fazem severas restrições ao açúcar nos primeiros anos de vida - seus filhos não podem nem pensar em comer bolachas doces, balas, docinhos - mas levam para a escola caixinhas de AdeS, Nectar Del Valle e similares, Toddynho, Nescauzinho, etc...

Não acho que estes produtos façam tão mal à saúde... Mas comparo eles a refrigerantes - só muda a embalagem e a pseudo-filosofia. O importante é que todos tenham noção do que estão dando aos seus filhos, e não se iludir, levando gato-por-lebre, em busca de uma alimentação saudável.

Como exemplo, cito uma bebida de soja - linha Kids de maçã (frasco de 200 ml): são 14 gramas de açúcares - portanto, 1 colher de sopa bem cheia (sendo 12 gramas de sacarose = açúcar refinado). Proteínas: pouco mais de 1 grama (o leite de vaca tem 6 gramas por 200 ml). Zero de fibras. 
Em muitas bebidas, também: acidulante ácido cítrico e ácido málico, estabilizante pectina cítrica, goma guar, cloreto de cálcio, aromatizante e sucralose. A sucralose é um adoçante artificial, presente nas linhas regulares de muitas bebidas e em todas as gelatinas (mesmo as não-light). Não faz mal nenhum à saúde, mas aí entra a coerência do raciocínio... Tem pais que repudiam adoçantes de qualquer forma, mas dão estes produtos para seus filhos...

Enfim... Cada um deve fazer o seu cardápio e dos seus filhos do modo que ache mais adequado, mas é bom sempre ler os rótulos e componentes de cada alimento ou bebida e saber exatamente o que está oferecendo.

Para não ser injusto com ninguém, uma boa quantidade de exemplos de açúcar em cada alimento...


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Culpa, Não! - Postado por Jairo Len

Confesso que não gosto muito das revistas mensais sobre crianças (tipo Crescer, Pais & Filhos, etc)... Porque quando se tem muito para falar (e para ler) os assuntos acabam sendo redundantes, conflitantes ou gerar problemas que as mães nem imaginavam que poderiam ter.
De qualquer forma, leio-as por força da profissão, ainda que sempre atrasadas...

Porém, lendo uma Pais & Filhos (edição de novembro 2012) vi uma reportagem excelente, sobre a culpa, que quase todas as mães carregam.
"Nasce uma criança, nasce uma culpa" - não sei o autor, mas sempre repito essa frase.

O texto fala sobre alguma culpas básicas, como o tipo de parto, o trabalho e a amamentação. Vou falar um pouco sobre esta última...

Vejo uma enorme cobrança em cima das mães que, por inúmeros motivos, não conseguem amamentar de forma exclusiva. Cobranças dos outros, delas mesmas, dos grupos-de-mães-da-internet, dos maridos, das sogras, cunhadas, vizinhas... 
Em primeiro, vamos aos números (isso é estatística, não é invenção): 97% das mães conseguem iniciar a amamentação. Três porcento não conseguem amamentar seus filhos de forma exclusiva por mais de uma semana...
Destas que conseguem, 43% já não amamentam de forma exclusiva aos 3 meses de idade do bebê.
Então, vamos ao primeiro raciocínio: diferente do que se fala, não é uma enorme parte das mães que amamenta de forma exclusiva até os 6 meses.

Segunda parte: diferente do mundo de Alice, nem todas as mães tem 180 dias de licença-maternidade, o que dificulta muito a amamentação exclusiva. Afinal, voltar ao trabalho (período integral) aos 3 ou 4 meses de idade dificulta um pouco amamentar. Correto?

Nestas 3% que não amamentaram, em geral existem impedimentos importantes para que isso tenha acontecido. Nos casos que vejo, problemas como mastectomia pós-câncer de mama, uso de medicamentos incompatíveis com amamentação, cirurgia de redução mamária, problemas maternos peri-natais.
Estas mães muitas vezes sofrem bullying por não amamentar, acredita?
E, em outro extremo, as crianças adotadas, aonde a mãe não tem como amamentar. "Você não amamenta?" Ninguém merece.

A reportagem, ainda que um superficial, procura desmitificar alguns destes pontos. Na verdade, houve mais do que o texto - foram fóruns, reuniões-on-line, etc). O debate foi capitaneado pelo Dr. Leonardo Posternak, pediatra. De acordo com ele, "apesar do leite materno ser o mais adequado para a criança, há várias outras maneiras da mãe demonstrar seu amor pelo filho".

Concordo, mas vou além: nenhuma mãe precisa demostrar nada a ninguém - amor pelos filhos é inato, e realmente a amamentação, a meu ver, não conta pontos nisso, principalmente se houve qualquer impedimento para sua realização.
Mais: o leite materno é obviamente o leite ideal para as crianças, mas existem inúmeras fórmulas lácteas extremamente completas que podem suprir, quando não for possível amamentar. Estamos falando de fórmulas excelentes, preparadas com rigor de higiene, água limpa, boas mamadeiras. Isso infelizmente não vale para todas as classes sociais.
Num lugar do Brasil aonde se alimenta filhos com ratão ou calangos, não imagine que o leite seja uma fórmula láctea, com água mineral e em mamadeira esterilizada...

O "modelo" de crianças não-amamentadas já é conhecido (por exemplo, filhos adotivos), são crianças saudáveis, que não adoecem mais que os demais. Basta que tudo seja feito com higiene, qualidade, carinho e amor.



terça-feira, 2 de abril de 2013

iPad e Autismo - Postado por Jairo Len

O assunto é o contrário do que você imaginou ao ler o título do post: tablets são úteis para estimular a comunicação de crianças autistas.
Aplicativos específicos para tablets tem mostrado papel importante na ajuda aos portadores desta doença tão multi-facetada e intrigante.
O autismo é uma doença do grupo dos "transtornos invasivos/globais do desenvolvimento", aonde existe uma dificuldade de comunicação e interação social. De diferentes graus, a ponto de - certamente - você conviver com algum adulto autista e nunca ter se dado conta.

Estes aplicativos para tablet tem inúmeras funções, básicas, "teclas", aonde a criança clica e avisa o que quer: ir ao banheiro, beber água, sair de casa, passear... E também os ajuda a se organizar, à sequência que devem seguir pela manhã, por exemplo: escovar os dentes --> pentear o cabelo --> colocar a roupa...
Outro benefício: como todas as crianças, os autistas se interessam muito pelos tablets (muitas vezes mais até do que por brinquedos comuns), o que faz com que os pais consigam incentiva-los a fazer as "obrigações" (como um quebra-cabeça normal...) e depois podem se divertir no iPad.
Além dos aplicativos habituais, aqueles que todos gostam de brincar, como Apps de escrita, reconhecimento de formas, encaixe, desenhos...

Evidentemente, os tablets são mais uma ferramenta na ajuda dos autistas (e de tantas outras doenças), mas não que dispensam todas as outras formas de terapia fundamentais e que tem resultados absolutamente conhecidos e imprescindíveis no tratamento dos transtornos globais do desenvolvimento.

A pergunta que parece óbvia: mas deixar uma criança, que já tem a sua introspecção, debruçada em um iPad, não vai agravar o problema? 
Como em qualquer criança, o equilíbrio deve ser buscado. A escolha do aplicativo ideal, a participação dos pais e, de vez em quando, liberdade monitorada para a criança fazer o que quiser.
Como curiosidade, um link (AutismSpeaks) e as dezenas de aplicativos voltados para o estímulo às crianças com autismo: autismspeaks.org