quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Player digital pode causar surdez - Postado por Jairo Len


MP3 players podem deixar 10 milhões de jovens europeus surdos - é o que mostrou uma pesquisa científica encomendada pela Comissão Européia de Segurança. Que determinou que os aparelhos tenham seu volume de som diminuído para níveis seguros, protegendo a audição do jovens europeus.

Basta ler estas duas frases que você rapidamente lembra de alguém (filhos, sobrinhos, netos...) que não tira os fones do ouvido, ligados a um Ipod ou gadgets do gênero.

A pesquisa mostrou que de 5% a 19% dos usuários de tocadores de MP3 sofrerão danos permanentes à audição se ouvirem musica em volume alto, por mais de 1 hora por dia, por 5 anos. Os aparelhos de MP3 disponíveis no mercado são capazes de gerar volumes de som de até 120 decibéis, o equivalente ao ruído de um motor de avião a jato.

Na Europa, o limite de 80 decibéis foi determinado como padrão de segurança para trabalhadores que fiquem expostos por até 8 horas por dia. Seguindo o mesmo raciocínio, esse foi o limite escolhido como limitação para os aparelhos de MP3.

O dano à audição depende do volume do som e do tempo de exposição. Para escutar música acima do limite de 80 decibéis os usuários deveriam diminuir seu tempo de utilização do aparelho de som.
Para tornar tudo mais complicado, os fones de ouvido, do tipo que fica colocado dentro da orelha, podem aumentar em 8 decibéis o volume da música que escuta.



Fonte: Ciência e Saúde - G1

domingo, 27 de setembro de 2009

Forno de micro-ondas e a saúde - Postado por Jairo Len


A dúvida é antiga, mas sempre tem gente perguntando se o uso do forno de micro-ondas é seguro para a saúde.
Do ponto de vista do "alimento aquecido" no micro-ondas, não há qualquer malefício à saúde, nem em bebês, nem em crianças, nem em adultos.

As micro-ondas só atuam nas moléculas de água, gordura e açucar, agitando-as a tal ponto que aquecem tudo que há em volta. Esta energia é a radiante, uma forma de energia eletromagnética cujo efeito é estritamente térmico, não alterando a estrutura molecular do alimento.

Os alimentos, quando cozidos no micro-ondas, necessitam de menos água - portanto preserva-se mais os nutrientes. Além da praticidade. Basta faltar a luz em casa logo antes da hora do almoço ou do jantar e você percebe a falta que o microondas faz...

PROBLEMAS

- Os problemas que um forno de micro-ondas pode trazer estão no vazamento das ondas - ainda que não se saiba qual é o nível de segurança de receber esta radiação - que pode causar problemas nos olhos (como a catarata). Como micro-ondas não é televisão, ligue e fique longe, principalmente daqueles mais velhos, com vedação duvidosa.

- Os alimentos são aquecidos de forma irregular - sempre misture muito bem o alimento ou líquido aquecido - são comuns queimaduras com alimentos aquecidos no micro-ondas.

- Procure usar recipientes de vidro ou de louça para aquecimentos mais prolongados. Ainda que se saiba que os níveis de substâncias liberadas por plásticos quentes é muito baixo - elas existem.

- O mesmo cuidado ao usar papel-filme (como o Majipack): evite deixá-lo encostado no alimento ao aquecer. Prefira aquelas tampas rígidas específicas para o uso em forno de micro-ondas.

- O leite materno ou não-materno PODE ser aquecido em micro-ondas, mas existem recipientes especiais para esta finalidade.

Uma curiosidade: de acordo com a reforma ortográfica (que tornou pior o que já era complicado - claro, para os que sabem ler e escrever) - micro-ondas se escreve com hífen, assim como outras palavras que o prefixo termina com a mesma letra da palavra seguinte (anti-inflacionário, sub-blibliotecário...).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Durma bem - Postado por Jairo Len


Falta de sono pode ajudar no desenvolvimento de placas tóxicas no cérebro, acelerando a progressão do mal de Alzheimer. É o que mostrou um estudo da Washington University School of Medicine (EUA), liderado pelo Prof. David Holtzman. A equipe descobriu que a privação de sono afeta os níveis da proteína beta-amiloide em camundongos e humanos. Estas proteínas causam placas que se acumulam no cérebro - algo que alguns acreditam ser a causa do Mal de Alzheimer, por meio da morte de células.

O estudo demonstrou através da forte privação de sono, mantendo os camundongos e humanos acordados por 20 horas ao dia.
Não se provou ainda que as noites normalmente mal dormidas, filhos, baladas ou computador possam causar o Mal de Alzheimer.
De qualquer forma, sono é importante e devemos nos forçar a dormir mais. Aproveite o fim de semana para isto...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Obesidade na infância pode antecipar doenças cardíacas - Postado por Jairo Len


Pode ser óbvio (quem não sabia?), mas os médicos agora provaram por "a + b". Pesquisadores do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, baseados na revisão de pesquisas realizadas sobre o assunto, comprovaram que a obesidade nas crianças é causa de doenças cardíacas mais precoces. A mais comum? Aterosclerose, que causa hipertensão, infartos, AVCs...

A criança e o adulto jovem obesos podem adiantar em 20 anos o aparecimento destes problemas. Dietas ricas em gorduras, pobre em fibras, pouco exercício físico: a receita ideal para a cardiopatia precoce.

Na Clínica, vejo com certa frequência crianças e adolescentes que já tem, precocemente, a Síndrome Metabólica - aquela doença comum nos adultos obesos (de pernas finas e barriga protrusa) caracterizada por obesidade, hipertensão arterial, aumento de triglicérides, insulina e glicose.

Repito diariamente nas consultas como é importante a criança pré-escolar não ser obesa e "fofinha" como muitas mães queriam. É melhor ser magra. Ou, no mínimo, se alimentar de forma adequada.

A saúde e alimentação dos filhos é assunto muito sério. No dia-a-dia, devemos ser rigorosos com gorduras trans e saturadas, doces, refrigerantes e excesso de sal. Os lanches e merendas levados (ou oferecidos) na escola devem ser o mais naturais possíveis, evitando bolinhos (Ana Maria e afins...), bolachas recheadas, suquinhos prontos, salgadinhos fritos (muitas escolas ainda vendem...).

Sem radicalizar...De vez em quando, ninguém vai ter aterosclerose por comer salgadinho nas festas infantis, um pastel na feira, uma fatia de bolo bem recheado ou um churrasco caprichado. Bom senso é a medida.

domingo, 20 de setembro de 2009

Fitoterápicos - Postado por Jairo Len


Hoje recebi um e-mail de um pai que me perguntava se podia dar o xarope Melagrião para sua filha, de 8 meses. Motivado por isso, escrevo um pouco sobre estes remédios, os fitoterápicos.

Os fitoterápicos são medicamentos feitos de partes de plantas, como chás, extratos e tinturas. Não devem ser confundidos com homeopatia.

Muitos medicamentos fitoterápicos tem sua ação comprovada através de estudos científicos, inclusive os chamados "duplo-cego", randomizados, com grande número de pacientes, coisas que a homeopatia custa a fazer.

Mas nem tudo que vem da natureza é obrigatoriamentre benéfico. E nem todo fitoterápico foi extensamente pesquisado, nos quesitos segurança e efeitos colaterais. Muitos remédios fitoterápicos tem sua aprovação para uso e venda de forma mais "branda" que o rigoroso processo de aprovação dos medicamentos alopáticos. Nos Estados Unidos, o FDA não aprova os fitoterápicos.

Hoje em dia grandes laboratórios fabricam fitoterápicos - estes podemos dizer que passaram por rigorosa avaliação - ainda que, a meu ver, nem sempre funcionem... É o caso da Hedera Helix (para tosse, conhecidos por Respiratus ou Abrilar), ou o Pelargonium sidoides, cujo nome comercia é Kaloba ou Umkan.

Outros todos conhecem, como o caso dos remédios à base de Passiflora incarnata - o maracujá, e associações - conhecidos por Pasalix, Calman ou Passiflorine. Na bula, servem para um monte de coisas, mas na minha experiência é para os casos de insônia. Nas doses seguras, funciona às vezes...

E alguns, como o Melagrião, tem um nome sugestivo de coisa natural, à base de mel e agrião, mas contém Aconitum napellus (Acônito), L. Nasturtium officinale (agrião), Myroxylon balsamum (Bálsamo de Tolú), Mikania glomerata Spreng.(Guaco), Cephaelis ipecacuanha (Ipecacuanha), Polygala senega L. (Polígala). Natural...mas com muita coisa dentro para uma bebê de 8 meses...

Só para se ter uma idéia, a cartilha de fitoterápicos da Fiocruz e da Unesp lista inúmeros efeitos colaterais das ervas:
Alecrim (alterações no sono), boldo (irritação gástrica e problemas hepáticos), erva-cidreira (letargia), erva-doce (convulsões), guaco (vômitos e diarréia), sene (distúrbios musculares e hepáticos), poejo (abortivo). É claro que tudo depende das doses. Ninguém que tomar um chá destas ervas vai apresentar estes sintomas...

Resumo: não é porque é um remédio fitoterápico que pode ser usado à vontade...É um remédio, e seu uso deve ser criterioso, sob prescrição, principalmente nas crianças.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Faça das palavras dele as suas - Postado por Jairo Len

Mais uma sexta-feira e eu não vou falar de doenças...
Aproveito para copiar, sem tirar qualquer vírgula, um texto que recebi ontem, com as fotos anexadas, escrito por um pai de um casal de gêmeos, 4 meses de idade.
Faça das palavras dele as suas (ou, pelo menos, da sinceridade...).


"A LIBERDADE DE SER PAI"
Dizem que liberdade é poder tudo sobre si.
Um velho adágio sobre a grandeza do mundo moderno e egocentrista. É algo bem forte ao ser dito. Entretanto, nunca foi tão forte para mim quanto para o momento único pelo qual passo: ser pai.
Quando a Mimi e eu resolvemos ter o Miguel e a Rute jamais nos passou pelas nossas cabeças (isso se chama ingenuidade misturada com inexperiência) o quanto aprenderíamos. Sobretudo em relação ao que seríamos capazes de ser e oferecer a este casalzinho de picorruchos.
Nunca me imaginei trocando fraldas, nem tão pouco suportando um choro de criança. Ter filhos era uma imagem distante. Hoje me emociono com as roupinhas de boneca penduradas no varal, com aquele perfume gostoso. Hoje, a satisfação que me aquece ao saber que fui capaz de fazer um bebê sorrir me faz imaginar se seria capaz de fazer o mesmo pelos nossos filhos. Até vídeos no youtube, deliberadamente enviados pela minha Pipa me fazem lacrimejar.
Sempre tive um "quê" de emotivo, mas percebi que posso me emocionar com muito pouco, mas que é o suficiente para transbordar o coração.
Para quem sempre atuou na área de exatas e informática, me vi surpreso com escolhas de roupas, bodyes, mijões, cores e decoração para o quarto de nossos filhos. Me vi surpreso ao imaginar cenas na cadeira de amamentação a meia-luz, e aqueles dois seres iluminados olhando para mim. Mal sabem eles que a contemplação é mútua. Até então os únicos contatos possíveis eram através de imagens de ultra-som e movimentos da barriga da Mimi; aliás, mais pareciam aliens mexendo...mas cuja surpresa é inesquecível.
Gostoso é saber que meu coração tem mais espaço. Posso usar, agora, meu estoque de "eu te amo" sem medo de ser feliz, sem medo de ser pai. Aliás, um excelente hábito, já criado desde que eu conheci a minha Mimi. Dizem que bons hábitos ou se herdam, ou se aprendem. Que este último seja uma das heranças que serão passadas aos nossos filhos: amar e deixar claro ao se amar. Por que, e seja isto bem claro e transparente, o amor realmente move montanhas.
Montanhas de fraldas, xixi, cocô, noites mal dormidas, preocupações...muito do que passaram os pais de primeira viagem tem tanto valor quanto agora.
Quem nunca ficou sem dormir por uma prova, pelo trabalho, pela opinião dos outros...Nada como algo que valha a pena ficar acordado, o amor incondicional que só um filho oferece...em nosso caso, dois, um casal.
Hoje me vejo perdido, rindo nervoso e gargalhando no meio de mamadeiras, faldas, brinquedos e vídeos e músicas de desenhos animados. A religião, até então, foi a única capaz de me oferecer um sentido maior em minha vida. Mas, para a minha alegria, percebi que a vida vem em ondas como o mar, assim é cantada a música. E diria mais: a vida vem em círculos. Minha Mimi, que amo de montão, me mostrou Deus. Deus nos mostrou ser possível ter filhos e a confiar. Os filhotes confirmaram o milagre da vida. Este milagre, agora, oferece dois sentidos para a vida: Rute e Miguel. A estas vidas agradeço a Deus pois tenho a Ele, Mimi, Miguel e Rute. E o círculo se reinicia. Simples!
Sou abençoado por ter então quatro sentidos pelo qual suspirar a cada manhã. Assim como os quatro pontos cardeais. Não estou mais perdido. Me achei. Que privilégio em tempos tão caóticos, frenéticos e loucos como este que vivemos.
Sou livre. Sou pai pois posso ser e escolher ser o que meus quatro sentidos da vida me permitem ser.
Finalmente posso tudo sobre mim. Quero que minha Família também o possa.
- Filhos, subam em mim. O que estão vendo? Contem para o papai!"


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vacina contra poliomielite - preciso levar? - Postado por Jairo Len

Albert Sabin e Jonas Salk - a história da poliomielite no mundo mudou após as descobertas deles...
Sabin devenvolveu a vacina oral contra poliomielite em 1961.
Antes dele, em 1952, Salk já havia desenvolvido a primeira vacina contra poliomielite, inativada e intramuscular.
Posto novamente a informação que não há necessidade de reforço da vacinação oral contra poliomielite (Sabin ou gotinha) nas crianças que realizaram a vacinação na Clínica Len de Pediatria ou em outras clínicas, através da IPV (Inactivated Polio Vaccine) - a vacina contra poliomielite intramuscular inativada.

Hoje em dia todas as clínicas particulares de vacinação, assim como 35 países do mundo civilizado, só realizam a IPV na vacinação contra poliomielite aos dois, quatro e seis meses de vida, bem como no reforço do segundo ano de vida.
Algumas clínicas ainda chamam a IPV de "Salk" - o que é errado, porque a vacina atual não é igual à Salk. Mas vale pela homenagem a Dr. Jonas Salk, sem dúvidas.

Aí vão as informações, copiadas da postagem anterior...

Todos os anos recebemos dezenas de ligações de pais, às vésperas das campanhas de vacinação contra Poliomielite ("gotinha"), para saber se devem levar seus filhos, VACINADOS NA CLÍNICA, para receber as doses extras de vacina Sabin.

Respondo abaixo e, para quem queira se aprofundar, explico em seguida:

A resposta é NÃO. As crianças que recebem vacina contra Pólio Intramuscular/Inativada (IPV) não precisam receber as doses de vacina Sabin realizadas anualmente pelo Governo para manterem-se imunizadas.
A explicação:

Atualmente todos os países que tem cuidado e respeito por seus cidadãos (Toda a Europa, EUA, Canadá, Austrália, Escandinávia, Israel) realizam o esquema de vacinação contra Pólio através da vacina inativada (IPV) - que é aplicada juntamente com a Tríplice-DPT, aos 2, 4, 6 e 16 meses de vida, com reforço aos 4 - 5 anos. Não há campanhas de vacinação por Pólio oral.

Todas as crianças são vacinadas, e isso é extremamente rigoroso - diferente do Brasil.

Sabidamente a vacina oral (Sabin) por causar a poliomielite em 1 para cada 750 mil crianças vacinadas, nas primeiras doses. Isso porque é uma vacina com vírus vivos atenuados. Por este motivo e pelo alto custo das campanhas anuais é que os 35 países do mundo "desenvolvido" resolveram usar exclusivamente a IPV.

No Brasil ainda não há, nos Postos de Saúde, a disponibilidade da vacina IPV, exceto em casos especiais, em crianças que tem contraindicação absoluta de receber a Pólio oral (Sabin). Por este motivo o Governo tem que fazer as campanhas anuais da vacina Sabin, necessárias para manter a boa imunização das crianças.

As crianças que recebem a IPV (só disponível em clínicas particulares) desenvolvem uma ALTA imunidade com as 5 doses da vacina contra poliomielite.

Se toda a população infantil brasileira recebesse rigorosamente a IPV, não haveria necessidade das campanhas anuais de vacinação.

Importante 1: é absolutamente contraindicado qualquer criança abaixo dos 2 meses de idade receber a vacina Pólio oral (Sabin), o que infelizmente vemos com certa frequência.

Importante 2: As crianças que já receberam as 3 doses iniciais de IPV podem, caso seus pais queiram, receber as doses orais de vacina Sabin, sem riscos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Gripe Suína - Como estamos? - Postado por Jairo Len

ANO PASSADO - Em primeiro lugar, gostaria de lembrar um dado muito importante, que tenho repetido nas conversas em que me perguntam se "a coisa já acalmou em relação à gripe suína":
No ano passado, 2008, foram constatadas 800 mortes por Influenza, no Brasil.
Na pandemia de gripe suína de 2009, são contabilizadas 660 mortes, até agora. Não é pouco, mas não me lembro deste pânico no ano passado...

Não diminuo assim a pandemia, mas toda a "síndrome de pânico-gripal" foi (é) um pouco exagerada. O ideal - a avaliação e medicação precoces, assim reduzindo a mortalidade, é que ficou a desejar no Brasil.
Estressados devemos ficar ao comparar as informações contidas no site do Ministério da Saúde (portal.saude.gov.br) com o que aparece no Centro de Controle de Doenças norte-americano (CDC - http://www.cdc.gov%20/h1n1flu/). Dê uma olhada para ver como os norte-americanos estão preparados e como tem dados absolutamente precisos dobre a Gripe Suína. Os EUA, país de 300 milhões de habitantes, teve números totais de óbitos bem menores que o recordista mundial (país do governo da marolinha aonde tudo está sob controle).

CASOS NO DIA-A-DIA - Como a Gripe não é doença de notificação compulsória, não sabemos o número total de casos, mas o dado concreto é que o número de óbitos por Gripe vem diminuindo bastante. Ainda existe, porém, risco, e não se deve baixar a guarda.
Na minha prática do dia-a-dia, sem valor estatístico, posso dizer que o números de casos suspeitos nas crianças e seus familiares também caiu bastante nas últimas duas semanas.

ESCOLAS - Em relação às escolas, espero que fique a lição que lugar de criança doente é em casa.
Mas não posso deixar de comentar: que exagero! Assim como terceirizam hoje em dia todos os problemas das crianças (reuniões, mãe, pai, psicopedagoga, psicomotricista, T.O. psicóloga...), as escolas estão tentando lavar as mãos (sem trocadilho) em relação à Gripe Suína. Quem antes deixava entrar crianças com febre e estomatite agora quer atestado porque a criança está com uma simples coriza.
O necessário é discernimento e profissionalismo. Escolas que cobram entre R$ 1.500,00 e 3.000,00 por mês por criança podem ter uma enfermeira capacitada (capacitada, não "estressada") no seu quadro de funcionários e um médico pediatra para dar consultoria - quando não plantão, em épocas como essa.

TAMIFLU - Nos casos em que precisei usar, não tive problemas em receitar e os familiares buscarem nos centros de distribuição.

VACINA - Dezenas de laboratórios pelo mundo estão desenvolvendo a vacina, mas não há nada de concreto. Parece que vai ser em dose única. Nos Estados Unidos, a vacinação começa em breve. Como tenho falado, não acho que a vacina deve ser encarada como o "milagre" que vai fazer a pandemia acabar. A gripe que matou 800 pessoas no ano passado tem vacina disponível para todos...

Assim que tiver novidades (a vacina, a segunda onda, ...) escrevo mais sobre a Gripe.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Plantas domésticas contra a poluição - Postado por Jairo Len

Como hoje é sexta-feira (11 de setembro...) preferi postar um assunto mais ameno. Na semana que vem vou fazer um resumo de como andam as coisas com a Gripe Suína, mas hoje não.

Um estudo denominado "Effectiveness of houseplants in reducing the indoor air pollutant ozone", publicado na revista norte-americana HortTechnology, da The American Society for Horticultural Science, mostrou que três plantas muito comuns no Brasil diminuem os níveis de ozônio de ar ambiente.

Um dos principais componentes da poluição atmosférica, o ozônio é um gás incolor e altamente reativo formado quando o oxigênio reage com outros elementos químicos. Embora o ozônio seja mais frequentemente associado com o ar externo, ele também se faz presente em ambientes como casas e escritórios.
O estudo foi feito em estufas e câmaras fechadas, e ainda não se sabe o impacto de se ter uma destas plantas na sala de casa. De qualquer forma, é mais um estímulo para iniciar o repaginamento dos vasos de casa...
As espécies estudadas foram espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum), que têm folhagem abundante e são de fácil manutenção:

Sansevieria trifasciata (espada-de-são-jorge) - Com uma dose de bom gosto, dá para fazer vasos bonitos com ela.

Chlorophytum comosum (clorofito) - Também fica bem, num vaso, no canto, modernoso...

Epipremnum aureum (jibóia) - combina mais com área externa...mas...quem sabe fica bonita dentro de casa?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Diet, Light e Crianças - Postado por Jairo Len


A maioria das pessoas ainda faz confusão entre os produtos diet e light. E aqui no Brasil, por falta de legislação e fiscalização, a bagunça é ainda maior.

Um produto DIET é aquele em que algum ingrediente foi 100% retirado: na maioria das vezes, é o açúcar - caso das gelatinas diet, pudins diet, refrigerantes diet ou zero, chicletes diet, etc. Nem sempre estes alimentos possuem menos calorias: os chocolates diet, por exemplo, não contém açúcar mas são mais calóricos que os chocolates normais.
Um alimento que não contenha glúten, sódio ou lactose também pode ser chamado de diet.
Em geral os produtos diet (de açúcar) contem, em sua substituição, os adoçantes artificiais.

Um produto LIGTH é aquele que possui no mínimo 25% menos calorias ou algum nutriente em relação ao original. Um pão, para ser light, deveria ter 25% menos caloria por fatia - isso se faz às custas de redução de açúcar e gordura na sua fórmula.
Portanto produtos light normalmente contém açúcar e gorduras, em menores quantidades. Um pão light, por exemplo, é feito com menos gordura. O mesmo vale para os laticínios light, como requeijão, queijos brancos e fundidos, cream cheese: em geral contém menos gorduras e por isso são menos calóricos. Em muitos é retirado o açúcar por completo.

Isso posto, algumas considerações:

- Visite um supermercado e você vai ver a confusão que fazem: tem muito light em menos açúcar (se tirar 25% do açúcar, pode chamar de light), mas com mínima redução de calorias: basta ver as barrinhas de fibra. Portanto, não confie no rótulo: leia a composição e nutrientes.

- Os diet em geral contém adoçantes artificiais, e por isso seu uso em crianças deve ser limitado. Não existe uma quantidade "máxima" exata de adoçante por dia, mas basta usar o bom senso: balinhas e chicletes diet, sem problemas; refrigerantes diet ou zero (ou os normais!!!) em mínimas quantidades: 500 ml ao dia já contém limítes máximos de adoçantes artificiais para as crianças. Uma taça de gelatina diet ou duas bolas de sorvete diet não fazem mal a ninguém.

- Os alimentos light podem ser usados pelas crianças - os laticínios light, a meu ver, são melhores ainda para a saúde de todos, não obstante perderem sabor.
CONFUSÃO: É importante prestar atenção porque alguns alimentos light são diet também, e contém adoçantes artificiais (como o caso dos sucos Del Valle, dos chás prontos, a Coca Light).
Outros tem nome de coisa light (como o suco clight) e são diet e contém adoçantes artificiais.

- O mais importante é LER os ingredientes e calorias, ao invés de confiar nos termos light e diet.

- Em relação aos adoçantes, todos podem ser usados com moderação para as crianças, mas o único que comprovadamente é inofensivo é a SUCRALOSE, um derivado do açúcar. O nome comercial é Línea.

domingo, 6 de setembro de 2009

Guarda Compartilhada - Postado por Jairo Len


O post de sexta-feira passada foi o primeiro que escrevi a respeito da separação dos pais. Tive bastante retorno, principalmente em e-mails pessoais, e não por comentários para o blog.
Por este motivo acho que vale a pena extender um pouco o assunto, falando hoje de GUARDA COMPARTILHADA.
A guarda compartilhada é diferente do que 99% das pessoas leigas no assunto imaginam.

Na nossa sociedade, o mais comum é que nos casos de separação dos pais a guarda seja exercida pela mãe. O pai torna-se um visitante nos finais de semana alternados e num dia da semana, à noite, e sua participação no dia a dia dos filhos pode ficar pequena e se dilui ainda mais com o passar do tempo (depende muito de cada pai e cada mãe, é claro).
No entanto, a evolução da sociedade tem mudado gradativamente este cenário. Hoje a estrutura familiar é outra e deve acompanhar as novas exigências. A participação feminina no mercado de trabalho cresceu, mudaram-se os papéis e ambos passaram a compor a renda familiar. Muitos pais tem tempo de sobra para os filhos (disponibilidade que, na maioria das vezes, só aparece após o casamento acabar).
Assim, quando acontece a separação, as coisas se complicam. Como tornar participativa a atuação daquele que ficou sem a guarda dos filhos?
Por isso se discute atualmente sobre a possibilidade de adotar-se a chamada "guarda compartilhada".

Na guarda compartilhada pai e mãe tem poder igual de decisão sobre os passos importantes dos filhos: saúde, educação, viagens, parte econômica, etc..
Nada é decidido só por um dos dois.
E isso difere da GUARDA ALTERNADA (que é o terror das mães) aonde os filhos ficam determinados períodos na casa de cada genitor e sob sua guarda.
Na guarda compartilhada a residência fixa e o regime de visitas ainda é deliberado sob juizo, e em geral se mantém nos moldes tradicionais.
Mas justamente esta necessidade de dividir a guarda (guarda compartilhada) é que vai manter um contato saudável entre os pais, um diálogo constante, evitando ao máximo a alienação parental.

A adoção da guarda compartilhada é um ideal a ser alcançado, mas que na maioria dos casos é difícil de ser atingido, devido às mágoas que as separações conjugais trazem aos casais, que dificilmente conseguem ser superadas em benefício dos filhos.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sindrome da Alienação Parental - Postado por Jairo Len


Não há dúvidas que as separações e divórcios tem sido cada vez mais frequentes - vejo isso no meu dia-a-dia da Clínica. A separação, a meu ver, deveria servir para acabar com as brigas entre o casal. Mas é claro que a motivação da separação e a partilha após a separação (filhos, bens, horários,...) gera animosidades muito grandes entre os ex-casados, que infelizmente acabam prejudicando muito os filhos.
Dentro das inúmeras facetas das brigas, uma delas é a que pode gerar problemas para toda a vida afetiva da criança, a chamada Sindrome da Alienação Parental (SAP).

Alienar, no dicionário Houaiss, tem vários significados: "perder a estima, a amizade", "afastar-se, isolar-se", "abandonar um direito". De forma que a tradução do nome da SAP não tem nada a ver com pais "alienados", como imagina-se pela gíria, e sim crianças que são afastadas dos pais, por força do outro ex-cônjuge.
Em 1985, o professor de psiquiatria da Universidade de Columbia (EUA), Richard Gardner, descreveu a SAP, que resulta da tentativa de um dos genitores (em geral quem detém a guarda, a mãe) em alienar (afastar, isolar) o filho do outro genitor. Isso se faz de inúmeras formas: impedindo visitas, falando mal do outro, inventando histórias, denigrindo a imagem da família do outro, expondo a vida do outro, dimuindo e criticando financeiramente o outro, aprensentando o "novo namorado" como "pai ou mãe" para a criança, dificultando as visitas e nunca permitindo as excessões, tomando decisões importantes para os filhos sem a ajuda do outro cônjuge.
As crianças "alienadas" tem constante sentimento de raiva pelo outro genitor e pela família.
Todo mundo conhece estas histórias.

Qual o mal que isso pode trazer às crianças?
Esta é que foi a descrição de Gardner, o malefício para os filhos, quando adultos:
- Apresentam maiores índices de depressão, ansiedade e pânico,
- Tem maior tendência ao alcoolismo e uso de drogas,
- Apresentam maiores índices de suicídio,
- Tem baixa auto-estima,
- Não conseguem manter relações estáveis,
- Apresentam distúrbios de identidade sexual, dependendo de quem é o alienado (pai ou mãe),
- Podem ser mais "cruéis", fisicamente.

Todos podemos ajudar, porque sempre nos deparamos com conhecidos e histórias semelhantes. Existe ajuda psicológica e jurídica para a SAP, mas o ideal, é claro, seria evitar que acontecesse, não é?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A busca pelo corpo perfeito - Postado por Jairo Len

Certamente espelhados por seus pais, pelas revistas, pela cintura das princesas e pelo corpo dos super heróis, as crianças cada vez mais estão preocupadas na busca pelo corpo perfeito.
Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, fizeram uma pesquisa com mais de 4.200 crianças e concluiram que existe uma associação direta entre satisfação com o corpo e o peso.
Detalhe: as crianças tinham entre 10 e 11 anos.
Nas meninas, um achado linear: quanto mais magras, mais satisfeitas com o corpo.
Nos meninos, polaridade: insatisfação com muita magreza ou quando se sentem gordinhos.
A pesquisa foi publicada na revista BMC Public Health.
Segundo o pesuisador de Harvard Bryn Austin, "há uma relação bem estabelecida entre satisfação com o corpo e aumento do risco de disturbios de comportamento para o controle do peso, como vômitos, jejum, uso de laxantes, anorexia, entre outros.

A recomendação é um cuidado desde muito cedo com a boa alimentação, o controle de peso ainda no pré-escolar, a prática de exercícios e o cuidado dos pais com o seu próprio comportamento, principalmente na frente dos seus filhos.