quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

"Tipos" de vacina - Postado por Jairo Len

Mais uma vez escrevo sobre as diferenças entre vacinas oferecidas em postos públicos de saúde e nas clínicas particulares de vacinação. Esta é uma dúvida muito frequente dos pais.
No início de cada ano as sociedades pediátricas pelo mundo divulgam seus calendários oficiais, o que ocorreu nesta semana com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria. Todo anos o esquema de vacinação tem pequenas alterações.

Clínicas X Postos de Saúde

A principal diferença, a meu ver, está no uso (rede particular) da vacina contra pneumococos 13-valente, ante o uso da Pneumo-10 nos postos de saúde. Esta vacina contra pneumococos, bactérias que causam meningites, otites e pneumonias, é extremamente importante, e estes "3 sorogrupos" a mais que a Pneumo-13 protege são fundamentais para o hemisfério sul. Calcula-se que se todas as crianças a recebecem, teríamos 2.500 óbitos a menos por ano no nosso país. Aplicada com 2-4-6 e 15 meses.

Outra que não é a mesma é a vacina contra rotavírus. Na rede pública, aplica-se a monovalente (que cobre 70%) dos casos, contra a rotavírus pentavalente (rede particular, 99% de cobertura contra a doença). Aplicada aos 2-4-6 meses.

Na rede particular, há mais de uma década se usa a vacina tríplice (DTP, contra difteria, coqueluche e tétano) "acelular", e já combinada com poliomielite inativada, hemófilus e hepatite B (Hexavalente). As vantagens são a necessidade de menos picadas e um número bem menor de reações. A eficácia da hexavalente é muito alta. Aplicada aos 2-4-6 e 15 meses.

Outro detalhe: a vacina contra catapora é aplicada aos 12 meses na rede particular, e nos postos aos 15 meses. Não entendo essa diferença - é uma vacina que deve ser aplicada na idade mínima, como é feita no mundo todo (com 1 ano de idade).

Obviamente não vamos entrar em qualquer mérito de atendimento, armazenamento de dados, registros e vacinas, etc... porque isso é impossível de ser comparado, nem é a principal questão que separa postos e clínicas.

É nesta hora que você percebe como existem diferenças entre a vacinação ideal (que os norte-americanos recebem gratuitamente, e você paga bem caro por aqui) e a vacinação realizada pelo nosso governo - tão preocupado com a sua saúde como está preocupado com a sua segurança, educação, água, luz e corrupção.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Farmacia básica - Postado por Jairo Len

Apesar das férias já estarem quase em fase final, o carnaval já está aí, e as viagens nunca acabam - nem que seja por um fim de semana só...

Uma dúvida muito frequente neste período, e uma necessidade básica para quem viaja com crianças é ter sempre em mãos uma lista de medicamentos para uso em caso de doenças. A idéia não é auto-medicação de filhos, mas sim ter em mãos alguns medicamentos que podem ser muito úteis em casos de febre, vômitos, náuseas e enjoo de movimento, dores de ouvido, irritação ocular, dermatites, etc...

Estive na África do Sul, e sempre (para mim) um programa obrigatório é a visita minuciosa às farmácias locais, ver o que há de medicamentos OTC, aqueles que você compra sem receita. E não havia muita coisa, apesar das farmácias serem gigantes, como as norte-americanas. Em caso de vômitos, por exemplo, não achei nada como o Vonau Flash, que temos por aqui, que são comprimidos de ondansetrona, extremamente eficazes... E foi o medicamento que "salvou" um filho de brasileiros que conhecemos por lá, que apresentava vômitos bem no dia de voar de volta (aliás, um dos maiores pesadelos aéreos...).

Enfim... Recomendo que sempre se tenha em mãos (no voo) algum antitérmico, remédio para enjoos (o tradicional Dramin) e para vômitos (o Vonau Flash).
E, na mala, demais remédios, como algum antialérgico possante, analgésicos, pomadas para picadas de inseto, dermatites, eczemas. Dependendo de cada criança, levar um antibiótico e um colírio, assim como gotas otológicas, para dor de ouvido, é importante.
Claro, para crianças que apresentem seus problemas individuais (asma, infecção urinária de repetição, laringite) a farmacinha é ultra-personalizada.

Evidente que todos os remédios devem ter prescrição e receita médica, e que o pediatra deve sempre ser consultado antes do uso de qualquer medicamento. Hoje em dia, era de wi-fi em qualquer ponto do planeta, não existe mais falta de conectividade.

Aproveite o fim de férias e que a malinha de remédios volte absolutamente intacta.


O Dramin, em voos longos, pode ajudar bastante...