quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Boas férias - Postado por Jairo Len

Como nos anos anteriores, além de desejar ótimas férias para todos, faço algumas lembranças e recomendações para as viagens com crianças - retiradas das perguntas que me fazem no dia-a-dia.

Em primeiro lugar, uma coisa que não consigo entender - deve ter algum motivo, não pode ser por pura mediocridade: nossos passaportes (novos, de capa azul) não tem os nomes da mãe e pai - só o nome do indivíduo. Não esqueça de levar junto a carteira de identidade ou certidão de nascimento  originais dos seus filhos para o aeroporto. Neste ano, nas duas vezes que saímos, tivemos problemas - não fosse as carteiras de identidade que carregamos sempre, teríamos que passar no juizado de menores. E o mais patético é que os agentes da polícia federal parece que estão vivenciando a situação pela primeira vez na vida...
Ou seja, o passaporte não mostra que seus filhos são seus filhos - você tem que provar. País da piada pronta, como diria José Simão.
Outro ponto prático - mas dúvida frequente: água mineral é vendida à vontade após a passagem pela polícia federal, nos saguões de embarque. Compre. Não dependa dos comissários de bordo, que parecem estar sempre em greve...(Obs: nas companhias norte-americanas, sejamos justos).

Fora isso, questão burocrática, vamos à prática.
Não esqueça de ter em mãos alguns remédios básicos, a farmacinha. Além dos analgésicos (Tylenol, Alivium, Novalgina), é sempre bom ter medicação para náuseas e vômitos, antialérgicos, pomada para picada de insetos e, determinadas crianças, leve um antibiótico.
Esta lista é muito individualizada, cada pediatra recomenda uma ou outra coisa. Consulte o seu.

Para os voos, sempre recomendo que os pais tenham em mãos o Dramin B6 gotas. Muitas crianças ficam enjoadas e mareadas em viagens aéreas, e o medicamento pode ser fundamental. Analgésico também é bom levar na bolsa.
Comidinha de bordo (salgadinhos, porcaritos, balinhas): tenha em mãos. Não se esqueça.

Para o litoral brasileiro, fundamental ter repelentes, à base de DEET (Off Kids) ou Icaridina (Exposis). Liberados em crianças acima dos 2 anos de idade e usados com moderação, quando necessário, a partir dos 6 meses de vida.
Bloqueadores solares, nem preciso falar, todos já carregam. Se estiver nos EUA, encha a mala... O preço é 4 vezes menos e as opções, infinitas. Como tudo, aliás.

Boas férias! Férias são a grande oportunidade da gente não poder reclamar da falta de tempo para os filhos...

E tire muitas fotos... Uma às vezes fica ótima...!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lei da Palmada é aprovada - Postado por Jairo Len

A votação ainda vai para o senado, mas a Lei da Palmada foi aprovada pela câmara dos deputados ontem.
Já me perguntaram algumas vezes o que eu acho desta lei - que proíbe e pune os pais que fizerem qualquer tipo de violência física em seus filhos. Mesmo uma "palmada".
Já existe a proibição de bater em crianças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas não há uma forma de punição bem direta aos pais, coisa prevista em lei, aonde a polícia pode resolver o problema (como agora com a Lei da Palmada).
Estas leis visam proteger as crianças de sevícias físicas, espancamento, maus tratos, e a "síndrome da criança espancada".
Não acredito que os deputados realmente estejam pensando naquela palmada "educativa" que quase todos nós (acima dos 30 ou 40  anos) recebemos dos nossos pais, e sim nos exageros que vemos o tempo todo por aí.
O problema: é tênue a linha que separa as duas situações e isso depende de inúmeros fatores culturais, sociais e econômicos. A meu ver ninguém vai chamar a polícia porque um pai deu um tapa na mão do seu filho que estava colocando um clips na tomada 110 volts (após o pais ter pedido dez vezes que a criança não faça aquilo).
Mas ficará mais fácil denunciar os pais de crianças que estão recebendo maus tratos físicos.

É claro que não faltam leis neste país - falta civilidade e falta que as leis sejam cumpridas.
De qualquer forma, acho a lei válida, desde que posta em prática com bom senso. Resta saber se as incríveis estatísticas sobre a síndrome da criança espancada vão diminuir.

Em tempo, a meu ver também deveriam ser severamente punidos aqueles que promovem a falta de remédios para doenças crônicas em crianças, falta de vagas e professores bem remunerados em escolas, de merenda escolar de qualidade e de leito em hospitais infantis. Cadeia para eles!

O problema é mundial e acredito que a lei seja para inibir abusos

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Transtorno Dismórfico Corporal - Postado por Jairo Len

Com nome de trava-língua, o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é uma doença descrita há muitas décadas e certamente você conhece algum portador da moléstia.
O Transtorno Dismórfico Corporal é um transtorno mental que se caracteriza por afetar a percepção que o paciente tem da própria imagem corporal, levando-o a ter preocupações irracionais sobre defeitos em alguma parte de seu corpo (por exemplo: nariz torto, olhos desalinhados, imperfeições na pele etc). Essa percepção distorcida pode ser totalmente imaginária ou estar baseada em alterações sutis da aparência, resultando numa reação exagerada, com importantes prejuízos na vida pessoal, familiar, social e profissional. Acomete mais frequentemente as mulheres e inicia-se em geral na adolescência.
Para você ter ideia da seriedade da doença, o TDC é um "primo" do TOC - o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, que todos tem em mente como um problema bem sério.

O TDC piora ainda mais a fragilizada auto-estima dos adolescentes, principalmente das meninas, que imaginam como ideal de beleza aquilo que se vê nas revistas femininas. Mulheres mais crescidas, idem.
Tentam se tratar com comprimidos milagrosos (muito cuidado com os medicamentos de origem duvidosa), dietas esquisitas, cirurgias plásticas sem nenhuma necessidade e assim por diante.
É claro que o TDC se mistura um pouco com os cuidados e obsessões físicas que todos temos hoje em dia, mas psiquiatricamente é tudo bem diferente.
O portador de TDC nunca está contente consigo mesmo, e merece ser tratado.

Essa é clássica...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Elogie do jeito certo - Postado por Jairo Len

Sempre escrevo aqui no blog que não existe um modo único e certeiro de se educar uma criança (em todos os sentidos).
Mas para a construção deste processo muitas vezes recebemos dicas preciosas.
De uma mãe (que me parece educar muito bem suas duas filhas) recebi um texto muito interessante nesta semana. No texto, o psicólogo Marcos Meier mostra uma sutil diferença em como se fazer elogios para a criança. Muitos de nós talvez já façam isso naturalmente, outros não... De qualquer forma, vale a leitura:

Clique aqui:  Elogie do jeito certo, texto de Marcos Meier

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Soja e hormônios - Postado por Jairo Len

É frequente o questionamento dos pais em relação ao consumo de derivados de soja e a ação das isoflavonas, hormônios naturais da soja (fitoesteróis). A soja (assim como a alfafa, arroz, trigo, maçã, cereja e a linhaça) são alimentos que possuem estes fitoesteróis, cientificamente chamados de desreguladores endócrinos. Substâncias que podem alterar nosso sistema endocrinológico.

VAMOS AOS FATOS
Centenas de estudos já foram realizados para tentar avaliar a relação entre consumo de soja e alterações hormonais (telarca, puberdade precoce) em crianças, e nada se comprovou. Quando pesquiso na literatura médica, existe um ou outro "relato de caso" aonde se aventou esta possibilidade, mas sem qualquer alteração em níveis hormonais que se comprove isso.
Afinal, derivados de soja (AdeS e demais refrescos, assim como os leites de soja) não contém quantidades significativas de fitoesteróis a ponto de desregular nosso sistema endócrino. Bebês que tomam fórmulas à base de soja (NAN Soy, Aptamil Soja, etc.) também não tem alterações hormonais.
É preocupação permanente esta relação (soja x hormônios) e estudos são feitos permanentemente - assim como cobranças por entidades de direito do consumidor e indústria alimentar (nos EUA, ok?).

EM ADULTOS
Para tratamento da menopausa, usa-se a isoflavona concentrada - não in natura - o que tem efeito hormonal comprovado. Inúmeros estudos tem mostrado que o consumo de isoflavonas e fitoesteróis em nível terapêutico podem trazer benefícios para o organismo.
A soja torrada (tipo amendoim) também tem altas concentrações de isoflavonas, mas não conheço crianças que fazem seu uso regular.

De qualquer forma, minha conduta atual é liberar estes alimentos (AdeS e demais refrescos e leites de soja)  para o público infantil, sem preocupações. Mas de olho vivo, sempre.