quinta-feira, 25 de março de 2010

Vacina H1N1 - Mais detalhes - Postado por Jairo Len

Após o último post, recebi alguns e-mails com dúvidas sobre alguns detalhes da vacina H1N1, assim como da vacina contra influenza sazonal. Compilo e respondo todas aqui:

- A campanha de vacinação do governo para crianças restringe-se para crianças entre 6 meses e 2 anos de idade.

- Crianças abaixo dos 6 meses não podem ser vacinadas contra influenza (nem nos postos, nem nas clínicas particulares). A vacina não tem estudos de segurança nesta faixa etária.

- Na primeira vez que uma criança (abaixo dos 9 anos de idade) recebe a vacina contra influenza, é necessária uma segunda dose, 1 a 2 meses após. Nos anos seguintes este reforço não será mais necessário - basta uma dose para imunizar. Isso sempre valeu para as vacinas contra influenza (H1N1 ou Sazonais).
Por isso coloquei no post que "o reforço" pode ser feito com a trivalente, quando ela chegar. Vale então para crianças que recebem a vacina pela primeira vez.

- Porém, adultos e crianças que receberam a vacina monovalente H1N1 na campanha podem receber a vacina trivalente, caso queiram proteger-se contra as gripes sazonais (mesmo aquelas crianças que não necessitariam de reforço por já terem sido vacinadas em anos anteriores).

- A boa notícia: a vacina contra influenza trivalente (H1N1 + sazonais) chegará, com certeza - e dois laboratórios vão trazê-la - a Solvay Pharmaceuticals (Inglaterra) e a Sanofi-Aventis (França). A data (incerta) é final de abril ou início de maio.



- Não fiquei sabendo de casos com reações importantes após a vacinação. Quanto à imunidade que cada marca de vacina confere, jamais saberemos...

- Na contra-mão: Não vacinar crianças dos 2 anos em diante é uma atitude ignorante quando se quer evitar uma epidemia. As crianças escolares, quando imunizadas, diminuem em 60% a circulação do vírus e a doença na população não-vacinada.
As mesmas crianças que ficaram 3 semanas sem aulas no ano passado. Aliás, espero que a mesma insanidade não seja cometida neste ano.
O estudo que comprova isso, atual, imunizou população dos 3 aos 15 anos.
Para quem quiser ler (resumo em inglês), segue o link:
http://pediatrics.jwatch.org/cgi/content/full/2010/324/1?q=featured_pa

terça-feira, 23 de março de 2010

Vacina H1N1 - Filtrando... - Postado por Jairo Len

Finalmente chegou a data da vacinação pública das crianças de 6 meses a 2 anos de idade (entre os dias 22 de março e 2 de abril). Como já esperava, recebo dezenas de e-mails e dezenas de ligações por dia com a pergunta: "Devo vacinar meu filho?". Além de perguntas diferentes, como: "Você tem alguma informação privilegiada?", "Você aplicou nos seus filhos?", "Você tomou esta vacina?"...
Comentei com muitas mães e pais que só me pronunciaria após as primeiras duas semanas de vacinação pública, que colocou os profissionais de saúde e os índios como cobaias...
Até aonde seja publicado (o site do Ministério da Saúde e da ANVISA parecem estar em outra galáxia em relação a isso) não existe nada relacionado a reações sérias.
Os efeitos colaterais são o de quaisquer vacinas, como febre, dores pelo corpo, dor no local da vacina, mal estar geral - e só ocorrem em raros casos.

Sempre fui 100% a favor das vacinações anuais contra influenza, com boas vacinas.

Em relação à vacina da GSK (uma das usadas pelo governo) posso assegurar
que é extremamente segura, feita com tecnologia conhecida há mais de 10 anos, e todo o processo de fabricação, aprovação, testes, etc... são colocados com clareza "solar" no site da GSK - http://www.gsk.com/media/pandemic-flu.htm).
A vacina contra influenza (sazonal ou pandêmica) não é uma novidade nem foi feita com "pressa".

Em relação à vacina do Instituto Butantan, convido você a procurar informações detalhadas no site do Butantan, se estiver no ar - http://www.butantan.gov.br/, ou no site da ANVISA - http://portal.anvisa.gov.br.
Note a diferença intergaláctica entre as informações ali obtidas e no site da GSK.

Enfim, vacinar ou não os pré-escolares pelo governo?


Infelizmente não tenho 100% de certeza de quando as Clínicas Particulares vão receber a vacina trivalente, que julgo a ideal para nossos filhos e nós.
A informações mais recentes dizem que é no final de abril. O problema está na monopolização do governo pela vacinação. A Solvay Pharmaceuticals vacina já pediu autorização da sua vacina trivalente, pela ANVISA, há meses - mas parece que não há extrema boa-vontade na liberação.

Como não tenho certeza de quando terei a vacina trivalente, tenho orientado aos pais que realizem a primeira dose para seus filhos nos postos de saúde e, assim que chegar a vacina Solvay na Clínica, faremos o reforço.
Ainda coloco, claro, que a decisão final de vacinar ou não nos postos depende dos pais, que devem fazê-lo baseado no que leem, no que tem acontecido nos EUA e na Europa em relação à segunda onda da epidemia, nas informações sérias (não nos e-mails/spams) que podem ser achadas na internet.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Equoterapia - Postado por Jairo Len

Nesta semana uma mãe de paciente me pediu um atestado para que a filha, portadora de Síndrome de Down, seja autorizada a praticar EQUOTERAPIA.
Já faz décadas que a equoterapia existe e eu já tive alguns pacientes que se beneficiaram com este tipo de fisioterapia - ainda extremamente desconhecida pelas pessoas.

A equoterapia é a utilização do cavalo como recurso terapêutico para o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência ou de necessidades especiais. A equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais.
Quatrocentos anos antes de Cristo (400 a.C.) Hipócrates utilizou cavalos para "regenerar a saúde" de seus pacientes. Há 40 anos o método foi reinventado nos EUA. No Brasil a equoterapia foi oficializada em 1997.

Na descrição de uma fonoaudióloga de uma equipe muti-disciplinar de equoterapia:
"Durante toda a sessão, os terapeutas também ajudam a estimular a auto-confiança, auto-estima, fala, linguagem, estimulação tátil, lateralidade, cor, organização e orientação espacial e temporal, memória, percepção visual e auditiva, direção, analise e síntese, raciocinio, e varios outros aspectos. Na esfera social, a equoterapia é capaz de diminuir a agressividade, tornar o paciente mais sociável, melhorar sua auto-estima, diminuir antipatias, construir amizades e treinar padrões de comportamento como: ajudar e ser ajudado, encaixar as exigências do próprio indivíduo com as necessidades do grupo, aceitar as próprias limitações e as limitações do outro."

Ainda que indicada especificamente para pessoas com necessidades especiais, acredito que muitas pessoas que se consideram "normais" poderiam se beneficiar com atividades como esta.
Existem centenas de grupos de equoterapia em atuação no Brasil.

terça-feira, 16 de março de 2010

H1N1 - Coisas do governo - Postado por Jairo Len

Já falei várias vezes aqui no blog que não concordo com inúmeras políticas de saúde do governo brasileiro e da ANVISA (que é o órgão regulador em saúde do governo).
Em relação à vacinação contra gripe suína, tenho sido questionado pelos pais: "porque o governo não vai vacinar contra H1N1 a faixa dos 2 aos 19 anos"...?
Atenta ao blog, uma amiga e mãe de pacientes comenta:
"Como pode......tamanha incoerência....ano passado o governo causou um caos geral quando prorrogou em 15 dias as férias escolares (30 dias) da escolas de educação infantil, fundamental, médio e faculdades..,ou seja, mandou ficar em casa pessoas de 2 a +-25 anos.......e agora esses que tiveram que ficar de quarentena em casa não recebem a vacina? Não são mais de grupo de risco? de um ano para o outro o vírus mudou o plano de ataque?????"

Não há explicação razoável. No mundo todo a estratégia de combate à gripe suína atenta-se justamente aos escolares, grandes transmissores das doenças infecciosas - independente de estarem no grupo mais afetado pela doença. O gerente da Área de Vigilância em Saúde, Prevenção e Controle de Doenças da OPAS (Organização PanAmericana de Saúde), o brasileiro Jarbas Barbosa, é enfático ao afirmar que "é estratégia mundial de controle ao H1N1 a vacinação de crianças escolares."
Recente estudo canadense publicado no Journal of the American Medical Association comprova que a vacinação e controle de doenças infecciosas em escolares diminui em 60% os casos de gripe em uma comunidade.
O ministro da saúde, José Temporão, afirma que "não se pode realizar estratégias de saúde pública baseado em estudos científicos recentes". Assim podemos entender porque as estratégias de saúde pública do governo fazem o Brasil bater recordes mundiais de dengue, febre amarela, norovírus, meningite C, infecções em UTIs neonatais e mortes por gripe H1N1...

Em abril, os brasileiros (que puderem pagar) vão ter acesso à vacina trivalente contra H1N1 e gripe sazonal para qualquer faixa etária. E certamente o farão, assim como protegeram seus filhos contra catapora, meningite C, meningite pneumocócica, hepatite A - pagando pelas vacinas que evitariam 6.000 mortes de crianças, anualmente, no Brasil de Temporão.


segunda-feira, 15 de março de 2010

Pais superprotetores e dano cerebral - Postado por Jairo Len

Não existem limites exatos do que é ser superprotetor ou não... Todos nós conhecemos pais superprotetores, assim como pais nada-protetores, pais não-educadores, pais mal-educadores, e assim por diante...

Problemas da superproteção
Além de inibir a liberdade dos seus filhos, os superprotetores também podem reduzir a velocidade de crescimento do cérebro de seus filhos em uma área vinculada a doenças mentais.
Um estudo publicado na revista ScienceDirect (Relationship of parental bonding styles with gray matter volume of dorsolateral prefrontal cortex in young adults) mostrou que as crianças cujos pais são superprotetores ou negligentes são mais suscetíveis a desordens psiquiátricas.

A equipe do pesquisador japonês Kosuke Narita, da Gunma University, no Japão, mostrou que os jovens com pais superprotetores tinham menos massa cinzenta em uma área particular do córtex pré-frontal, em relação àqueles que tiveram relações saudáveis com seus pais. Esta parte do córtex pré-frontal se desenvolve durante a infância, e anomalias lá são comuns em pessoas com esquizofrenia e outras doenças mentais.

O estudo causou reações controversas mundo afora - há pesquisadores que dizem que o que existe é justamente o contrário: as crianças já apresentavam problemas cerebrais e por isso seus pais as superprotegeram...

Controvérsias a parte, acho que este estudo serve para demonstrar como as atitudes dos pais são marcantes, desde a infância, para o desenvolvimento de seus filhos por toda a vida. Por este motivo, assim como escolhem uma escola com tanto critério, os pais deveriam sempre pensar e auto-avaliar como tem sido a educação que seus filhos estão recebendo em casa.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mochilas e coluna - Postado por Jairo Len

As aulas já começaram há mais de um mês e ainda tenho recebido e-mails sobre as mochilas escolares, o peso delas, o melhor modelo, etc... Tive até que fazer um atestado pedindo para uma escola que "deixasse" que o aluno mantivesse seus livros em um armário, porque levá-los para casa diariamente seria muito pesado...
A meu ver todas as escolas deveriam, obrigatoriamente, ter armários individuais disponíveis para todos os alunos. Além de diminuir o peso das mochilas, ajuda na capacidade de organização das crianças, uma vez que elas terão que manter seus armários arrumados.
Fora isso, sabe-se classicamente que a mochila nunca deve pesar mais que 10% do peso da criança. O que torna o armário escolar fundamental. Crianças de 20 kg não devem carregar nas costas mais do que 2 kg.
Outro ponto: as mochilas devem ser simples, sem dezenas de bolsos, o que faz com que as crianças acumulem objetos desnecessários e mais peso. E as mães devem fazer a "limpeza" semanal desta tranqueirada que eles acumulam...
As alças devem ser acolchoadas, reguláveis e reguladas para que a mochila se ajuste às costas. E, para as crianças que andam bastante até chegar na escola, a alça para a cintura deve ser ajustada - para que a mochila não fique batendo na região lombar.
Sempre mantenha a mochila com as duas alças nas costas, evitando sobrecarregar sempre o mesmo lado da coluna.

Quando lembramos de qualquer filme que se passa em uma escola norte-americana, a imagem dos armários é bem nítida, certo? Eles descobriram, faz tempo, através das suas infindáveis estatísticas, que a dor nas costas é um sério problema de saúde em crianças e adolescentes e que seu custo, devido ao absenteísmo, fisioterapia, medicamentos e RPG é gigantesco.

terça-feira, 9 de março de 2010

Vacina contra Gripe II - Postado por Jairo Len

Repetindo o que escrevi na última postagem: as informações sobre a vacina contra gripe são as mais desencontradas possíveis...
Algumas atualizações e respostas a e-mails que recebi:

- Em primeiro lugar, gostaria de colocar que é incrível como a liberação das vacinas de influenza pela ANVISA, para as clínicas particulares de vacinação, está demorada neste ano. Parece uma incrível coincidência que o governo faz sua campanha vacinal-eleitoral e os lotes das demais vacinas ficam encalhados para liberação...

- Uma lactante (bebê com 2 meses) me pergunta se vacinar-se contra H1N1 protege a criança. Infelizmente não. Os anticorpos vacinais não passam pelo leite materno. Em caso de gestantes, as defesas (anticorpos) passam para os recém-nascidos e duram alguns meses.

- Grávidas podem receber a vacina H1N1 e a sazonal - desde que receitadas pelo obstetra.

- Uma boa notícia: a Solvay Pharma informa que as cepas de sua vacina trivalente contra Influenza englobam: A/California/7/2009 (H1N1)-like strain; A/Perth/16/2009 (H3N2)-like strain; B/Brisbane/60/2008-like strain.
Traduzindo: a cepa em vermelho é a que protege contra a gripe suína, em verde e azul as duas cepas que protegem contra a gripe sazonal.
Esta vacina deve ser a primeira a ser licenciada para a rede particular, caso a ANVISA permita.

Portanto, provavelmente teremos esta vacina na Clínica Len de Pediatria.

- Os pobres cidadãos entre 2 anos e 20 anos não receberão as doses de vacinas do governo. Nem os que tem entre 40 e 60 anos. Diferente de outros países, aonde a vacinação foi universal, para quem queira. Provavelmente o Brasil não tem dinheiro para comprar mais doses, que existem à disposição. Para os caças franceses Rafale não houve falta de dinheiro, mesmo custando o dobro do preço dos caças suecos.

- Bebês com menos de 6 meses não podem receber a vacina.

- Devemos levar as crianças entre 6 meses e 2 anos para receber a vacina? Vou aguardar a vacinação iniciar para esta faixa etária e ver se chego uma conclusão... Repito que eu só aplico e receito vacinas que sei exatamente aonde são produzidas. Confiança em vacinas é confiança no laboratório produtor. Não se compra vacinas por pregão de preços ou acordos comerciais.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vacina contra H1N1 - Postado por Jairo Len

Mais uma vez recebo dezenas de telefonemas e e-mails diariamente sobre a chegada da vacina contra Influenza A-H1N1. As duas perguntas mais frequentes:
- Devo recebê-la? Meu filho deve recebê-la nos postos de saúde?
- Teremos a vacina H1N1 na Clínica?
Começo pela segunda pergunta. Provavelmente não. Teremos, com certeza, a vacina tríplice, do Laboratório Solvay - mas que não contempla a cepa A/California/7/2009(H1N1) - a cepa que protege contra o vírus da gripe suína. A vacina que chegará às clínicas particulares é a vacina sazonal, que temos todos os anos, recomendada pela OMS para o hemisfério sul...
Não há previsão de chegada da vacina monovalente H1N1 nas clínicas particulares de vacinação.
O FDA (U.S. Food and drud Administration) aprovou as vacinas monovalentes H1N1 dos seguintes laboratórios: CSL Limited (AstraZeneca), ID Biomedical, MedImmune LLC, Novartis Vaccines and Diagnostics Limited, Sanofi Pasteur, Inc. e GlaxoSmithKline.
Como as coisas aqui no Brasil são sempre incertas e imprecisas, pode ser que a vacina chegue para nós. Comunico aqui no Blog.

A primeira pergunta é mais complicada. Devemos tomar a vacina monovalente H1N1 nos Postos de Saúde, se for a única opção?
A resposta ainda não vai fazer você concluir nada... Eu acho que a segurança de uma vacina de gripe suína (ou quaisquer outras vacinas) depende da sua origem, do laboratório produtor. Conhecemos os grandes e confiáveis laboratórios - como estes citados acima e outros: Meizler Biopharma, Baxter, MSD, etc...
Se a vacina contra gripe suína for fabricada por algum destes laboratórios, é segura. Os estudos e vacinações no exterior já concluíram que esta vacina é como as demais vacinas contra influenza. Pode ter seus efeitos colaterais, como dor no local da aplicação, dores pelo corpo e mal estar, febre.
Convido você a checar a página do CDC (Center for Disease Control and Prevention), órgão regulador norte-americano. O conteúdo infelizmente é em inglês, mas uma rápida olhada nos dá uma noção que este assunto é tratado de forma seríssima por lá.
http://www.cdc.gov/h1n1flu/vaccination/vaccine_safety_qa.htm
Convido em seguida a checar a página do Ministério da Saúde do Brasil.
http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=1616&CO_NOTICIA=11005
Você vai notar que a preocupação brasileira é outra, menos científica e mais publicitária. E que 33 milhões de doses vem do Instituto Butantã. Além disso, existem dois laboratórios chineses (o principal é o Sinovac) que vendem vacinas ao governo brasileiro.

Em breve coloco aqui alguma conclusão mais precisa. Vamos deixar a imunização do governo iniciar.

terça-feira, 2 de março de 2010

Maconha e Psicose - Postado por Jairo Len


Ainda ouvimos por aí que "maconha" é melhor que cigarro, que não faz mal, não causa câncer, que existem fins terapêuticos para a cannabis sativa (existem mesmo e são indicados em casos muito selecionados, em poucos países do mundo)...
Já se sabe que, como todo produto fumígeno (charuto, narguilé, caximbo, cigarros) a maconha é cancerígena.
Maconha dobra a chance de psicose
Pesquisadores do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, estudaram mais de 3.800 homens e mulheres nascidos entre 1981 e 1984 e os acompanhou após 21 anos.
Jovens que fumam maconha por seis anos tem o dobro da probabilidade de sofrer episódios psicóticos, alucinações ou delírios do que pessoas que nunca usaram a droga. Um exemplo deste tipo de psicose: esquizofrenia.
As descobertas fortalecem uma pesquisa anterior que relacionam psicose à droga – particularmente em sua forma mais potente, o skunk – e suscitará maiores debates sobre o nível de controle de seu uso. Mesmo proibida, estima-se que 200 milhões de pessoas façam uso de maconha no mundo.

A descriminalização da maconha é um debate sem fim, mas argumentos como os achados neste estudo são mais um motivo para não cometermos leviandades em nome da liberdade individual...