segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bruxismo - Postado por Jairo Len

Nome exquisito, doença comum que afeta 15% da população.
Bruxismo vem do grego "brikmós", que significa ranger os dentes.
Pode começar bem cedo, quando os bebês tem poucos dentes e fazem barulhos bem altos ao rangê-los, e pode ser estender por toda a vida, dependendo da causa.
As causas do ranger de dentes são de origem odontológica ou psicológica, emocional.
Má oclusão dentária, mordidas cruzadas, obturações irregulares. Assim como stress, ansiedade, tensão, uso de estimulantes (café, álcool) antes de dormir, personalidades do" tipo A" (competitivas, agressivas).
Crianças enfrentando períodos de respiração oral (por rinite, aumentos das adenóides ou amígdalas) também podem ranger mais os dentes.
Nos bebês, o bruxismo simplesmente ocorre porque a arcada está se formando a a oclusão se ajustando. Não há relação entre bebês que rangem dentes e adultos com bruxismo.

O bruxismo, além de ser por si só um sintoma de algumas patologias, pode trazer mais problemas para os dentes e a saúde: desgaste de esmalte, micro-fraturas, danos em obturações, dores de cabeça, dores faciais e problemas na articulação têmporo-mandibular.
Enfim, um círculo vicioso que deve ser avaliado e tratado com cuidado.

O médico (pediatra ou clínico) deve avaliar e fazer os encaminhamentos necessários. A avaliação odontológica é fundamental. O dentista vai fazer as devidas correções locais, se necessárias. Nós vamos avaliar e tratar a parte emocional, respiratória e propor métodos de tornar as noites mais tranquilas.
E na maioria das vezes não há necessidade de se fazer nada.

Eterno clássico da sabedoria popular, a associação entre bruxismo e verminoses nunca foi comprovada cientificamente - e inúmeros estudos sérios já foram realizados tentando relacioná-los.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vacina contra HPV para homens - Postado por Jairo Len

A vacina contra o Papilomavírus humano (HPV) está aprovada e recomendada para os homens (9 a 26 anos). Esta vacina já é usada há alguns anos em mulheres, protegendo contra o HPV, um vírus que causa verrugas genitais e câncer de colo uterino (nelas) e câncer no pênis (neles). Em ambos, aumento significativo de câncer faríngeo e oral.
Da série "salve-se quem puder", inicialmente só se recomendava a vacina em meninas e mulheres - mantendo os transmissores (homens) livres do ônus. Justiça foi feita, e eles também devem ser vacinados.
Brincadeiras à parte, a doença também é séria nos homens, ainda que bem mais frequente em mulheres (5 a 10 vezes mais).
Como todas as doenças sexualmente transmissíveis, as mulheres tem maiores chances de aquisição, por conta da extensa área de mucosa.

Tabu
Nos primeiros anos da vacina em meninas, posso confessar que muitos pais achavam "um absurdo" aos nove, dez ou doze anos suas filhas serem vacinadas contra uma doença sexualmente transmissível (DST).
Aos poucos fomos convencendo um a um - dizendo que a primeira vacina contra DST a gente recebe assim que nasce - como é o caso da hepatite B.
Vacinar contra HPV não é "liberar" os adolescentes para a vida sexual, e sim protegê-los.
Quando as meninas perguntam, lá na Clínica: "mas porque eu devo tomar esta vacina?" - a resposta é que esta vacina protege de uma doença muito importante e que todos os adolescentes devem tomar. Não aplicamos antes porque existe uma idade mínima, que é 9 anos.

A vacina aprovada é a Gardasil (MSD, EUA), que já usamos habitualmente na Clínica Len.
A proteção é feita em 3 doses, com intervalo de 2 meses (entre a 1ª e a 2ª dose) e 4 meses (entre a 2ª e a 3ª dose).
Todas as clínicas particulares de São Paulo possuem a vacina. O governo infelizmente não fornece a vacina nos postos de saúde - prefere arcar com o gigantesco custo do tratamento da doença e suas consequências.
A diferença entre homens e meninos é o preço dos seus brinquedos. Precisamos prepará-los para esta transição.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O palhaço na berlinda - Postado por Jairo Len

Por curiosidade, conto sobre o debate que está acontecendo nos Estados Unidos. Literalmente, querem matar o palhaço Ronald McDonald.
Em carta aberta, médicos norte-americanos pedem o fim do palhaço e, principalmente, do McLanche Feliz, que no mundo inteiro dá brinquedinhos inéditos, excesso de sal, gordura, açúcar e centenas de calorias.
A carta faz parte de uma campanha conduzida pela organização sem fins lucrativos Corporação de Responsabilidade Internacional (Corporate Accountability International), conhecida por sua luta para que a marca de cigarros Camel deixe de usar seu mascote, o simpático camelo Joe.
É claro que a obesidade nos EUA, que triplicou nos últimos 30 anos, não depende exclusivamente deste fast food. Acho que a alimentação por lá peca em inúmeros sentidos, até nas quantidades exageradas, baldes de pipoca (chegando no Brasil...), copos que cabem mais de um litro, porções gigantescas.
Talvez evitar essas quantidades seja o mais importante - e, claro, deixar esta comida para ocasiões especiais.
Em Nova Iorque, tramita uma lei que impede a venda de fast food com brinquedinhos de brinde. Na Califórnia, a lei, aprovada, entra em vigor em dezembro.
Na sua casa, você pode criar esta lei...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Crianças que mordem - Postado por Jairo Len

Problema infantil que às vezes se torna um caso de polícia (literalmente): as crianças que mordem outras. Com grande frequência as mães me questionam "como fazer para seu filho parar de morder outras crianças?". São inúmeras os tópicos que envolvem o problema...

Nos Estados Unidos, país da estatística-para-tudo, um terço das crianças matriculadas em pré-escolas mordem ou são mordidas pelos coleguinhas. A faixa etária gira entre 1 e 3 anos de idade, raramente acima ou abaixo. "Não deixa de ser uma forma da criança manifestar sua raiva, frustração, necessidade de consolo" - coloca o psicanalista clínico Stanley Goldstein, autor do livro Troubled Children, Troubled Parents (Crianças problema, pais problema, na tradução livre). Problema grande.
Pais de mordedores e mordidos entram em conflitos na escola, na diretoria, na vida social e (mais por lá nos EUA) na justiça. Muitos pais acham que seus filhos, por morderem, serão adultos violentos. Goldstein lembra as palavras de Jean Piaget: "as crianças não pensam como os adultos". " Os adultos precisam administrar intervenções sob orientação com a criança. Isto inclui reagir rapidamente e educar as crianças a não usar seus dentes como armas".

Mas como podemos, na prática, ajudar? Muitas vezes os adultos ficam sem reação, e isso não é bom.

Primeiro, lembro sempre que o mordedor habitualmente morde em casa, os pais, irmãos, babá. Seja firme. Não permita que seu filho morda. Surpreenda, reprimindo, antes da mordida. Mostre sua insatisfação. Diga um "não" bem audível e não deixe a criança morder. Interrompa o "ato".
Mordida interrompida, converse (sem ser formal e prolixo) com a criança. Lembre que ela tem 1 a 3 anos, e que grandes discursos nesta idade não são bem compreendidos. “Os adultos precisam aprender a falar de forma simples e direta, com frases curtas, para que a criança consiga entender que o que fez é errado”.

E na escola?
Jana Martin, membro da Academia Americana de Psicologia, que foi consultora em centros de acolhimento a crianças por quase 30 anos, recomenda também que as creches tenham uma sala ou um espaço reservado e calmo, onde as crianças possam ser levadas para se acalmar. A criança deve ficar lá por pelo menos três minutos (ou um minuto por idade) para que pense e entenda o que fez.
As professoras de crianças mordedoras devem ter atenção redobrada nestas crianças, antecipando a mordida, chamando atenção, desviando a atenção, achando outra atividade lúdica para o mordedor.
Recomenda-se também que a criança que foi mordida é que seja o centro das atenções, e não o mordedor (pode ser isso que ele está querendo!). Ao mordedor, a repreensão. E (se tem mais de 2 anos) deve consolar a vítima, pedir desculpas.
Em um dos textos que li, um especialista inglês diz que o ideal, no momento da mordida, é um sonoro não e, ao separar as crianças, mantenha-se entre elas, de costas para o mordedor. "Não dê a atenção que ele quer."

Nas palavras de Goldstein, algo que sempre falo aos pais: “Primeiro os adultos devem aprender a reagir de forma propositiva (certa, fixa, contínua) ao comportamento mordedor. Em seguida, devem prestar bastante atenção para identificar o que leva a criança a agir daquela forma”.
 Por isso, outro ponto muito relevante: algumas crianças estão sendo violentas porque estão sofrendo violência, física ou psicológica. Principalmente se dar mordidas não combina com o perfil do seu filho, se foi uma atitude repentina, se começou após 2 ou 3 anos. É claro que nestas horas a ajuda de um profissional (psicólogo/a) deve ser procurada.

As atitudes de coibir as mordidas devem ser sinérgicas entre casa e escola. Ilustrando a dificuldade disso, eu faria uma inversão no nome do livro de Goldstein: "Pais problema, crianças problema".

Todos os profissionais tem alguns pontos em comum, como nunca revidar (você, adulto) as mordidas do seu filho, seja mordendo ou batendo. E, por mais que você morra de vontade, não peça para seu filho fazer o mesmo. Até porque não educa o mordedor e, eventualmente, cria mais um na praça...

Como em todo processo de educação, lembro que as coisas demoram...meses, semestres, às vezes anos. Mas acontecem, desde que os pais façam uma de suas principais obrigações: educar os filhos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mãe é mãe - Postado Por Jairo Len

Falando um pouco mais sobre as mães...
Hoje li uma notícia interessante, comprovando que as alterações no cérebro materno durante a gravidez podem se tornar uma "nova anatomia" - o cérebro muda, estruturalmente, para sempre.
Pilyoung Kim, uma neurocientista do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, junto com pesquisadores da Universidade Yale e da Universidade de Michigan produziram mapas detalhados do cérebro de 19 mulheres poucas semanas depois de elas terem dado à luz.
O mapeamento cerebral foi repetido 3 meses depois.
Algumas áreas, incluindo hipotálamo e substância negra (regiões que estão associadas à preocupação, ao aprendizado e à formação de sentimentos positivos relacionados aos recém-nascidos) haviam se expandido. Também foi verificado um aumento do córtex pré-frontal, ligado ao planejamento e à capacidade de tomar decisões.

Os cientistas não sabem se a gravidez e a embebição gravídica (retenção de líquidos) é o que causou a mudança no cérebro, se são as fortes emoções que causaram isso ou se é a combinação das duas coisas. Os resultados, porém, indicam que pela primeira vez foi detectada uma relação entre sensações subjetivas das mães e alterações físicas cerebrais.
Os cientistas agora querem saber se o mesmo (em menores proporções) ocorre com os pais.
Fonte: Scientific America

Não é só o corpo que talvez nunca volte a ser o mesmo...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Elas não querem ser mães - Postado por Jairo Len

Hoje li uma reportagem na Folha Equilíbrio, sobre mulheres que optaram em "não ser mães".
Sei que cada um sabe de si e defendo muito isso - cada um pode ser o que quiser, desde que não prejudique os outros, como é o caso destas mulheres. Não tenho nada a ver com isso...
Mas preciso fazer um "testemunho"...
Confesso que não conheço nenhuma mulher que "não quer ser mãe". Meu círculo de amizades não é gigantesco, mas nunca me deparei com alguma mulher que falasse isso. Já conheci mulheres que perderam o timing de serem mães, ou realmente não conseguiram engravidar, e assim levam a vida, felizes (ou não?), conformadas, com outros focos e objetivos de vida.
Mas conheço uma outra face: mulheres que (dizem) que não queriam ser mães, mas... engravidaram "sem querer" e tiveram seus filhos.
Todas elas (todas - 100%) dizem que foi a melhor coisa que aconteceu e podia ter acontecido na vida delas. E, evidentemente, continuam 'super-mulheres" mas tem os filhos como a coisa mais importante da vida.
São inúmeras mães de pacientes que tiveram filhos fora dos planos. Por ironia, parecem as mais apaixonadas pelos seus filhos.
Olhando por outro ângulo, também afirmo que ninguém que eu conheço se arrepende de ter filhos, até nos casos mais complicados, tanto para engravidar, adotar ou criar. E também mães profissionais com excelentes cargos e salários que optaram em parar um pouco ou mudar o ritmo de vida após o nascimento dos filhos. Não se arrependem.

Na reportagem da Folha, exclusiva para assinantes (clique aqui para ler) você vê varias psicólogas e "não-mães" contando suas histórias e seus pontos-de-vista. Mas acho que faltou alguma coisa.

Pietá, de Michelangelo - uma das grandes representações da maternidade.
Você não agarraria com mais força?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ovo - Postado por Jairo Len

Os ovos ainda são, para muitos, uma incógnita alimentar. "Posso dar aos meus filhos diariamente?" Vamos falar aqui dos ovos de galinha.
Os ovos são ricos em nutrientes: contém fósforo, potássio, vitamina A e B, proteínas (cada ovo tem 6 g de proteína, equivalente a um copo de leite), ferro (pouco, 1 mg por ovo).
Cada ovo tem 80 calorias, o que é relativamente pouco - o mesmo que uma barra de fibras ou uma fruta grande.
O problema dos ovos é que eles são ricos em colesterol. Cada ovo (gema + clara) fornece 280 mg de colesterol.
Para você ter uma idéia, 100 g de carne de vaca tem 123 mg de colesterol, sendo carne "magra". Se tiver média gordura (picanha), tem o mesmo colesterol que o ovo. O frango sem pele tem 100 mg de colesterol para cada 100 g. Um copo de leite integral (200 ml) tem 30 mg.
Existem algumas características específicas para a gordura de cada alimento, mas estes números são para se ter uma noção básica.

O detalhe importante: quem não tem problemas com o metabolismo de colesterol (seja criança ou adulto) não tem que ter medo destas miligramas acima... Pode comer o quanto quiser.
 
O excesso de alimentos com colesterol tem importância para aqueles que não metabolizam direito este tipo de gordura. Problema, geralmente, de origem genética. Tenho vários pacientes infantis com colesterol alto, que não devem comer ovo à vontade. Os demais, aproveitem.

Alguns detalhes em relação ao ovo, saindo da seara nutricional.

Ovos são tradicionais reservatórios da salmonella, uma bactéria chatíssima. A salmonella não aguenta altas temperaturas - aos 80-90ºC ela é destruída. Portanto, ovos devem ser ingeridos sempre bem cozidos, mexidos ou omeletes "bem passados".

Quanto a lavá-los antes de guardar na geladeira (nunca guarde na porta da geladeira): se comprou ovos bem embalados, em caixas de plástico bem fechadas, não há necessidade de lavar. Ovos de qualidade são lavados ainda na granja e com substâncias antissépticas, que tráz proteção. Lave-os logo antes de consumir. No caso de ovos mais "rústicos", comprados na beira da estrada, você deve lavar, assim como lava uma fruta ou uma lata de refrigerantes antes de colocar na gelareira.
Quanto a ovos com baixo colesterol ou ricos em ômega 3 e 6, não perca seu dinheiro. Nada comprovado.

Por fim, uma curiosidade: você sabe de onde vem a diferença entra a cor dos ovos (brancos ou marrons)? Depende somente da raça da galinha. Galinhas brancas botam ovos brancos, galinhas vermelhas/marrons colocam ovos com estas tonalidades. O conteúdo nutricional é o mesmo.

Estes ovos de boteco é que são a maior dúvida. Como são feitos? Quem come??

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Qual vacina? - Postado por Jairo Len

Desculpem a repetição do assunto, mas escrevo sobre "tipos de vacina" novamente porque, nesta semana, respondi algumas vezes perguntas como essa:
"Na empresa que trabalho vão vacinar contra gripe...com a vacina do Instituto Butantan...Devo fazer ou procuro uma clínica particular?"
Na minha opinião, as vacinas produzidas nos laboratórios como a GSK (Bélgica), SanofiAventis (França) e Novartis (EUA) tem uma qualidade melhor. Quem pode pagar por elas, deve preferi-las. Particularmente para influenza, o preço não é elevado.


Você escolhe a dedo a marca de linguiça e salsicha que seus filhos comem, o sabonete e a pasta de dente que usam, a marca de palmito. Confia na marca, no produtor. Como escolheria um "vírus vivo atenuado" para ser aplicado no seu filho??

Como não conheço a fundo o Instituto Butantan, vou transcrever, sem alterar um pingo, a entrevista que o Dr. Jorge Kalil deu à revista Veja meses atrás. O pequisador, diretor do Instituto Butantan, é uma dos maiores nomes em imunologia no Brasil e do mundo:

O Senhor assumiu a presidência do maior fabricante de vacinas do país, o instituto Butantan. Por que o Brasil exporta apenas 5% de sua produção total?
Nosso processo de produção precisa se adequar aos padrões de qualidade estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. A OMS exige, por exemplo, que cada etapa da fabricação da vacina seja feita em um ambiente com o sistema de ar condicionado isolado, o que reduz drasticamente o risco de contaminação do produto. Não temos isso. Aqui, todas as salas estão ligadas a um único sistema. O mesmo vale para as roupas utilizadas pelos pesquisadores que devem ser trocadas a cada etapa da produção da vacina. Nós também não temos isso. A OMS preconiza que o número de partículas de detergentes usados na limpeza das salas e dos materiais seja o dobro do que temos hoje. Todas essas adequações lá estão em andamento. Até 2015 o número de doses produzidas, hoje na casa de 200 milhões ao ano, vai dobrai - e poderemos exportar mais.
O não cumprimento das exigências da OMS influencia a qualidade da vacina brasileira?
Na eficácia, não. Nossas vacinas são tão boas quanto quaisquer outras produzidas pelos grandes laboratórios internacionais. A diferença está nos eleitos colaterais. Em geral, independentemente do local onde são fabricadas, elas podem causar um quadro leve de febre ou diarreia. Se, durante o processo de fabricação, sobra um restinho de micro-organismo, essas reações adversas tendem a se agravar - o que, apesar de prejudicar a ação da vacina, pode comprometer a adesão aos programas de imunização. Atualmente, com as nossas vacinas, a incidência desses sintomas mais severos é de um caso em I milhão. Com as novas normas, a expectativa é que eles ocorram em apenas uma em cada 10 milhões de pessoas vacinadas.

Para não dizer que é cisma, gostaria de dizer que acho o Butantan um dos melhores e interessantes passeios que você pode fazer com os seus filhos, um lugar que todos devem conhecer. A arquitetura "art deco", o serpentário, o museu e o belo parque no entorno. Vale a pena.


Trabalhos do artista romeno Istvan Laszlo. Diferente das obras dele, nem tudo "por dentro"
é parecido com o que podemos enxergar...

terça-feira, 3 de maio de 2011

"Mc alimentação saudável" - Postado por Jairo Len

É rir para não chorar.
Se teve a oportunidade de folhear a Veja (e outras revistas), você deve ter visto uma propaganda do McDonald's, cujo slogan é:
"O McDonald´s não pensa só no que seus filhos querem. Pensa no que você quer para os seus filhos".
E a descrição da "maravilha" que é a comida fast food feita por eles, agora com um néctar Del Valle à venda para abrilhantar a boa alimentação.Já escrevi sobre estes "refrescos e néctares" em outro post, clique aqui para ler.
E a propaganda continua dizendo que o hamburguer é 100% bovino, o frango dos nuggets é selecionado e a batata é frita em óleo controlado.
Esqueceram de dizer as milhares de calorias que um combinado pode ter, que a alimentação saudável passa longe da comida fast food, e isso já está comprovado em inúmeros estudos, relação com colesterol, obesidade e hipertensão.
Tenho certeza que comer de vez em quando este tipo de comida não vai causar problemas para ninguém, sem radicalismos. Mesmo os néctares (açúcar + corante + espessante + antiespumante) não são venenosos.
Mas dizer isso faz um bem...é demais.

Poderia o McDonald's se vangloriar da campanha Mc Dia Feliz, aonde ajuda de forma polpuda as crianças com câncer atendidas pelo GRAAC e outras instituições. Uma ação que deveria ser copiada por todos, que já rendeu mais de R$ 100 milhões em 12 anos, para inúmeras instituições. Dia em que vale a pena comer um Big Mac.