sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Lavar ferimentos é a medida mais eficaz - Postado por Jairo Len

Cientistas do prestigioso Johns Hopkins Children's Center, nos Estados Unidos, descobriram em um estudo aquilo que sua avó recomendava há décadas: lavar as mãos com água e sabão após um ferimento é a medida mais eficaz para evitar infecções.
Avaliando dois antibióticos diferentes para a resolução de feridas em 200 crianças, o coordenador do estudo, Aaron Chen, concluiu que a medida mais eficaz e que fez diferença foi a lavagem frequente das feridas com água e sabão. Antissépticos ou diferentes antibióticos não fizeram diferença.
Vale para os ferimentos leves, daqueles domésticos, que não necessitam sutura ou debridação.
O estudo é interessante e não tira a necessidade do uso de pomadas ou antissépticos, mas mostra a importância da velha e boa lavagem dos ferimentos com água corrente e o sabonete que estiver disponível.
Falando sobre este assunto, entro um pouco na seara dos diferentes sabonetes à venda hoje em dia.
A meu ver, aqueles chamados antissépticos (Protex, Dettol, etc.) são todos iguais e desnecessários. Tem baixíssima concentração de substâncias antissépticas. Excelente usá-los, claro, mas não trazem benefícios em relação aos demais sabonetes à venda nas gôndolas.
Existem, porém, alguns produtos (mais caros), que atendem a necessidades específicas - meninas com vulvovaginites, impetigos de repetição, foliculites - e devem ser recomendados pelo médico.


Com certeza sua avó sabe de um monte de coisas importantes...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Gagueira fisiológica - Postado por Jairo Len

É comum a criança começar a gaguejar entre dois anos e meio e quatro anos de idade.
Na maioria das vezes é a gagueira fisiológica (cujo nome científico é Disfluência Fisiológica). Há quem chame a gagueira infantil/transitória simplesmente de "disfluência" e, quando é mesmo uma doença, chama-se de "gagueira".
Independente das denominações, a preocupação dos pais é que esta guagueira não seja a transitória...que seja a gagueira mesmo, que acompanha a pessoa por toda a vida.

Como diferenciar a disfluência fisiológica/transitória da patológica?
- Inicialmente lembre que a chance de uma disfluência que começa entre 2 anos e meio e 4 anos ser patológica (doença) é mínima.
- Se a gagueira durar mais de seis a oito meses, um fonoaudiólogo deve ser consultado.
- Outro fator importante é a gagueira acompanhada de movimentos corporais repetitivos - estas podem ter maior relação com disfluência permanente. Como mímicas faciais, falar com a mão no momento da gagueira, bater os pés, levantar os ombros, piscar os olhos.
- Existe uma relação genética na gagueira, porém não é comum.
- As disfluências que se iniciam após esta idade (4 anos) devem ser avaliadas, sempre. Ainda que possa existir gagueira transitória na infância e adolescência, é exceção.

Como ajudar a criança com disfluência fisiológica/transitória?
- Olhe no rosto da criança,
- Procure não completar a frase para a criança,
- Ouça até o fim, não interrompa a criança (mesmo se entendeu o que ela tenta dizer)
- Não demonstre pressa ou ansiedade,,
- Não recrimine, não peça "calma", não peça para a criança "respirar" ou "relaxar"...
- Se a criança se mostrar preocupada com o próprio problema, explique o que se passa, que não há problema, que "logo passa"... Enfim, a auto-estima deve ser preservada ao máximo. Gagueiras não são problemas psicológicos, ainda que situações de estresse emocional possam piorar demais a disfluência.

E no caso de estar diante de uma gagueira patológica (permanente), lembre-se que existe cura, desde que a terapia fonoaudiológica comece na hora certa.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Norovírus, a virose deste verão - Postado por Jairo Len

Todos os anos, nesta época, as viroses intestinais são muito frequentes.
Após o início da vacinação contra Rotavírus (há quatro anos) , tivemos uma lacuna (dois ou três anos calmos) e desde o ano passados os casos de Norovírus tem aparecido bastante.
Não é uma nova doença. O Norovírus é conhecido há décadas - antes foi chamado de Norwalk-like vírus ou Gripe Intestinal.
Sua transmissão é elevadíssima, através de saliva, secreção nasal e fezes dos contaminados. Locais com superfícies compartilhadas contaminadas (maçanetas, corrimãos, copos, banheiro, piscina) também são formas de transmissão.
A doença é mais leve que a causada pelos Rotavírus. É uma virose gastrointestinal caracterizada por:
- Mal estar
- Náuseas e vômitos
- Febre
- Dor abdominal
- Diarréia
Dura cerca de 2 a 3 dias e é auto-limitada. Seu tratamento é feito com remédios para vômitos (os antieméticos), para dores/gases e febre.

Como toda virose intestinal, pode levar à desidratação e necessidade de internação, para que se receba o soro hidratante e remédios por via endovenosa.
Mas o risco de internação é muito menor que nas diarréias por Rotavírus.

Soro Caseiro
Sempre me perguntam sobre soro caseiro. Acho uma péssima idéia, salvo se não houver qualquer condição de se comprar um soro hidratante pronto, como o Pedialyte ou o Hidrafix. Até soluções isotônicas (Gatorade, I9) são opções preferíveis em relação ao soro caseiro.
Isso porque no soro caseiro se coloca sal e açúcar mal dosados (salvo que se tenha a colher medida oficial), e não se põe potássio, magnésio, etc...

Aonde há maiores concentrações de pessoas (navios de cruzeiro, praias lotadas, acampamentos) o risco de norovirose é bem maior, como podemos checar em todos os verões. As medidas de higiene, como lavar as mãos antes de comer, após o uso do banheiro e álcool gel direto nem sempre são seguidas... E a história se repete ano a ano...

Pitangueiras, Guarujá, em janeiro de 2011
O norovírus adora cruzeiros e praias cheias...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Roupas UV - Postado por Jairo Len

Mãe atenta me pergunta sobre as roupas com proteção solar ou roupas UV. Para que servem?
As roupas com proteção solar (cujo nome popular ficou roupas UV) existem há cerca de 15 anos. Foram desenvolvidas, inicialmente, para os esportistas de sol-a-sol (triatletas, surfistas, velejadores) que não queriam mais ficar entalados nas roupas pesadas (como o neoprene) a fim de se proteger das intempéries.
Os materiais básicos são a poliamida e o elastano, com fios especiais que conferem uma proteção ultravioleta (FPU) de fator 50 ou mais. As roupas comuns, de algodão, tem uma proteção ultravioleta básica de  5 a 7. As roupas UV de algodão recebem um tingimento especial que aumenta essa proteção para FPU 50.

Isso posto, a resposta da pergunta "para que servem nos nossos filhos?"
Para o sol do dia a dia, do parque, da brincadeira no clube ou em casa, não há a mínima necessidade do uso destas roupas. É importante que a criança sempre esteja com filtro solar (50 ou mais) nestes momentos. E que a pele vá se "corando" ao longo dos anos.
Se existe uma necessidade (mesmo no dia-a-dia) de proteção solar extra, como por exemplo em cicatrizações ou machucados que não devam receber radiação UV, estas roupas devem ser usadas.
O uso de chapéus e camisetas UV na praia, no sol intenso por horas e horas, garante uma proteção maior, mais estável. Sem a necessidade de repassar o filtro solar a cada hora, de esquecer uma parte de pele desprotegida.
A meu ver, esta é a indicação do uso destas roupas: praia, piscina ou campo e sol intenso por horas.
Estas roupas - em geral bem mais caras - são também mais resistentes, aguentam lavagem e torção, secam mais rápido que as roupas comuns e dispensam ferro-de-passar. Para viagens, ótimas.
Fora da água, as camisetas UV de elastano e poliamida são mais "quentes e abafadas", como tudo que contém fios sintéticos.
Não há a mínima necessidade de usar roupas UV em ambientes protegidos do sol, como em escolas de natação com piscinas cobertas. Pelo contrário - nestes ambientes o uso de roupas é desconfortável, mantem o corpo molhado.

E por fim lembre que, como tudo que tem tecnologia, a certificação e procedência são fundamentais para garantir a eficácia destas roupas.
Como eles sobreviveram sem roupas UV?

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Recreio Dirigido - Postado por Jairo Len

Hoje me lembrei do filme "Pink Floyd The Wall"...
Algumas escolas já estão adotando o recreio dirigido. Naqueles trinta minutos que não víamos a hora de chegar, agora as crianças podem escolher entre três ou quatro atividades dirigidas pelos professores...
O que você acha?
Na verdade, a intenção é "resgatar" as brincadeiras em grupo, sem dúvida saudáveis. As antigas brincadeiras como pega-pega, esconde-esconde, corre-cotia. Participa quem quer - quem não quer pode fazer outra coisa...
Eu acho que "hora do recreio" é para as crianças inventarem, brincarem do que bem entenderem, fazer e desfazer as panelinhas, e sem os professores em cima (só observando).
Nestes 30 minutos podem aprender a conviver de forma autônoma, a fazer e desfazer conflitos, criar situações de interesse coletivo, agregar, desagregar. Os meninos passam a melhor meia hora do dia na quadra jogando futebol.
Isso vale para os mais velhos, 2º ou 3º ano em diante. Os mais novos precisam de supervisão mais próxima (não atividades programadas).
Colégios como Stance Dual, Pio XII, Humboldt e São Luiz já tem alguns recreios programados.

Na escola dos meus filhos não há recreio programado. De alguma forma aprenderam a brincar de pega-pega, polícia-e-ladrão e esconde-esconde. Não acho que as crianças necessitem aulas de brincadeiras na hora do recreio. Ainda que eu tenho certeza que havia algo mais interessante a ser aprendido do que geometria euclidiana (quem sabe aulas de clown?)...

Como diz a música, "teachers leave them kids alone; hey! teacher! leave us kids alone!". Pelo menos na hora do recreio.


Não...acho que isso não é um recreio programado...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Refrigerantes Zero e Derrames - Postado por Jairo Len

Dentro do meu liberalismo alimentar (acho que as crianças podem comer de tudo indicado para a faixa etária, sem neurose, desde que o alimento não seja prejudicial ao estado nutricional de cada criança), sempre falo para os pais que a única coisa que devemos tentar evitar são os refrigerantes, diet/zero/light ou não.
Se uma bala de goma não agrega, pelo menos não contém excessos de sódio nem cafeína.
Alguns pais se declaram "viciados" em refrigerantes (em geral, Coca-Cola) e confessam que seus filhos vão pelo mesmo caminho. Com 1 ano e 2 meses sabem falar "papá", "mamã", "bó" (de bola) e "cuca" (de Coca-Cola).
Um copo (240 ml) de Coca-Cola normal contém 46 g de carboidratos, 15% do que um adulto precisa por dia. Dobre isso (30% dos carboidratos diários) ao dar para uma criança. Contém também 25 mg de cafeína e 15 mg mg de sódio.
Se for Zero/Light/Diet, o sódio sobe para 28 mg por copo.
É baseado nestas informações sobre a quantidade de sódio e observação de milhares de pessoas que Hannah Gardener, da Universidade de Miami, conclui que "o consumo diário de refrigerantes diet pode elevar em 61% o risco de eventos vasculares, como derrames e infartos".
"Se os nossos resultados forem confirmados em estudos futuros, será possível concluir que os refrigerantes diet não são bons substitutos para as bebidas adoçadas na prevenção de eventos vasculares", afirma".

Como sempre recomendo: aos adultos, moderação. Evidente que tomar refrigerantes de vez em quando não faz mal para os adultos.
Para as crianças e adolescentes, evite refrigerantes no dia-a-dia. Converse na escola, que não deveria vender estes produtos. Água, água de coco ou sucos naturais são melhores exemplos para a ''cantina" da escola vender. Na festinha infantil, só roda refrigerantes... Alguns buffets infantis ainda oferecem sucos - mas vocês sabem o que penso dos sucos prontos e sucos de caixinha, tema de posts antigos...
Mas isso é outra história...
Me parece que a lavagem cerebral vem de bastante tempo atrás...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Jogos eletrônicos e virtuais - Postado por Jairo Len

Diariamente sou perguntado nas consultas sobre os jogos eletrônicos (Nintendo DS eWii, XBox, PSP, jogos do iPhone e iPad, jogos virtuais para PC ou Mac...).
O quanto é prejudicial? Com que idade? Atrapalha ou ajuda as crianças?
E vejo pais que não permitem que seus filhos joguem estes gadgets, traduzido livremente como "geringonças eletrônicas"...
O que eu penso?
Primeiro de tudo, estudos e mais estudos científicos provam que o uso racional destes gadgets melhora os reflexos, o raciocínio e a capacidade de concentração. Dependendo de cada jogo, aguça diferentes partes da cognição e também da parte motora. É claro que os videogames de lutas, tiros e morte, comprovadamente deixam crianças e adultos mais violentos, na sua maioria.
Mas não estou falando destes, e sim de inúmeros outros que não tem violência no seu conteúdo.
Não conheço uma criança que troque um passeio, um parque ou clube, praia ou campo por games portáteis.
E os jogos à moda antiga? Com a família reunida, jogando um jogo de cartas ou tabuleiro, desenhando ou cantando?
É evidente que também é importante, que as atividades não-eletrônicas devem ser desenvolvidas. Mas não acho que as duas coisas sejam excludentes. Pode-se fazer ambas...
Franck Tarpin-Bernard, chefe de tecnologia da Scientific Brain Training, que possui o site de games para o cérebro Happy Neuron, afirma que os jogos são eficientes porque foram desenvolvidos para exercitar adequadamente áreas específicas do cérebro. O jogo pode ser um caça-palavras ou uma batalha naval, que estimula em níveis diferentes as funções cognitivas memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e visão espacial.

O que quero colocar é que estes jogos todos, quando utilizados com moderação e educação, não são prejudiciais. Aproveitemos para ensinar nossos filhos quando e como jogá-los: não o fazendo quando estamos comendo, na mesa, numa roda conversando, sempre abaixando o volume quando há gente em volta, não mandando os joguinhos para festas ou para a escola. Dê a eles a responsabilidade de cuidar e recarregar os gadgets. Posso garantir que são objetos estimadíssimos, que servem, inclusive, como uma moeda de troca, algo que pode ser "retirado" em casos que você julgar necessário.

E por fim, como já postei anteriormente, games portáteis podem quase salvar a sua sanidade mental quando um voo atrasa três horas, quando quando o trânsito em São Paulo pára por causa da inundação ou simplesmente quando a volta da praia vai demorar quatro horas e meia... 
Lembra disso? Inacreditável...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu sou marinheiro Popeye!! - Postado por Jairo Len

Sem dúvida nenhuma a fama que tem o espinafre é decorrente do desenho animado Popeye.
Para quem menos de 30 anos: Popeye é um marinheiro fracote que, ao comer uma "lata" de espinafre, fica fortíssimo (tipo um Hulk). Deste forma, salva a amada Olívia palito do temido Brutus.
Esta fama do espinafre se deu pelo (suposto) ferro que o vegetal possui. E esta fama ainda está na cabeça das avós e mães até presente.

Popeye estava certo?

O espinafre contém uma forma de ferro (ferro fitato) que praticamente não é  absorvido pelo corpo. Você come um pratão cheio de espinafre e, em matéria de ferro, isto equivale a comer uma lasquinha de carne.
Mas pesquisadores do Instituto Karolinska, de Estocolmo, descobriram que o espinafre é rico em nitratos.
O segredo, portanto, não está no ferro, mas nos nitratos, abundantes no espinafre e que chegam com mais eficiência às mitocôndrias, que produzem energia nas células.

O ESTUDO

O cientista Eddie Weitzberg deu a um grupo de voluntários durante três dias suplementos puros de nitrato em uma quantidade equivalente à encontrada em um prato de espinafre.
No começo e no final da experiência, voluntários pedalaram em uma bicicleta ergométrica enquanto era medido seu consumo de oxigênio, que foi entre 3% e 5% menor do que no final da atividade.
"É um efeito profundo e significativo. Demonstra que Popeye tinha razão", comenta o especialista.

Este trabalho, publicado na revista Cell Metabolism, mostra mais uma vez que existem alimentos com funções além da nutrição - são alimentos funcionais, super-alimentos.
Não que devamos "empurrar" estes alimentos aos nossos filhos, mas esportistas eventuais e fãs de academia  e demais preocupados com alimentação devem lembrar do espinafre...
 
 
 
 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

1023 e a homeopatia - Postado por Jairo Len

Confesso que, mesmo com o meu alinhamento alopático e um cético de carteirinha em relação à homeopatia (e demais terapias alternativas), eu não conhecia esta ONG: "1023 - Homeopahty - there's nothing in it".
Uma ONG anti-homeopatia que promove um evento, chamado 10:23 - que acontece em 10 países e 23 cidades, às 10h23 da manhã, este ano no dia 5 de fevereiro. Os participantes tomam, em local público, overdoses de remédios homeopáticos para comprovar que se trata só de água com açúcar. São medicamentos homeopáticos "de verdade", que eles abusam e se lambuzam.
A intenção não é só criticar uma forma de terapia alternativa: a ONG quer que o governo (inglês, no caso) pare de torrar 10 milhões de reais anuais em tratamentos que, de acordo com pesquisas científicas publicadas por universidades renomadas e em revistas médicas sérias, não funcionam mais do que placebo.
No Brasil, em 2010, o investimento federal para custear consultas e medicamentos homeopáticos no Sistema Único de Saúde (SUS) foi de R$ 3 milhões, fora os gastos de estados e municípios.
Ninguém quer que se proibam estas práticas. Alega-se, sim, que cada indivíduo pode gastar seu dinheiro com o que se queira (homeopatia, cromoterapia, moxabustão, aromaterapia, iridologia, magnetoterapia...) mas o governo só pode investir no que é cientificamente comprovado. Seria como os governos investirem o "nosso" dinheiro em astrologia (e não astronomia), em numerologia (e não matemática), em alquimia (e não química), por exemplo.
O que você acha?
Se quiser se aprofundar, dê uma passeada no site da 10:23 ou no site da Merseyside Skeptics Society, a sociedade médica inglesa que apoia a iniciativa. Vale a pena...
Em São Paulo, a lambança será neste sábado, dia 5 de fevereiro, na Praça Benedito Calixto.